Tuesday, December 22, 2009

Praia, natureza, barcos, família





Faz dias ensolarados aqui em Itapema (SC). Este é o passei de scuna que fizemos pela Ilha de Porto Belo, com banhos de mar perto da praia da Sepultura e do Caixa d'Aço. Aqui ao meu ladinho está minha irmã caçula e o meu cunhado Chris.
Sorrisos, sorrisos.

Friday, December 18, 2009

"My humanity is bound up in yours, for we can only be human together" Desmond Tutu

Após uma meditação em grupo, cedinho nesta manhã, sigo com um dia cheio de preparativos para poder ir amanhã para Santa Catarina. Acordei serena.

Este fim de ano respira um forte movimento de Novos Começos, mas eu opto ainda em não tomar decisões. Um brinde ao desconhecido.

Crédito da foto: vide este site.

Wednesday, December 16, 2009

Estranho

... é perceber tamanho estranhamento entre nós. Ao observar as sensações, o desafio é não fugir desse silêncio confuso, que oprime em dobro ao tentar se exprimir.

Nunca é fácil, né?

Monday, December 14, 2009

Parabéns, Guruji!


91 anos, hoje!

Conhecer B.K.S Iyengar pessoalmente, na Índia, é um dos itens mais importantes da minha lista TO DO. Alguém me acompanha em janeiro de 2012?

Parênteses: não dá vontade de pegar uma tesoura e tosar as sobrancelhas?

A foto é a capa de seu livro mais recente "Light on Life" ;)

Porque a vida está muito além das palavras deste blog

"Imaginemos Ludvik olhando Lucie em seu rosto.
Quantos sinais aí são emitidos, os olhos que buscam ansiosamente entender o outro,
a boca que esboça um sorriso,
a tensão muscular que relaxa ou que se tende,
a testa que se franze, as bochechas que coram,
os mínimos sinais das pálpebras, os contínuos movimentos da boca,
as pupilas que oscilam angustiadamente de um lado para outro, as centenas de combinações entre músculos, órgãos de percepçaõ e da pele.
A face é um mapa cheio de labirintos e de coisas acontecendo. Ela reflete o estado das alma e as dificuldades da comunicação: há tantas coisas que se sente e as palavras são tão pobres, estão tão aquém, infinitamente aquém da tradução de todo esse mundo interior.
As palavras só repassam um rastro, uma imagem apagadiça do que sentimos e pensamos"

Ciro Marcondes Filho, no seu livro Até que ponto, de fato, nos comunicamos, sobre os personagens da obra de Milan Kundera (A brincadeira).

Sunday, December 13, 2009

Iyengar yoga

Hoje terminou o derradeiro workshop de formação em 2009, com mais uma entrega de certificados para os amigos que completaram três anos do curso do Kalidas. Como eu tranquei por seis meses para ficar em retiro na Califórnia, vi a minha turma inicial comemorando e fiquei bem emocionada. Tenho mais um semestre pela frente. Que bom!

Praticamos muitas flexões para frente e torções com intensidade e, para surpresa minha, parece que o meu corpo finalmente resolveu "amolecer" e se deixar alongar. Sentir estabilidade e um certo conforto em parsvakonasana é algo extremamente novo.

Voltei com os pés mais no chão, excelente para uma 90%vatta-vatta-vatta-7%pitta-e3%kapha. Fórmula mágica de autoconhecimento ayurvédico. Que coisa boa é poder ficar o fim de semana inteiro com amigos que conhecem (pelo menos na teoria) o que significa asmita, samadhi, doshas, moksha, samskaras, mitra e citta vrttis, as flutuações da mente que algum dia haveremos de cessar.

Meu corpo exige cama. Agora!

Dispenso a pressão psicológica por férias

Tantas pessoas ao meu redor já suspiraram que estão cansadas e que esperam que o ano termine logo que fica até feio dizer: pois eu quero que os dias até o Natal passem muuuuito devagar para que eu os possa degustar tranquilamente, como um bom vinho tinto.

Quero passear na Avenida Paulista para comtemplar as luzes nos prédios. Ok, sei que isso é cafona, mas eu gosto, fazer o quê? Gosto do natal, gosto até de parar para assistir essas pencas de crianças que aparecem na frente das sedes dos bancos uma vez por ano para entoar canções melosas.

Adoro receber a convocatória da Vivi para reunir os amigos antes do fim do ano, no clássico jantar Zunckeller, que acontecerá terça-feira (oba!).

Quero conhecer o nenê da Scheilla, quero celebrar os novos rumos profissionais da Cilenita, quero confirmar o encontro das PNJs na Armação, em Floripa, antes do reveillon.

Tentarei marcar uns happy hours com amigos queridos, depois de terça, pois ainda tenho aquele trabalho da pós.

Ah, sim, encontrar os clássicos presentes para dar para família após a ceia do dia 24.

Preciso de um biquíni novo. E ver a validade do protetor solar.

Vou fazer muito yoga nA Macaca.

Sim, tudo isso na semana que vem. Que passe sa-bo-ro-sa-men-te devagar. No próximo domingo, já estarei nas praias catarinenses com a família, brindando a chegada de 2010.

Mas sem pressa, por favor.

Thursday, December 10, 2009

Ah, esse engodo de "toda verdade é relativa"

Participando de mais uma palestra sobre o Bhagavad Gita (que geralmente me interessa muito, pois acho o conteúdo bem interessante, repleto de simbolismos) , me inquieto ao ouvir os chavões "toda verdade é relativa", "cada um segue a sua própria verdade", "há males que vem para o bem, pois estão conectados com um Todo Maior", "viva sem julgamentos", "não existe pior nem melhor". Péra lá, como assim?!

O debate acontecia em um grupo de praticantes de yoga. Parece que virou moda ser "bonzinho". Ser iluminado é ir além dos julgamentos, viver desconsiderando que há coisas certas e outras erradas, afinal tudo é relativo, não? Isso é viver sem dualidades?
Não. Isto está mais para alienação do que para iluminação.

Eu levantei a mão e questionei: ok, pessoal, se um pedófilo estupra e mata uma criança (exemplos sensacionalistas sempre impactam), eu não tenho direito de achar que isso é errado e o que o maldito tem que ser punido? As respostas que me deram: "mas o pedófilo está seguindo a verdade dele. Está fazendo o que acha correto", "quem é você para julgar?","esse tipo de pessoa é doente, precisa de tratamento"...

Cara, inacreditável que alguém sustente o direito "dhármico" de um pedófilo. Acima de qualquer verdade relativa, há sim códigos morais e éticos que devem ser respeitados para se viver em sociedade, pelo menos em uma que se considere "humana".

Talvez o mundo estivesse bem melhor se as pessoas julgassem mais e agissem de fato contra a corrupção generalizada, a violência nas relações, a desigualdade social, a destruição do meio ambiente.

Tenho vergonha dos bonzinhos yogues.

Ainda lembrando da última peça de teatro

"Os homens vão, vêm, trotam, e dançam, e nem um pio sobre a morte. Tudo parece bem com eles. Mas aí quando ela lhes chega e às suas mulheres, filhos e amigos, pegando-os de surpresa e despreparados, que tormentas de paixão os esmagam, que gritos, que fúria, que desespero!

Para começar a tirar da morte seu grande trunfo sobre nós, adotemos o caminho contrário ao usual; vamos privar a morte da sua estranheza, vamos frequentá-la, acostumarmo-nos a ela; não tenhamos nada senão ela em mente.

Não sabemos onde a morte nos espera; então vamos por ela esperar em toda parte. Praticar a morte é praticar a liberdade. Um homem que aprendeu como morrer desaprendeu a ser escravo." Montaigne

Wednesday, December 09, 2009

"We work on ourselves in order to help others, but also we help others in order to work on ourselves." Pema Chödrön





Minha cena favorita da peça de teatro, da Cia Heliotrópios, dirigida por Gabriel Carmona. As cinco etapas para sair dos padrões habituais.
"1) Ando pela rua
Há um buraco fundo na calçada
Eu caio
Estou perdido ... sem esperança.
Não é culpa minha.
Levo uma eternidade para encontrar a saída.

2) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas a culpa não é minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Vejo que ele ali está
Ainda assim caio ... é um hábito.
Meus olhos se abrem
Sei onde estou
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Dou a volta.

5) Ando por outra rua."
Com Celso, Cilene, Simone :)
Evento "Viver o Morrer - Celebrando Novos Começos", no último domingo (06/12/09).

"Para apreciar plenamente a vida, precisamos enfrentar a realidade da morte. A impermanência e a morte são partes integrantes do estar vivo; esta compreensão pode vibrar dentro de nós e nos despertar!"
Gestos de Equilíbrio, Tarthang Tulku