Saturday, January 09, 2010

Mais de Santa Catarina

Pôr do sol no riozinho que junta as praias de Perequê e Meia Praia. Eu, Cinthia e Chris na caminhada.
É claro que cabe todo mundo num carro só! Coisas de família...
E vamos que vamos. Alguns com Dramin.
Banho de mar perto da praia de Sepultura.
Precisa-se de mais nesta vida?

Fotos: Chris Blackburn e Dirceu Piva.

"Where the days are longer, the nights are stronger than moonshine/ You're gonna go, I know..."

Os fãs de temas decadentes, como eu, hão de gostar de Abraços Partidos. O filme é puro Almodóvar, com todo o melodrama envolvendo traição, segredos não revelados, drogas, homossexualismo, ciúme doentio. É tanta complexidade trágica no emaranhado das vidas dos personagens que o riso é inevitável. Ontem, no HSBC Belas Artes, gargalhávamos em sintonia nos momentos dignos de se jogar da ponte. O grotesco nos pede reações politicamente incorretas, enquanto continuamos a torcer pela punição dos malvados e pelo improvável final feliz amoroso. A ficção criada por Almodóvar é o espelho bem próximo da nossa realidade. A decadência sincera dos desejos libertinos bem poucos assumidos entre amigos ou estranhos. Recomendo. (O filme e a decadência?)

A sexta à noite foi se desdobrando em surpresas inesperadas. Até consegui encontrar a Dani Barbará, que não via desde setembro último! Com Cilene também.

Os amigos são o meu melhor de São Paulo.

Thursday, January 07, 2010

Uma dúvida, seguida de um convite

Ainda está passando "Abraços Partidos", o novo filme de Pedro Almodóvar?

Se sim, alguém topa um cinema no fim de semana?

Os cheiros da cidade

Quando se chega na Índia, é inevitável perceber que o ar tem cheiro, nesse caso um agridoce estranho que a gente se pergunta se gosta ou se não gosta. Depois acostuma-se, claro, como tudo nesta vida.

Pela manhã, ao caminhar da minha casa até o centro budista na Praça Panamericana, observei um constante cheiro de lixo (ui). Será que era dia de coleta? Será que um caminhão tinha recém passado para recolher os dejetos? Será que era o meu nariz?! Será que o ar de Sampa sempre teve cheiro ruim e eu nunca tinha reparado?

Perto das oito da noite, caminhei o mesmo trajeto de volta e o corpo já estava mais acostumado com o ar, embora o nariz continue coçando irritado. Leva-se pelo menos três dias para deixar de sofrer na adaptação.

De forma geral, o mal-estar urucubento está passando. Consegui dormi e comer melhor (preparei uma sopa de cenoura com batatas para o jantar). Fiz uma prática restaurativa de yoga, falei com amigos no MSN, comecei a pensar em algum tema de sustentabilidade para a monografia que terá ser produzida em 2010.

Ainda tenho muitos e-mails para responder. Quem sabe uma cota de dois por dia?

Respire

"Quando nos damos conta do valor que há em abrir mão, podemos começar a desenvolver esta qualidade em nossa vida cotidiana. Toda vez que você se perceber segurando-se a uma posição ou emoção, incapaz de abrir mão dela, relaxe por alguns minutos e deixe sua respiração acontecer suave e uniformemente.

Então, escolha uma tarefa e, devagar, vá entrando nela, esquecendo todo o resto. Desenvolva uma qualidade de concentração que não seja forçada, mas muito leve e delicada. Concentrando-se desse modo por um período, você poderá começar a afrouxar seus padrões mentais e dispersar as energias que estiveram bloqueando o bem-estar. Tente não pensar nos problemas, mas apenas invista toda a sua energia na tarefa escolhida, permanecendo com ela até que esteja concluída"

Tarthang Tulku, O Caminho da Habilidade

Wednesday, January 06, 2010

Back to Sampa

Ontem acordei com náusea e uma dor forte no estômago. A mãe me ofereceu um remédio, mas eu recusei para observar o próprio desconforto. Afinal, yogues não tomam remédios, né? Costuma acontecer sempre quando tenho que voltar para São Paulo. E ao chegar por aqui, tudo vai dissolvendo, lentamente. Mas ontem até eu me assustei com o mal-estar generalizado. Acabei aceitando o remédio (yogue de araque?) para conseguir pegar o vôo das 16 horas. Depois de 15 dias em família, com a barulhenta cachorrinha Lully latindo por quase tudo, o silêncio do apartamento, com aquela vista incrível da megalópole, me abraçou.

Apesar disso, o sono não foi fluido e eu acordei com a sensação de atropelamento de caminhão. O que me animou foi a aula de Iyengar que dei no Yoga Flow. Uma das alunas fazia aula experimental, era completamente iniciante no mundo do yoga. Me sinto privilegiada quando isso acontece, pois consigo enxergar a mim mesma nas primeiras aulas que fiz. Todos aqueles nomes em sânscrito, o pouco alongamento que limitava muitas posturas, a dificuldade em coordenar todas as instruções dadas pelo professor, o medo de me machucar. Espero que ela continue!

Já saí bem mais leve da aula e sigo recomeçando as atividades um pouco mais lentamente do que no início dos outros anos. Agora que passou o temporal lá fora, vou enfim no supermercado. A geladeira está absolutamente vazia.

Em tempo: passei em frente ao Shopping Iguatemi e vi que colocaram uma capa de chuva no Papai Noel gigante. Ó-ti-mo.

P.S: foto tirada pela Cinthia. Eu em Vkrasana, a postura da árvore, antes do nosso banho de mar noturno em Meia Praia (SC).

Tuesday, January 05, 2010

Reveillon com lua cheia. Feliz início de nova década!

Nem lembro a última vez que estive reunida com as minhas duas irmãs na festa de reveillon. A noite estava linda em Meia Praia e, conforme a tradição, assistimos os fogos na beira do mar.
O meu cunhado Chris fez a produção das fotos artísticas ;)

"Besame, besame mucho..."


Antes da virada, rolou jogo de canastra. A super dupla Cinthia e Carline perdeu desastrosamente.

E não é que a gente conseguiu fazer o Tio Hilário sorrir!

Cinthia, Kelly e yo.
Na canga das solteiras, rolou sessão bartender exclusivo. Brindes de cuba libre!

Meus pais.

Feliz Ano Novooooooooooo!
"I gotta feeling that tonight’s gonna be a good night
That tonight’s gonna be a good night
That tonight’s gonna be a good good night!"

Depois de pular as sete ondas e lançar ao mar os desejos escritos em bilhetinhos ao universo.
A noite terminou no bar surfistinha Maui, em Mariscal. E eu vi o sol nascer. Uhu!

Wednesday, December 30, 2009

Balneário Camboriu, Santa Catarina



Vítor beija, espontaneamente.
Talia e Carli, treinando para o glamour que há de chegar :>)

O panetone de trufa da Cacau Show.
Marina, Talia e um final de tarde memorável.

Florianópolis, Santa Catarina

Brinde da Família Cordioli.
Carol e o azul cristalino das águas (frias!) do Campeche.

Encontro da turma PéNaJaca (sem a Dani e a Tati).



Cilene e o novo guarda-sol da Carolina.
Até 2010, meus queridos.




Sunday, December 27, 2009

Tuesday, December 22, 2009

Praia, natureza, barcos, família





Faz dias ensolarados aqui em Itapema (SC). Este é o passei de scuna que fizemos pela Ilha de Porto Belo, com banhos de mar perto da praia da Sepultura e do Caixa d'Aço. Aqui ao meu ladinho está minha irmã caçula e o meu cunhado Chris.
Sorrisos, sorrisos.

Friday, December 18, 2009

"My humanity is bound up in yours, for we can only be human together" Desmond Tutu

Após uma meditação em grupo, cedinho nesta manhã, sigo com um dia cheio de preparativos para poder ir amanhã para Santa Catarina. Acordei serena.

Este fim de ano respira um forte movimento de Novos Começos, mas eu opto ainda em não tomar decisões. Um brinde ao desconhecido.

Crédito da foto: vide este site.

Wednesday, December 16, 2009

Estranho

... é perceber tamanho estranhamento entre nós. Ao observar as sensações, o desafio é não fugir desse silêncio confuso, que oprime em dobro ao tentar se exprimir.

Nunca é fácil, né?

Monday, December 14, 2009

Parabéns, Guruji!


91 anos, hoje!

Conhecer B.K.S Iyengar pessoalmente, na Índia, é um dos itens mais importantes da minha lista TO DO. Alguém me acompanha em janeiro de 2012?

Parênteses: não dá vontade de pegar uma tesoura e tosar as sobrancelhas?

A foto é a capa de seu livro mais recente "Light on Life" ;)

Porque a vida está muito além das palavras deste blog

"Imaginemos Ludvik olhando Lucie em seu rosto.
Quantos sinais aí são emitidos, os olhos que buscam ansiosamente entender o outro,
a boca que esboça um sorriso,
a tensão muscular que relaxa ou que se tende,
a testa que se franze, as bochechas que coram,
os mínimos sinais das pálpebras, os contínuos movimentos da boca,
as pupilas que oscilam angustiadamente de um lado para outro, as centenas de combinações entre músculos, órgãos de percepçaõ e da pele.
A face é um mapa cheio de labirintos e de coisas acontecendo. Ela reflete o estado das alma e as dificuldades da comunicação: há tantas coisas que se sente e as palavras são tão pobres, estão tão aquém, infinitamente aquém da tradução de todo esse mundo interior.
As palavras só repassam um rastro, uma imagem apagadiça do que sentimos e pensamos"

Ciro Marcondes Filho, no seu livro Até que ponto, de fato, nos comunicamos, sobre os personagens da obra de Milan Kundera (A brincadeira).

Sunday, December 13, 2009

Iyengar yoga

Hoje terminou o derradeiro workshop de formação em 2009, com mais uma entrega de certificados para os amigos que completaram três anos do curso do Kalidas. Como eu tranquei por seis meses para ficar em retiro na Califórnia, vi a minha turma inicial comemorando e fiquei bem emocionada. Tenho mais um semestre pela frente. Que bom!

Praticamos muitas flexões para frente e torções com intensidade e, para surpresa minha, parece que o meu corpo finalmente resolveu "amolecer" e se deixar alongar. Sentir estabilidade e um certo conforto em parsvakonasana é algo extremamente novo.

Voltei com os pés mais no chão, excelente para uma 90%vatta-vatta-vatta-7%pitta-e3%kapha. Fórmula mágica de autoconhecimento ayurvédico. Que coisa boa é poder ficar o fim de semana inteiro com amigos que conhecem (pelo menos na teoria) o que significa asmita, samadhi, doshas, moksha, samskaras, mitra e citta vrttis, as flutuações da mente que algum dia haveremos de cessar.

Meu corpo exige cama. Agora!