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Thursday, March 03, 2011

Losar começa neste sábado

Em pleno clima de Carnaval brasileiro, começará o Ano Novo Tibetano, o do Coelho de Ferro. Escrevi um pouquinho sobre isso no Informativo da Editora Dharma. Clique aqui para inspirá-lo nesta manhã chuvosa em Sampa. Tashi Delek



Época de Novos Começos. Mais significativos. Permita-se.

Ilustração retirada deste blog.

Tuesday, January 06, 2009

Minha virada para 2009


Nós nos transformamos no amor que oferecemos...

Kelly e Solange, iluminadas ;)
Pedidos, bençãos e muita gratidão.


Café da manhã na Montanha Encantada: Nanci (a tucaninha) e as baleias.

Monday, January 05, 2009

Primeira segunda-feira do ano

Fiz um pacto com uma parte da minha mente no final de 2008: nada de elaborações, nem balanços complexos sobre o que já foi e o que poderá ser. Ela não gostou muito, ainda mais com tanto tempo livre para caminhar na praia e justamente organizar a vida para o próximo ano. Esquizofrenia à parte, esta parte da minha mente tem até apelido carinhoso: “Should I stay or should I GO?” (Devo ficar ou devo IR?). Porque é assim que geralmente ela me faz sentir. Cada dia, uma nova bifurcação de caminhos, me exigindo fazer as melhores escolhas, com todas as certezas possíveis e impossíveis, sem que eu – sinceramente – não esteja nem um pouco a fim de decidir nada além de água de coco ou suco de laranja.

Achei que a tinha despistado, mas foi só colocar os pés nas areias de Itapema para Should-I-stay-or-should-I-go enrolar charmosamente a sua echarpe no pescoço e passar a me acompanhar, intrometida, sussurrando... você tem certeza que vai dar conta de tantos novos cursos no ano que vem? E as aulas de saxofone novamente adiadas? Você vai se contentar eternamente em tocar aquela flauta mixuruca?! Ah, convenhamos, nem isso andavas praticando com disciplina.

Ah, não! - protestei. Caríssima, você não foi definitivamente convidada para as minhas mini-férias de virada de ano. Dessa vez, não vou lhe proporcionar um corpo bronzeado, nem marquinhas de biquíni. Você anda merecendo um verão pálido.

E foi assim que, de comum acordo, deixei Should-I-stay-or-should-I-go aproveitando o silêncio das ruas vazias e monótonas de São Paulo, sem dar nem um mergulho em Ubatuba.

Passei dias incríveis na companhia da parte da minha mente que mais me agrada: a Sem Expectativas. Esta sim me faz apreciar cada novo raiar do sol como o primeiro já visto. De mãos dadas e havaianas nos pés, conseguimos receber com amor e paciência aquela super proteção dos pais que costuma sufocar (O que você vai querer almoçar amanhã? E no café da tarde? E no jantar? Não tens mais roupas escuras para serem lavadas?). Sem Expectativas também me acompanhou na bela programação do Reveillon da Paz, em Garopaba, onde curti dias especiais, que me fizeram rir tanto que me senti uma adolescente em excursão de encerramento de colegial.

Hoje, porém, ao preparar a mochila para voltar para Sampa, Should-I-stay-or-should-I-go veio correndo, saudosa, dando abraço de urso e, ainda que pálida, transparecia um brilho bem saudável em toda a sua pele. E aí, aproveitou o descanso? – perguntou ela. Façamos uma ótima viagem de volta.

Sunday, January 04, 2009

A gente se vê... em Sampa!

Na despedida do retiro da Montanha Encantada, a clássica troca de contatos com as pessoas que tivemos mais afinidades no grupo, procurando amenizar o sentimento de quero mais. Ok, eu e você sabemos que o evento foi único e que dificilmente a vida reunirá as mesmíssimas pessoas em um contexto parecido. Mesmo assim é inegável o prazer de poder facilitar a oportunidade de te chamar para uma caminhada no Villa Lobos ou beber um chopp escuro no Filial.

Aliás, encontrei mais uma grande vantagem de morar na maior cidade do Brasil: é só comparecer em um evento zen no meio da natureza para perceber que boa parte do grupo veio de São Paulo (um brinde ao trânsito caótico?!). Ou seja, a gente faz novos amigos e tem o privilégio de, na despedida, poder dizer: até breve! Vamos poder continuar aquele papo sobre antroposofia, iyengar yoga e zona cerealista.

Ao escrever meu nome e telefone de contato no papelzinho alheio, costumo ponderar se vale a pena incluir o endereço deste blog. Fica sempre aquela pontinha de culpa de quem deveria ter atualizado de forma mais constante os acontecimentos e, principalmente, arranjado alguma aventura recente capaz de cativar o novo amigo/leitor (o que não é lá muito o caso, neste exato momento). Mais ou menos o que a minha mãe sente antes de chamar uma visita lá pra casa. Será que a sala está arrumada e tem biscoitinhos e suco para oferecer?

No mês passado, vi uma palestra sobre mídias e redes sociais, que tratou, inclusive, de como fazer um blog autêntico e interessante o suficiente a ponto de fidelizar leitores e promover transformações, comunidades de troca de experiências... Uma dica era divulgar o espaço no Orkut, o que eu já torci o nariz, por vários motivos, primeiro: nunca tive Orkut justamente porque faço questão de não deixar o meu rastro tão visível a ponto dos coleguinhas de Colégio Cônsul Carlos Renaux (em Brusque) me acharem e começarem a perguntar como é que eu tenho passado (eles não aceitariam uma breve resposta a la “Estou bem, obrigada” e eu já não tenho o tempo que gostaria para ficar com os meus amigos atuais, imagina só os antigos); segundo: ainda não tenho nenhuma pretensão de transformar este chuchuzinha em um ponto de encontro de novidades e curiosidades de nenhum determinado tema, além, claro, dos devaneios carlinísticos que conseguem uma modesta e um tanto quanto fiel média de 30 visitas diárias, de gente como você, que não faço idéia de quem seja, já que recados e comentários são iguarias escassas (e muitas apreciadas, vale frisar). Simone, você está no topo do ranking da simpatia.

De vez em outra, recebo uns e-mails interessantes, de pessoas pedindo dicas de viagem, dicas de leituras, dicas de vida. Eu respondo, claro, embora sempre considere que existam pessoas bem mais gabaritadas para todas essas tarefas (ok, talvez não com o meu senso de humor).

Enfiiiiim, surgiu 2009 (U-hu!) e eu celebro com você a empolgação de estar quase em 2010 (prefiro décadas fechadas, números redondos, mais polpudos) hehehe. Estou feliz de estar em Sampa, cuja segunda grande vantagem que merece ser comentada é a possibilidade linda de viver no mais completo anonimato. Gente, eu adoro ser qualquer-um-em-São-Paulo.

Logo após o Natal, em um barzinho de reggae em Mariscal (SC), encontrei um conhecido meu lá de Brusque que fez a costumeira pergunta: como você ter coragem de viver lá? Me perdoe, querido, mas coragem verdadeira é viver em Brusque.

Um Feliz Ano Novo, em Sampa!

Saturday, January 03, 2009

Namastê


Chuva, muita chuva. O que não foi motivo suficiente para eu desistir de levantar cedinho e meditar, às sete da matina. Aliás, meditar com chuva é 50% do caminho andado. Reflete introspecção, conforto ao ser enrolada no cobertor e lavação de alma. Aposto que chovia muito quando Buddha se iluminou!

Celebramos as pizzas com massa integral no jantar! Sim, nós, as Baleias (na foto acima, Solange, Kelly e yo).

Para fechar a noite, apresentação de música do cantor e instrumentista (e xamã?) Daniel Namkhay. A irmã me deu de presente o CD dele, um gesto de imenso carinho que me surpreendeu porque ela não é dessas coisas.

A foto foi tirada (e enviada) pela Nanci :) As minhas ainda serão devidamente publicadas. Aguarde.

Tuesday, December 30, 2008

Chegando na Montanha

Dei um beijo no pai e na mãe e parti com a Kelly para a nossa super programação zen em Garopaba, distante quase uma hora dirigindo de Floripa. No caminho, almoçamos em Imbituba com a Juli Brito e sua família. Imbituba é praia conhecida por suas ondas grandes e os WTCs. Depois, passeamos pela Lagoa de Ibiraquera, inspiradora. Rolou cafezinho da tarde com o bolo integral de maçã e açúcar mascavo que só a Susi sabe preparar.

Daí sim seguimos para a Montanha Encantada, um local chuchuzíssimo que deve integrar o seu próximo roteiro de viagem em 2009, caso você ainda não tenha ido. Fundada pelo casal Joseph e Lilian Le Page, esse centro de yoga e retiro foi carinhosamente erguido no topo de uma encosta repleta de Mata Atlântica. Escrevo a palavra carinhosamente porque o lugar respira cuidado e aconchego nas as salas de prática, refeitório, chalés ... todos são conectados com o verde da floresta. Uma benção para os olhos e um respiro suave para o coração.

Na recepção, recebemos a chave do quarto “Baleia 3”. A Kelly, suando há semanas com uma torturante dieta, me olha arregalada: Eles estão nos querendo dizer alguma coisa?!!