Saturday, August 22, 2009

Mosaico de uma mesma vida


Thursday, August 20, 2009

Vila Madalena

Essa é rua Fradique Coutinho, acreditam? Muvuca parecendo carnaval na Feira de Artes da Vila Madá, no último domingo.
Vai um veggie burrito?

Ou... ok, ok, gosto não de discute.

Genésio, com Cilene e Helen.
Deveria constar no Guia Sampa de melhores programas de fim de tarde de domingo.

Wednesday, August 19, 2009

Porque eu também quero a essência

O tempo e as jabuticabas, por Rubem Alves

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena".

Texto lindo, compartilhado pelo amigo de nome pomposo Augusto Cesar. Espero que os que ainda passam pelo blog possam também rir dos tropeços e amar sem fraudes.

Em tempo: eu a-m-o jabuticabas!

Foto: peguei deste blog aqui.

Sunday, August 16, 2009

Yoga pela Paz - May all beings be happy and free from suffering

Just a perfect day! O "AUM" coletivo mais uma vez disseminou paz por São Paulo...

Om lokaha samastaha sukino bhavantü
Lokaha samastaha sukino bhavantü
Lokaha samastaha sukino bhavantü
Om shanti, shanti, shantihi

Que todos os seres do universo sejam felizes. Om, paz, paz, paz plena.

Tribo do yoga: Nic, Carli, Ana (Think Positive!), Flávio e Dani Coleguinha.

Prasarita padottanasana.
Milhares de praticantes em um momento único.

Com o Manfred querido.

Asanas, piquenique, reencontro com bons amigos, muita dança e sol escaldante em pleno inverno.
Com o meu eterno amigo de retiro de silêncio, André.


Apaixonadíssimos: Bruno e Fran.

Didgeridoos e percussão.

E o Manfred nos presenteou com uma sessão do que eu batizei de "didgeridoo therapy". A vez da Valéria...


E a do Ricardo. Uma vibração incrível subindo pela coluna, despertando muitas sensações positivas.

A Fátima chegou mais tarde, com aquele entusiasmo que é só dela (e o Ricardo decidiu não largar mais o didge).
Quer conferir as fotos do Yoga pela Paz em 2008? Clique aqui!

"Deixe-me hoje
ser feliz
sozinho,
com todos ou sem todos,
ser feliz
com o pasto e a areia,
ser feliz
com o ar e a terra,
ser feliz
com você, com sua boca,
ser feliz"
(Pablo Neruda)

Saturday, August 15, 2009

Friday, August 14, 2009

Solteirice


Tanta gente chega para me contar que se separou ou que está em um momento difícil na relação que eu acabo acreditando que 2009 veio mesmo para chacoalhar tudo. Complexidade à parte desta vida humana, sempre aconselho quem está confuso a permanecer confuso até a primavera. Ninguém merece romper no inverno e ficar sem o tripé da sustentabilidade amorosa dos dias frios: namorado, pilha de edredons e DVDs interessantes. Vai por mim, enrole. Peça mais um vinho tinto (mas não ouse iniciar nenhuma discussão de relacionamento. Lembre-se que vinho é bom para relaxar, no primeiro encontro, mas pode ser o tiro no pé, no último). E se você curte requintes de crueldade, pode depois sair cantarolando... "Agora, já passou da hora, tá lindo lá fora, larga a minha mão/Solta as unhas do meu coração que ele está apertado/ E desanda bater desvairado quando entra o verão". Esta é a prova musical que Chico Buarque NÃO largou da Marieta em julho/agosto. Esperou o calorzinho chegar.

De minha parte, após a empolgação inicial, que durou apenas uma longa festa, com horas ininterruptas em uma pista de dança, confesso que já fiquei preguiçosa. Salto alto, rímel e saitcha nessa sexta, confortavelmente em casa? Tô fora. Se você por acaso dopar com minha cara-metade por aí, talvez em um show de jazz ou acampando no Vale do Ribeira, por favor diga que mandei lembranças. Hoje tenho compromisso com Balzac e suas Ilusões Perdidas.

Morrendo em Abundância

A segurança alimentar está se tornando um dos temas mais decorrentes em Direitos Humanos, atualmente. Existe comida suficiente para todos no planeta, mas o sistema de distribuição e o mercado das commodities, alimentados por ganância e lucro, contribuem para a cruel estatística de mais de 1 bilhão de famintos.

Quando os números já são conhecidos e não tocam mais tanto o coração, vale a pena assistir o documentário "Dying in Abundance" (Morrendo em Abundância), produzido na Grécia pelo diretor Yorgos Avgeropoulos (2008). Durante os últimos dez anos, cerca de 200.000 produtores rurais indianos cometeram suicídio por conta de dívidas geradas em suas plantações transgênicas. Atraídos pelas promessas de produtividade da Monsanto, trocaram suas sementes pelas transgênicas. Quando a colheita não vinga o quanto deveria, não há dinheiro para comprar novas sementes e as famílias acabam sem opção de sobrevivência financeira. No documentário, eles percorrem as casas desses suicidas, conversando com os familiares e mostrando uma realidade de embrulhar o estômago. É, definitivamente, muita miséria. Afe, saí arrasada. Segundo mostrado no filme, 82% das sementes vendidas no mundo são produzidas pela Monsanto. Uma citação também ficou na memória:

"Control oil and you control nations.
Control food and you control the people"
Henry Kissinger 1974

Esse filme integra a 2ª Mostra FICA São Paulo, que acontece de 14 a 16 de agosto no Cine Clube Socioambiental (Rua Fidalga, 521. Vila Madalena). Aliás, fazia tempo que eu queria conhecer esse espaço, com uma rica programação semanal de filmes e eventos que debatem temas da sustentabilidade. Tem até puffs para se largar e ficar um tempão pensando na vida (e, claro, se sentindo absolutamente envergonhada em lembrar o quanto reclamamos à toa).

Hoje também assisti "Os mendigos de Addis Ababa" e "Quando a chuva cai", ambos da Dinamarca e com direção de Jakob Gottschau, que retratam a miséria da África. Por conta das mudanças climáticas, os camponeses enfrentam desolação total com as perdas da plantação. Um das cenas mais comoventes é o povo sorrindo com a chegada da chuva, que salvaria a safra já considerada perdida, mas em poucos dias estavam desesperados que a chuva não parava.

Respiremos...

Cheguei há pouco em casa e o silêncio é acolhedor. Contemplei o dia se pondo na Praça do Pôr do Sol, ouvindo as novidades de viagem de um amigo querido, degustando chimarrão. Eu costumava ir lá quando me mudei para Sampa, e já se passaram 10 anos! Frase do dia, de José Saramago: "Não tenha pressa. Mas não perca tempo".

Foto de divulgação do filme retirado do site small planet

Fantástico, não?

A energia do deserto Fonte (conteúdo e foto): Redação Terra

"Acaba de ser assinado o contrato que dará origem ao maior projeto de energia solar do mundo. Planejado e financiado por um grupo de dez empresas multinacionais, o projeto, batizado de Iniciativa Industrial Desertec, prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia 100% limpa, em pleno Deserto do Saara, no norte da África. Além das usinas, também serão construídas redes de transmissão de energia, com capacidade para fornecer cerca de 15% de toda a eletricidade consumida pela Europa, além de dois terços da energia gasta pelo norte da África e parte do Oriente Médio. Para tudo isso, serão investidos cerca de US$ 555 bilhões.

Os planos de utilizar o grande potencial do Saara - uma das regiões mais quentes do planeta - em gerar energia solar são antigos. Mas só recentemente os projetistas desenvolveram a tecnologia necessária para tornar a ideia realizável. O Iniciativa Industrial Desertec utilizará tecnologia de geração de energia solar de última geração: a energia termossolar.

Diferentemente do que ocorre com a energia solar produzida por células solares fotovoltaicas, a energia termossolar assimila a luz solar através do uso de espelhos, que envia a energia solar para encanamentos que produzem vapor em seu interior. Esse vapor movimenta as turbinas que, por sua vez, produzem eletricidade. E para os dias nublados e nos horários da noite, os cientistas também encontraram uma ótima alternativa. Como o calor gerado pelo Sol no Saara durante o dia é tão intenso que não será totalmente utilizado, a usina armazenará a energia excedente para garantir que o trabalho não ficará parado mesmo durante a noite ou em dias nublados.

Ao todo, cerca de sessenta cientistas e especialistas em energia limpa estão trabalhando nesse projeto, sendo que metade deles é de pesquisadores de países da África e do Oriente Médio - como Egito, Israel e Síria - e a outra metade é formada por cientistas europeus. Todos trabalhando em regime de parceria total. Os responsáveis pelo Iniciativa Industrial Desertec esperam que o projeto sirva de exemplo para outras obras semelhantes, em outras partes do mundo."

Thursday, August 13, 2009

Papo de yogue

O que eu acho mais bonito no Yoga é a sua busca intrínseca pela liberdade, de mente e de corpo. Com os asanas, os músculos ficam mais flexíveis e passamos a levar consciência para cada parte do corpo, repousando e concentrando a mente dentro de nós mesmos. E qual é o valor de tudo isso? Aprender a viver com mais flexibilidade, conseguir enxergar com mais proximidade o ser humano que existe ao nosso lado, os que passam apressados pela rua, outros que nos atendem mal-humorados no caixa do supermercado, de forma a honrar as limitações e, principalmente, o potencial de cada pessoa.

Faço yoga, diariamente, para que fique gravado em todas as minhas células o verdadeiro significado da tão batida frase: todos somos um.

Infelizmente, dentro da tribo yóguica, percebo justamente o contrário. Praticantes que vão adotando hábitos cada vez mais restritos na alimentação, nos programas que escolhem para as horas vagas, na determinação de seguir um determinado estilo e achar (idiotamente) que existe um caminho único. Com isso, vão se afastando do mundo e, pior, se sentem "melhores", mais "evoluídos" que os não-praticantes.

Ao enrijecer os músculos, acabam enrijecendo o ego.

Como sabiamente repete a minha professora Karina Grecu, ao final de cada aula, que possamos desenvolver uma mente simples, um espírito humilde e um coração generoso. Quer mantra mais direto?

Nesse final de semana tem Yoga Pela Paz 2009. Te espero no domingo, no Parque do Ibirapuera. http://www.yogapelapaz.org/

Foto: yo no Pará, desalinhadíssima segundo os padrões Iyengar, mas extremamente em paz e feliz com o coração.

Álbum de fotos

Após anos e anos, resolvi finalmente (começar a) organizar as fotografias em um arquivo/álbum na net.

Segue o endereço do mais novo flickr do pedaço:

http://www.flickr.com/photos/carlinepiva

Tuesday, August 11, 2009

Uma coisa há de ser dita

Não há glamour nenhum em morrer de gripe suína! Eu vou comprar máscara pra ir de metrô para pós graduação. E tenho dito! Na verdade, hoje eles ligaram cancelando o início das aulas, com a justificativa de que o professor estava com febre. Sei, sei. Virou a desculpa maior do momento, ninguém questiona, né? Lembro que eu já desapareci voluntariamente do trabalho inventando que estava com diarreia (sempre cola, pois os chefes geralmente não querem saber de detalhes).

Estava planejando escrever mais, especialmente sobre o que rolou no Sustentável 2009, mas a Cilene está aqui e vamos ver O Castelo Animado, uma animação japonesa chuchuzíssima do diretor Miyazaki. Sessão pipoca nesta volta de frio paulistano.

Sunday, August 09, 2009

Happy Father´s Day

Te voglio bene, mio italiano!

Visita do lama Mingyur Rinpoche em São Paulo: absolutamente imperdível

Um mestre renomado da linhagem Karma Kagyu e autor do belíssimo livro "The Joy of living", dentre outras obras, Mingyur Rinpoche estará em Sampa neste mês, com várias palestras gratuitas. Eu irei vê-lo pela primeira vez :)

A programação está disponível em http://yongeybr.tripod.com/

Saturday, August 08, 2009

Curtitas

*Essa eu ouvi e dei risada:
- É muita areia para o meu caminhãozinho?
Pode dizer que eu faço duas viagens.

** Aulão de yoga com Karina Grecu: quase três horas de prática, muito bem conduzidas. Meus quadríceps pedem trégua.

*** Por que catzo a Gisele Bundchen fica de frescura com o anúncio da gravidez? Eita mídia chata.

Tuesday, August 04, 2009

Sustentável 2009

De hoje até quinta-feira participarei do do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).

Muita gente bacana, inclusive a Marina Silva. Confira a programação: http://www.sustentavel.org.br

Até breve!

Sunday, August 02, 2009

Impermanência e apreciação da vida

"Eu conheço monges que não ousam dizer que é saborosa a comida que ingerem. Um dia na Tailândia, ofereceram-me um delicioso arroz doce com manga. Gostei muito e disse aos anfitriões: 'Isto está ótimo'. Eu sabia que os monges tailandeses não dizem isso, mas acho que é seguro apreciar o que está em torno e dentro de você, desde que você esteja consciente de sua impermanência. Não há nada de errado em apreciar um copo de água quando se está com sede. Na verdade, para de fato apreciá-lo você tem de estar no momento presente.

Quando morre uma flor nós não choramos. Sabemos que ela é impermanente. Se praticarmos conscientes da natureza da impermanência, sofreremos menos e aproveitaremos mais a vida. Se sabemos que as coisas são impermanentes, cuidaremos de aproveitá-las no momento presente. Nós sabemos que as pessoas que amamos são de natureza impermanente, então tentamos fazê-las felizes agora, da melhor maneira possível.

A impermanência não é negativa. Alguns budistas acham que não devemos apreciar nada, porque tudo é impermanente. Acham que emancipação é livrar-se de tudo e não apreciar nada. Mas quando oferecemos flores a Buda, acho que ele vê a beleza das flores e as aprecia profundamente."

Li em apenas um dia o livro Cultivando a Mente de Amor, de Thich Nhat Hanh, e achei muito inspirador. Ele conta da paixão "por acidente" que teve por uma monja e como conviveram e amadureceram esse amor, completamente à distância, em suas vidas de monge e monja. Muitos livros budistas são densos de conceitos, tornando a leitura pouco fluida, o que geralmente não acontece com as obras de Thich Nhat Hanh. Ele tem o dom de escrever de forma poética, inclusive sobre vacuidade, e pede que as palavras simplesmente derramem como uma "chuva dhármica", em que não precisamos forçar o nosso racional na tentativa de captar as ideias. De forma leve, tudo vai fazendo sentido quando tiver que fazer sentido.

"(...)Onde estaremos dentro de trezentos anos?
Abrimos os olhos e o abraço.

Descansando na dimensão suprema,
usando montanhas nevadas como travesseiro
e belas nuvens rosadas como cobertor.
Nada falta" (...) (pg. 120)

Mais Santa Catarina

Vista do apê da Janine: Rua das Palmeiras, centro de Joinville.
Montanhas ao longe.

Do alto do mirante ainda se vê muito verde preservado.

Unidas pelo yoga ;)

Numa manhã fria, Kelly, Janine e os macaquinhos do Zoobotânico.

Bailarinos de tchu-tchu e coxas musculosas, no Festival de Dança.

Kelly e Carli. Rua das Palmeiras.

Com a Janine :)

E, com a Gabi, antes de ir para a night joinvillense.

Os Piva

E pensar que fazia mais de 20 anos que eu não visitava meu tio Ives em Joinville! Lembro dele quando pequena, olhando de baixo para cima para avistar seu rosto...
Tio Ives nos apresenta sua criação de filhotes de caramujinhos.

Flores da tia Darci, irmã do pai.

Lúcio, marido da minha prima Ivania, com a Kelly e os cachorros ciumentos.

A disputa canina pelo carinho da tia :)

Saturday, August 01, 2009

Frase deste sábado

"Aprender a transcender suas construções mentais sobre a realidade é uma arte". Thich Nhat Hanh