Thursday, October 29, 2009
Em retiro de yoga neste fim de semana
Saturday, October 24, 2009
O tempo passa, mas a amizade continua
Friday, October 23, 2009
Em retiro de meditação no fim de semana...
e em silêncio.
Again and again.
Será que a mente algum dia cansa de saracotear em tantos pensamentos aleatórios e inconstantes?
Again and again.
Será que a mente algum dia cansa de saracotear em tantos pensamentos aleatórios e inconstantes?
Wednesday, October 21, 2009
No mundo ideal...
... haveria uma regra bem clara: o início de tudo ou de qualquer coisa poderia até ser pela internet. Mas o anúncio do fim de tudo ou de qualquer coisa deveria ser olho no olho.
Com menos virtualidade, há mais nobreza.
Com menos virtualidade, há mais nobreza.
Tuesday, October 20, 2009
Bendita apendicite
Terça ensolarada e eu e Carol fomos à Pinacoteca do Estado conferir a exposição do Matisse. As pinturas, gravuras, esculturas são lindas, claro, mas o que mais me chamou a atenção foi um "detalhe" da vida dele. Formado em Direito e já atuando na área, Matisse teve apendicite aos 21 anos e permaneceu acamado durante um ano inteiro. Sua mãe lhe trouxe pinceis e tintas; ele resolveu experimentar e dedicar aquele tempo para algo mais nobre do que reclamar e se vitimizar. Trocou doença por vocação. Mergulhou fundo. Tornou-se um gênio.
Adivinha qual é a moral da história?
Adivinha qual é a moral da história?
Sunday, October 18, 2009
yo
"Mas você está menstruada de novo????!!!"
Pressentia mesmo que até o Kalidas pegaria no meu pé. Mais um workshop de yoga e eu menstruada, sim, de novo. Isso significa fazer uma prática diferenciada, bem mais leve e quieta, com bastante acessórios para apoiar cabeça, tronco, costas. Momento de recolhimento, o que eu costumo achar bem válido, pois o meu corpo pede mesmo trégua nessa semana do mês. Só que é uma pena perder a oportunidade de praticar os asanas que estão ensinados pelo professor e ir no fluxo da turma. Traduzindo em bom português: um saco. Ainda mais porque na formação são apenas cinco workshops por semestre e eu, super azarada, consigo passar boa parte deles menstruada. Ser mulher é estranho. A Joana disse que acha mais estranho ainda quem opta por não menstruar, e que adora essa semana mensal para se sentir renovada, para eliminar todas as toxinas. Eu, no entanto, adoraria ter outra espécie de ritual de purificação.
Observando os picos hormonais, vejo o quanto somos emocionalmente instáveis. O quanto desafiamos o mundo arduamente para mudar de ideia em pleno dia seguinte. E, no meu caso, sem constrangimento. Como li nesses dias: "Não tenho compromisso com a coerência".
Hoje, particularmente, quero colo. Me sinto absolutamente sensível após dois dias e meio em retiro (com uma hora a menos de sono por conta do horário de verão) e uma palestra no centro budista. Após a visita para conhecer o bebê linnnnnnnndo da Cris e do Gaba, recusei a ida ao Studio SP com Cilenita e Carol. Meus ouvidos querem silêncio. A garganta apertada exige silêncio. Abro a janela do quarto e me deixo dissolver na visão de Sampa à noite. Sei que amanhã dispensarei o colo. Incoerentemente yo.
Foto by Carline, setembro 2009, Café Gratitude, em Berkeley (EUA)
Pressentia mesmo que até o Kalidas pegaria no meu pé. Mais um workshop de yoga e eu menstruada, sim, de novo. Isso significa fazer uma prática diferenciada, bem mais leve e quieta, com bastante acessórios para apoiar cabeça, tronco, costas. Momento de recolhimento, o que eu costumo achar bem válido, pois o meu corpo pede mesmo trégua nessa semana do mês. Só que é uma pena perder a oportunidade de praticar os asanas que estão ensinados pelo professor e ir no fluxo da turma. Traduzindo em bom português: um saco. Ainda mais porque na formação são apenas cinco workshops por semestre e eu, super azarada, consigo passar boa parte deles menstruada. Ser mulher é estranho. A Joana disse que acha mais estranho ainda quem opta por não menstruar, e que adora essa semana mensal para se sentir renovada, para eliminar todas as toxinas. Eu, no entanto, adoraria ter outra espécie de ritual de purificação.
Observando os picos hormonais, vejo o quanto somos emocionalmente instáveis. O quanto desafiamos o mundo arduamente para mudar de ideia em pleno dia seguinte. E, no meu caso, sem constrangimento. Como li nesses dias: "Não tenho compromisso com a coerência".
Hoje, particularmente, quero colo. Me sinto absolutamente sensível após dois dias e meio em retiro (com uma hora a menos de sono por conta do horário de verão) e uma palestra no centro budista. Após a visita para conhecer o bebê linnnnnnnndo da Cris e do Gaba, recusei a ida ao Studio SP com Cilenita e Carol. Meus ouvidos querem silêncio. A garganta apertada exige silêncio. Abro a janela do quarto e me deixo dissolver na visão de Sampa à noite. Sei que amanhã dispensarei o colo. Incoerentemente yo.
Thursday, October 15, 2009
E escuta-te.
"Os teu ouvidos estão enganados.
E os teus olhos,
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
que procuras inultimente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enlouqueceu"
Cecília Meireles
Monday, October 12, 2009
Friday, October 09, 2009
A Maria, que era Mara, a Caroline, que era Carline
* Pela manhã fui fazer um check up de rotina. A assistente do laboratório chamou uma moça antes de mim:
- Maria. Quem é Maria Cristina?
- Oi, na verdade o meu nome é Mara.
- Perdão, senhora.
- Tudo bem, já estou acostumada. Isso acontece sempre.
Meia hora depois...
- Caroline. Quem é Caroline Piva?
- Oi, na verdade o meu nome é Carline.
- Perdão, senhora.
- Que cruz.
O importante é que estou 100% saudável. O melhor presente de aniversário. Aliás, contagem regressiva para o término do inferno astral. Respiremos!
- Maria. Quem é Maria Cristina?
- Oi, na verdade o meu nome é Mara.
- Perdão, senhora.
- Tudo bem, já estou acostumada. Isso acontece sempre.
Meia hora depois...
- Caroline. Quem é Caroline Piva?
- Oi, na verdade o meu nome é Carline.
- Perdão, senhora.
- Que cruz.
O importante é que estou 100% saudável. O melhor presente de aniversário. Aliás, contagem regressiva para o término do inferno astral. Respiremos!
Tuesday, October 06, 2009
2016
No auge da comemoração nacional pela escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas, veio o pensamento: caramba, eu terei 39 anos quando o evento acontecer! Praticamente uma quarentona. Como estarei vivendo (considerando a hipótese de não morrer até lá), pensando, amando?
A mídia mostrou diversas reportagens de jovens se preparando nos esportes para vencer o desafio de serem campeões em sete anos. Há um clima de esperança, sonhos, juventude, energia no ar. O doce país do Carnaval. Quem vai topar uma matéria com algum atleta de mais de 35 que não terá a mesma chance? Que sentirá frustrado o passar do tempo, que não volta atrás, e que perceberá que mesmos os mais nobres objetivos, ao serem alcançados, são impermanentes?
Somos todos cúmplices no oba-oba da vitalidade plena, não temos paciência com as nossas doenças (físicas e mentais) e varremos mutuamente o enfraquecimento inevitável dos sentidos para debaixo do pano dos sentimentos. Melhor não tocar no assunto, né?
Será?
Quantos anos você terá em 2016? Quantos efetivamente terá vivido?
A mídia mostrou diversas reportagens de jovens se preparando nos esportes para vencer o desafio de serem campeões em sete anos. Há um clima de esperança, sonhos, juventude, energia no ar. O doce país do Carnaval. Quem vai topar uma matéria com algum atleta de mais de 35 que não terá a mesma chance? Que sentirá frustrado o passar do tempo, que não volta atrás, e que perceberá que mesmos os mais nobres objetivos, ao serem alcançados, são impermanentes?
Somos todos cúmplices no oba-oba da vitalidade plena, não temos paciência com as nossas doenças (físicas e mentais) e varremos mutuamente o enfraquecimento inevitável dos sentidos para debaixo do pano dos sentimentos. Melhor não tocar no assunto, né?
Será?
Quantos anos você terá em 2016? Quantos efetivamente terá vivido?
Sunday, September 27, 2009
O final de semana foi pouco
É, não deu. A segunda-feira acaba de virar no relógio. Não consegui encontrar os amigos, no findi, nem ler todas as leituras atrasadas da pós-graduação, muito menos contar novidades aqui no blog. A adaptação dessa vez está mais sonolenta, digamos, embora desde que voltei da viagem já participei de um workshop de psicologia budista, vi uma peça de teatro (Viver o Morrer; que recomendo), falei bastante com a família pelo skype, conheci pela webcam a Lully, a nova cachorrinha deles, publiquei mais umas lindas imagens do Yosemite no flickr, FUI NO SUPERMERCADO (u-hu!!! A geladeira está finalmente cheia, com MUITA coisa boa para comer), cozinhei uma pasta com mushrooms sensacional, além de antepasto de berinjela ao forno e salada de rúcula com manga, e atualizei a conversa com a roomie Laura, que chegou de Santa Catarina.
Agora é sossegar para dormir logo, pois a aula de yoga começa cedo.
Caminhada com Clayton e Michele (atrás da câmera, neste momento), nos arredores de Ratna Ling, em Cazadero (California).
Fofurinha.
Nós no Yosemite: Carli, Michele e Debora.
Tuolumne Meadows.
Um dos melhores verbos das férias: lagartear no sol. (Foto tirada pela Debora Sanches, sem eu perceber)
Agora é sossegar para dormir logo, pois a aula de yoga começa cedo.
Fofurinha.
Nós no Yosemite: Carli, Michele e Debora.
Tuolumne Meadows."O meu erro deve ser o caminho de uma verdade, pois só quando ocorre o erro é que saio do que conheço e do que entendo. Se a verdade fosse aquilo que posso entender, terminaria sendo apenas uma verdadeira pequena, do meu tamanho". Clarice Lispector
(Obrigada, Cilene ;)
Friday, September 25, 2009
Half Dome and a yellow bike
Agora estou de volta a Sampa, ainda me adaptando à mudança de fuso horário (o famigerado jet lag). Consegui ir na aula de Direito Ambiental e publiquei algumas fotos da trilha chuchuzíssima que fizemos pelo Monte Conness. Quando possível, escreverei mais.
A Laura está em Santa Catarina e o silêncio impera no apartamento. Sabe que é muito bom estar de volta? Sinto que algo está para acontecer.
Wednesday, September 23, 2009
Yosemite National Park
Friday, September 18, 2009
Eu por aí
Daqui a pouco pegarei o trem para o Yosemite. Após um dia de vida urbana, será muito bom voltar para a natureza. Trekkingggggggggggggggggggggggg!
Sunday, September 13, 2009
Take my time for me

"Estar em retiro" é simplesmente estar. Com os próprios pensamentos. Com a natureza. Com novos amigos, vindos de tão diferentes partes desse vasto mundo. Com a mente aberta.
Estar em retiro é deixar as palavras de lado e permitir que o silêncio penetre entre as pausas do (árduo) trabalho de karma yoga. Por isso mesmo fico por aqui, mas com o desejo de mostrar imagens lindas desse cantinho na California: http://www.flickr.com/photos/carlinepiva
Ah, sim, e parte do soundtrack da viagem, com a Michelle querida...
"I look around at a beautiful life
Been the upperside of down
Been the inside of out
But we breathe
We breathe
I wanna breeze and an open mind
I wanna swim in the ocean
Wanna take my time for me
All me
So maybe tomorrow
I'll find my way home
So maybe tomorrow
I'll find my way home
So maybe tomorrow
I'll find my way home
So maybe tomorrow
I'll find my way home... " by Stereophonics.
Clique aqui para ver o vídeo no youtube.
Sigamos respirando juntos! Namastê.
Foto: "autoretrato" em Stump Beach, em setembro 2009.
Thursday, September 03, 2009
Cheguei!
Wednesday, September 02, 2009
Rumo à Ratna Ling
O centro de retiros de Ratna Ling fica ao norte da Califórnia, no meio de uma redwood forest e perto de praias lindas (e geladas) do Pacífico. É um lugar absolutamente repleto de natureza, que reúne voluntários do mundo inteiro, budistas e não-budistas. Quem sabe você se engaja também: http://www.yeshede.org/
Antes de voltar ao Brasil, farei uns dias de trekking no Yosemite National Park. Caminhar, caminhar, caminhar... (te vejo em breve, Débora!)
Ah, sim, não resisto compartilhar novamente esse trecho:
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.” Amyr Klink
Foto: Ratna Ling, 2007
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