Showing posts with label Vegetarianismo. Show all posts
Showing posts with label Vegetarianismo. Show all posts

Thursday, February 16, 2012

what makes me happy

Photo by Carline, breakfast at Lotus Lounge -Varanasi 2011

Wednesday, November 03, 2010

Jantar de hoje e de ontem

Cá estou eu escrevendo novamente sobre comida. Ah, vai, é um dos maiores prazeres desta vida ... comer com gosto, sentindo a naturebice de cada garfada. Descobri que na lojinha japa perto do metrô Vila Madalena vendem guioza de legumes (são fabricados no Bairro Liberdade). Por R$ 4,50 compra-se uma bandeja de 380g. O guioza típico é feito de carne de porco. A versão vegetariana leva cenoura, repolho (muito), cogumelo (se achar um, comemore) e cebolinha.Tem gente que gosta de prepará-los no vapor. Prefiro colocar um fio de azeite de oliva para deixá-los douradinhos e com casca mais crocante.

A invenção de hoje foi incorporar umas folhas de alga, que resultou no sabor mais salgadinho (daí cuidado para não colocar muito shoyo depois na hora de comer).

O pacote do tal crispy sea laver snack (abaixo) é um tanto quanto duvidoso. Ainda não entendi a propaganda da cerveja, porque, enfim, tem só gosto de alga mesmo. Podem comprar sem medo (R$ 2,50).

Após a sessão de cinema, ontem, conheci o Vegethus, restaurante vegano que abriu, no ano passado, na Rua Haddock Lobo, 187 (a duas quadras da Avenida Paulista). Delicioso! O lugar é muito bonito, com luminárias chuchuzinhas; o atendimento é simpático e a comida é saborosa. Quando cheguei, ainda não estavam servindo o risoto de funghi, por isso optei por um hamburguer de soja no pão integral (com linhaça) e muita salada, que saiu pela bagatela de R$ 8,00.

Somos tão explorados pelos preços da Vila Madá, cada vez mais Vila Olímpia, diga-se de passagem (abriu até uma filial do Rabo de Peixe onde era o Bossa Nova!), que a gente leva um susto quando a "conta sai em conta".
Recomendo o Vegethus e dou uma dica: quem senta nas mesas lá no jardim de trás, cuidado com as pombas! Na maior cara dura, uma deu um vôo rasante para pousar no meu prato, e acabou levando um peteleco.

Fotos: as de cima são minhas. A do restaurante tirei do site deles. Quando é propaganda positiva, eles não reclamam.

Friday, September 10, 2010

Vegetarianism, in the buddhist point of view

Convenhamos, é bem difícil a tarefa de explicar que você não come carne por compaixão e porque valoriza a preciosidade da vida (no caso, não somente a vida humana). O texto abaixo trata disso....

"All methods of Buddhism can be explained with the four seals – all compounded phenomena are impermanent, all emotions are pain, all things have no inherent existence, and enlightenment is beyond concepts. Every act and deed encouraged by Buddhist scriptures is based on these four truths, or seals.

In the Mahayana sutras, Buddha advised his followers not to eat meat. Not only is nonvirtuous to bring direct harm to another being, but the act of eating meat does not complement the four seals. This is because when you eat, on some level you are doing it for survival – to sustain yourself. This desire to survive is connected to wanting to be permanent, to live longer at the expense of the life of another being. If putting an animal into your mouth would absolutely guarantee na extension of your life, then, from a selfish point of view, there would be reason to do so. But no matter how many dead bodies you stuff into your mouth, you are going to die one of these days. Maybe even sooner.

One may also consume meat for bourgeois reasons – savoring caviar because it is extravagant, eating tiger´s penises for virility, consuming boiled bird´s nests to maintain youthful-appearing skin. One cannot find a more selfish act than that – for your vanity a life is extinguished. In a reverse situation, we humans cannot even bear a mosquito bite, let alone imagine ourselves confined in crowed cages with our beaks cut off waiting to be slaughetered, along with our family and friends, or being fattened up in a pen to become human burgers.

The attitude that our vanity is worth another´s life is clinging to the self. Clinging to the self is ignorance. And as we have seen, ignorance leads to pain. In the case of eating meat it also causes others to experience pain. For this reason, the Mahayana sutras describe the practice of putting oneself in the place of these creatures and refraining from eating meat out of a sense of compassion. When Buddha prohibited consumption of meat, He meant all meats. He didn´t single out beef for sentimental reasons, or pork because it´s dirty, nor did he say it´s ok to eat fish because they have no soul.”

Dzongsar Jamyang Khyentse, in What makes you not a buddhist.

Estou terminando este livro e recomendo muito aos interessados em entender mais sobre a filosofia budista. É um ótimo guia introdutório.
Foto by Carline Piva, Tucumã, na Ilha de Marajó (Pará), em 2005.

Saturday, September 04, 2010

Café da manhã orgânico

Três dicas gostosíssimas para quem deseja variar organicamente o cardápio do café da manhã.

1) O achado desta semana foi a linha de pasta de tofu da Ecobras. Experimentei o sabor "defumado" e é ótimo! Se o seu corpo é similiar ao meu, que sofre para digerir soja, uma alternativa recomendável é comer tofu, um extrato da proteína vegetal da soja obtido por meio de processamento mecânico e térmico. O blog da Ecobras, aliás, traz receitas interessantes, como strognoff de tofu.

Ponha na sanduicheira duas fatias de pão integral, com essa pasta defumada, queijo de búfala e óregano. Seja feliz.

2) Ah, o pão do WHEAT Organics ! O que degustei e recomendo de olhos fechados e nariz sentindo o cheirinho saindo do forno é o de cúrcuma, azeitonas pretas e alecrim. Exótico? Sim! E inesquecível.

3) Eu gosto de trocar a manteiga ou requeijão por tahine, pasta pura de gergelim. Além de ser muito nutritivo, combina super bem com pão. Apesar de ser bem famosa a marca Istambul (que vem em uma latinha), não curto o gosto. Fui testando outras e adorei a marca Byblos.

Bom apetite!
* Food Revolution, by Jamie Oliver
Acompanho na GNT a campanha "Revolução da Comida" que o jovem chef inglês Jamie Oliver lidera nas escolas norte-americanas, com o objetivo de trocar o horror do fast food das merendas por alimentos saudáveis. Sensacionalismo midiático à parte, a iniciativa é louvável e muito bem-vinda. Quem já foi aos Estados Unidos e viu de perto os corpos deformados pela obesidade mórbida, sabe o quanto campanhas desse tipo são necessárias. Ainda mais porque o mundo adota os padrões do considerado "Primeiro Mundo", com reflexos crescentes aqui no Brasil. Eu assinei a petição da campanha.

"Food philosophy - Jamie Oliver
My philosophy to food and healthy eating has always been about enjoying everything in a balanced, and sane way. Food is one of life's greatest joys yet we've reached this really sad point where we're turning food into the enemy, and something to be afraid of.

I believe that when you use good ingredients to make pasta dishes, salads, stews, burgers, grilled vegetables, fruit salads, and even outrageous cakes, they all have a place in our diets. We just need to rediscover our common sense: if you want to curl up and eat macaroni and cheese every once in a while – that's alright! Just have a sensible portion next to a fresh salad, and don't eat a big old helping of chocolate cake afterwards.

Knowing how to cook means you'll be able to turn all sorts of fresh ingredients into meals when they're in season, at their best, and cheapest! Cooking this way will always be cheaper than buying processed food, not to mention better for you. And because you'll be cooking a variety of lovely things, you'll naturally start to find a sensible balance. (...)"

Sunday, March 14, 2010

Ah, o meu primo também é vegetariano. Ele só come peixe e frango.

Agora, me responda: o que leva uma pessoa proclamar-se vegetariana se ela não é vegetariana? Falta de conhecimento? Querer parecer "mais saudável"? Embora saibamos que comer peixe é uma opção saudável e que uma dieta vegetariana não-balanceada pode resultar em anemia, dentre outros problemitas. Por esquisitismo então? Para chamar a atenção?

Confesso que nunca entendi. Por conta dessa confusão toda, incentivada pelos "semi-vegetarianos", tenho que explicar sempre que não sou mais adepta nem do franguito grelhado.
- Mas nada? Nem frutos do mar?
- Não, obrigada.
- Nem peixe?

Prefiro rapidamente fugir dessas conversas de quem come o quê, razões para tornar-se vegetariano, vegan ou ovolactovegetariano, o mico de conseguir B12, militância, A Carne é Fraca, Food Inc, e similares. Eu entendo a curiosidade das pessoas, mas...

Um amigo disse que quando perguntam por que ele é vegetariano, simplesmente levanta a sobrancelha e anuncia, em tom sério: "É complicado"(ponto final).

A Cintia me contou a piada que ouviu: "É fácil ser vegetariana porque o bicho pode sair correndo, mas a alface é obrigada a ficar paradinha, indefesa" (he he he)

Enfim. Cada um deve ser feliz com as suas próprias escolhas, sejam elas cobertas com rúcula e tomate seco ou com camadas extras de bacon (ponto final).

Agora, a parte que mais gosto! Seguem dicas gostosinhas que experimentei na Califórnia para os vegetebes de plantão. Os vários sabores da linha de smoothie (vitaminas) "Naked", que milagrosamente não tem açúcar adicionado. O meu preferido era esse, de morango e banana, mas o verde (com kiwi, maçã verde) também era uma delícia!

Ah, as clássicas barrinhas de cereais para deixar na mochila. Essa aqui é mais molhadinha, integral, e tem combinações diferentes, como de maçã com gengibre. Honest foods.

Chocolate orgânico. Parte da renda é revertida para projetos de salvamento de espécies animais em extinção.

Fim da sessão piquenique na estação de trem de Mercedez, prestes a embarcar de volta para San Francisco.
Aliás, existe algo melhor do que viajar de trem?


Fotos by Carline Piva, sep 2009, California.

Sunday, April 12, 2009

Pão de quinua

Na minha busca por comidas vegetarianas nutritivas e gostosinhas, resolvi experimentar o pão de quinua light da marca Fazenda Tambu, vendido na rede de supermercados Mambo (R$ 1,95, por 120 gramas ou quatro unidades). Apesar da aparência ser atraente, achei puro gosto de fermento de pão. A lista de ingredientes da receita inclui farinha de trigo (enriquecida com ferro acido fólico), farinha de quinua e farinha de soja. Considerando que quinua ainda é muito cara no Brasil, a quantidade deve ter sido irrisória na comparação com as demais, o que torna o produto uma enganação. Não recomendo.

Em compensação, para comemorar o festival do chocolate, digo Páscoa, comprei um ovo de chocolate ao leite da Cacau Show, da linha Dreams, recheado de trufa tradicional (R$ 33,90 por 400 gramas), e adorei. Chocolate suave, que derrete na boca, acentuado pelo gosto do conhaque do recheio. Recomendo. Quando entrei na loja (Heitor Penteado), as prateleiras estavam praticamente vazias, com duas ou três opções restantes, o que é uma dádiva para uma libriana indecisa. Escolhi em dois minutos e enquanto esperava para pagar, presenciei a discussão de um casal por ovos de chocolate. A esposa queria alguns de 500 gramas e não ficou nada feliz que só tinha de 400 gramas à venda. O marido ousou insinuar que, a pouco horas da Páscoa, ela deveria garantir aqueles mesmo, o que foi motivo para um descontrole TPM. Gente, cadê o espírito de renovação, transformação, amor, solidariedade? São só 100 gramas de diferença, vai...