
Decidi viver o domingo fazendo exatamente o que eu curto. Espreguicei o corpo com sirsana, vendo a manhã de cabeça para baixo. Comi granola e iogurte de cereja (isso é bom!). Tomei banho morno puxando para o frio.
Após o protetor solar no rosto e na tatoo, saí caminhando pela Vila Madalena, com a missão de deixar os novos catálogos de atividades do centro budista em pontos "estratégicos", como restaurantes vegetarianos e mercadinhos orgânicos. Eram onze da manhã e eu de boné, óculos escuro, shorts, all star e ipod (
Spice Girl?!). Ressuscitei Tribalistas e o seu "Bom Dia, Comunidade!". Primeira parada: o vegeteba Lá Na Quitanda, depois a rota seguiu pelo Deli Paris, Banana Verde e Maha Mantra. Bom dia, com licença, peço permissão para deixar alguns panfletos sobre meditação, tudo bem? Obrigada.
Cheguei na Fradique Coutinho com a Tedoro Sampaio e fiz uma pausa de duas horas para comprar uma cama
queen size. Esta é ótima, não? Você passa os últimos dez anos da sua vida dormindo feliz em um colchão largado no chão e em um belo domingo calorento resolve virar a "rainha" do conforto. Sim, com direito a colchão de mola "ensacada", como bem recomendou minha irmã, e travesseiro de brinde.
Já eram três da tarde quando liguei para o Dudu: e aí, tem café? Uau, que surpresa boa, ele não tinha almoçado. Os botecos da Vila fervilhavam de gente sedenta por choppinho e mesa para ver o jogo de futebol entre amigos. Vi muitas pessoas bonitas caminhando, se encontrando, rindo, abraçando. Paramos no Genésio, o meu local preferido para comer massas e saladas, bem ali na Fidalga com a Aspicuelta. O Gustavo veio se juntar a nós e ficamos batendo um ótimo papo, ouvindo também sobre a viagem de 15 dias do Dudu pela Jordânia. Petra deve ser mesmo incrível ao vivo, ainda mais fazendo uma caminhada à noite, com velas...

Buscamos sorvete de pavê de chocolate no supermercado e continuamos conversando por mais horas largados na sacada. Daí a Renata, minha amigona do yoga, ligou e fui jantar na casa dela, que ainda não conhecia. Comidinha preparada com atenção e muito gengibre. Compartilhamos planos, silêncio e afeto. "Vida simples, pensamento elevado" já bem disse Prabuphada.
Voltei pra casa às dez da noite e desde então li blogs de amigos e desconhecidos, bebendo Gatorade de lichia (cara, experimente!). Deu vontade de escrever aqui também, o que eu curto muito, embora muitas vezes não tenha tanto tempo para isso. Plantei minha árvore virtual (
www.clickarvore.com.br), aumentei o volume para escutar Billie Holiday (
Good morning, headache), senti saudades da Talia e do seu pequeno Breno, escrevi boa noite para a Dani Barbara no messenger, suspirei de expectativa pelo tão aguardado curso de psicologia que iniciarei amanhã à noite, agradeci por você estar presente.
Faltam nove minutos para terminar o domingo em que escolhi ser simplesmente feliz.