Monday, January 18, 2010

Iyengar yoga

Eis que formamos um grupo bem bacana para aprofundar nossos estudos e práticas de yoga. A minha mitra Valéria cedeu sua casa, pães integrais, chá, ótima companhia e tivemos um sábado lindo e zen. Fátima, Fabi, Val e eu montamos a sequencia dos asanas de forma coletiva, buscando dar mais enfoque nas retroflexões.

Essa primeira postura se chama ustrasana, ou postura do camelo. É muito bacana fazer encostada na parede para gravar na memória corporal de que o fêmur deve ficar bem na vertical. O tronco arqueia-se para trás com a ação interna de empurrar a ponta inferior das escápulas para dentro e para o alto, abrindo o peito por trás. Sem esquecer do giro da cabeça do úmero, claro.

Abaixo, a Valéria está em urdhva dhanurasana (postura do arco invertido). Trabalhando em trio, é possível ampliar a abertura do asana (passa um cinto debaixo das escápulas e o outro abaixo da lombar). Os antebraços, devidamente alinhados paralelamente, ficam encostados na parede. Isso ajuda muito a segurar o alinhamento dos braços, distantes na largura dos ombros.


Hoje
No Yoga Flow, além da aula de nível I-II, dei uma extra de nível II, reservada aos alunos mais avançados. A sessão fica bem mais fluida quando os praticantes já conhecem o nome das posturas em sânscrito e aprenderam as principais ações internas. Posso incentivar o refinamento dos asanas, além de aumentar o tempo de permanência.

O trabalho é bem mais desafiador quando a turma é de iniciantes. A aula fica mais "entrecortada" porque é preciso ensinar a usar corretamente os acessórios, fazer a demonstração das posturas, averiguar se os alunos estão respeitando os limites do corpo, propor inúmeras variações para quem não tem flexibilidade suficiente ou tem problema no joelho, no ombro, na coluna vertebral, no pé, no fêmur, no ciático, no ossinho do tornozelo, na dobradura do punho...

Um bom professor de yoga precisa gostar de cuidar das pessoas, em todos os sentidos.

1 comment:

Poivrier said...

Lembro das primeiras tentativas, minha perna tremia tanto. São tantas coisas para pensar e fazer ao mesmo tempo, era infinitamente bom.

Te mando um beijo Carli!