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Tuesday, April 03, 2012

Free Tibet

A cidade de Dharamsala, ao norte da Índia, é conhecida por abrigar a maior comunidade de refugiados tibetanos. Também é sede do governo de Dalai Lama no exílio. Foi onde escolhi passar o meu último aniversário. Dentre monges, montanhas do Himalaia, yoga e silêncio, testemunhei ainda a campanha contra a repressão chinesa e as violações de direitos humanos. Esta fotografia tirei na Temple Road, que liga a praça de entrada da cidade até o templo principal.

Apesar de a filosofia budista enfatizar a preciosidade da vida humana, condenando o suicício e outras formas de matança, cresce o número de protestos em que as pessoas queimam os seus próprios corpos. Outra religião que passou a valorizar "mártires" desse tipo, infelizmente. O pior é pensar que não deve render muitos avanços em relação à China. Em matéria publicada pelo New York Times, observa-se o aumento na rigidez e na repressão.

O "Free Tibet" tornou-se uma campanha utópica demais. A probabilidade de o território voltar a ser livre é praticamente nula. Em vez de Liberdade, poderíamos clamar por Dignidade, justiça social e tolerância cultural e espiritual aos tibetanos.



"China endurece repressão e tibetanos protestam com fogo
Por Andrew Jacobs


MAQU, China — A paixão de Tsering Kyi por aprender parece ter-se transformado em desespero, quando uma escola na Província de Gansu, perto do Tibete, mudou sua língua de ensino do tibetano para o chinês, o que provocou protestos em toda a estepe. Em 3 de março, Tsering Kyi, 20, saiu de um banheiro público em um mercado de produtos agrícolas da cidade, com seu corpo magro envolto em cobertores embebidos em gasolina, disseram parentes e moradores locais.

Em um instante, ela estava em chamas, com o punho erguido em desafio, antes de cair no chão. Ela morreu no local. Durante o último ano, 29 tibetanos, 7 deles nas últimas semanas, escolheram a autoimolação em protesto contra as políticas chinesas. Desses, 22 morreram. Além disso, em 26 de março um exilado tibetano de 26 anos se sacrificou e ficou gravemente queimado em Nova Déli antes de uma visita do presidente chinês, Hu Jintao.

Pequim, alarmada diante da ameaça à estabilidade em uma região que fervilha de descontentamento com os controles religiosos e culturais, reagiu com uma série de medidas duras. As autoridades descreveram os autoimoladores como párias e terroristas, culparam a influência perniciosa dos exilados tibetanos e inundaram a região com postos de controle e policiais paramilitares.

Os líderes do Partido Comunista também adotaram um plano de “administração monástica” para controlar mais diretamente a vida religiosa. Como parte desse plano, 21 mil membros do partido foram enviados para comunidades tibetanas com o objetivo de “fazer amizade” com os monges —e armar dossiês sobre cada um deles. Os religiosos submissos são recompensados com tratamentos de saúde, aposentadorias e televisores; os recalcitrantes são expulsos dos mosteiros.

(...)Estudiosos tibetanos e exilados dizem que a atual campanha de resistência é diferente de tudo o que já se viu. A tática —suicídios públicos entre chamas— comoveu profundamente os tibetanos comuns e atemorizou as autoridades chinesas. Igualmente significativo, é que os manifestantes são na maioria jovens —quase todos tinham menos de 30 anos de idade.

(...)Muitos monges tibetanos não conseguem obter passaportes e dizem que os chineses da etnia han, que superam em muito o número de tibetanos na região, os tratam com desprezo.
"Não podemos sequer falar à vontade ao telefone porque a polícia está escutando”, disse um homem de 39 anos. Ele descreveu como a polícia invadiu o complexo do mosteiro tarde da noite e prendeu pelo menos 180 monges.

Eles foram libertados mais tarde, mas Labrang, um dos mais importantes centros do budismo tibetano, mudou. Câmeras de vigilância estão penduradas nos tetos de templos sagrados e policiais à paisana se misturam aos fiéis. “Eles não nos enganam, porque seguram o terço com a mão direita e todo tibetano sabe que deve segurá-lo com a esquerda”, disse um monge. "

Leia aqui a matéria completa.




Principal mensagem deste vídeo: "Dedicate your life and not sacrifice your life for tibetan freedom..."
Photo by Carli, Outubro 2011, Dharamsala, Índia

Tuesday, March 20, 2012

Da série pare o mundo que eu quero descer

"Nokia registra patente de tatuagem que vibra com ligação recebida

A nova patente registrada pela Nokia é a solução definitiva para quem nunca consegue saber se o celular está tocando ou não. A companhia finlandesa registrou a ideia de ¿um material aplicável à pele, capaz de detectar campos magnéticos e transmitir um estímulo perceptível relacionado à presença desses campos. Em resumo, uma tatuagem que vibra quando um aparelho recebe uma ligação.

A ideia por trás da patente tem como base os diferentes tipos de toques podem ser atribuídos à lista de contato de um aparelho celular. A diferença fica por conta de que, no futuro, a cada pessoa seria atribuído um campo magnético diferente: enquanto um contato de um amigo poderia gerar uma vibração relaxante, seria possível atribuir a ligação de alguém indesejado a uma vibração mais intensa e irritante, por exemplo."

Eis o link da matéria (terra.com).

Saturday, January 29, 2011

Bad news

"China Bans Reincarnation Without Government Permission

In one of history's more absurd acts of totalitarianism, China has banned Buddhist monks in Tibet from reincarnating without government permission. According to a statement issued by the State Administration for Religious Affairs, the law, which goes into effect next month and strictly stipulates the procedures by which one is to reincarnate, is 'an important move to institutionalize management of reincarnation.' But beyond the irony lies China's true motive: to cut off the influence of the Dalai Lama, Tibet's exiled spiritual and political leader, and to quell the region's Buddhist religious establishment more than 50 years after China invaded the small Himalayan country. By barring any Buddhist monk living outside China from seeking reincarnation, the law effectively gives Chinese authorities the power to choose the next Dalai Lama, whose soul, by tradition, is reborn as a new human to continue the work of relieving suffering.

At 72, the Dalai Lama, who has lived in India since 1959, is beginning to plan his succession, saying that he refuses to be reborn in Tibet so long as it's under Chinese control. Assuming he's able to master the feat of controlling his rebirth, as Dalai Lamas supposedly have for the last 600 years, the situation is shaping up in which there could be two Dalai Lamas: one picked by the Chinese government, the other by Buddhist monks. 'It will be a very hot issue,' says Paul Harrison, a Buddhism scholar at Stanford. 'The Dalai Lama has been the prime symbol of unity and national identity in Tibet, and so it's quite likely the battle for his incarnation will be a lot more important than the others.'

Publicado hoje no The Huffington Post.

Friday, December 10, 2010

Tenho vergonha de ser barriga verde

Em pleno 2010, alguém pode me responder por que o Luiz Carlos Prates ainda é comentarista da RBS (filiada da Globo em SC)?!!

Não me venham com essa de que Santa Catarina é um estado conservador, tradicionalista dos bons costumes e aprecia os "sermões" preconceituosos desse jornalista (?) da época de Mathusalém.
Esse vídeo, resgatado na coluna do Paulo Henrique Amorim, certamente deveria ser a gota d'água para despedir esse cidadão.

Assistam e me ajudem na campanha: Cala a boca, Prates.

“Hoje qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais teve um livro, mora apertado em uma gaiola, que chamam de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem. E este camarada, casado, como não suporta a mulher, nem a mulher suporta ele, saem para estrada, vão se divertir. E aí o cara quer compensar as suas frustrações...”, L.C. Prates.

"O preconceito é a doença infantil do racismo", P. H. Amorim.

Adeus ano velho, adeus Código Florestal

Diretamente do blog do Planeta Sustentável:

"Vai ser muito difícil evitar que, na próxima terça-feira, a proposta de Aldo Rebelo para um novo Código Florestal seja aprovada em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Os relatos das ONGs mais atuantes em Brasília dão conta de que o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) costurou um acordo com a bancada ruralista em troca de apoio à sua candidatura para presidente da Casa.

De novo, a investida ruralista se dá no final do ano e de novo durante a COP do Clima, uma ironia que deixa todo mundo passado. Talvez tenha a ver com o fato de que o grosso do lobby ambientalista está fora do País (desta vez, em Cancun) e a opinião pública em dezembro fica menos atenta ao que se passa em Brasília.

Em 2009, foi Dilma Rousseff quem mandou acabar com a farra depois de ser interpelada por ambientalistas em Copenhague. Não está claro como deve agir a presidente eleita agora, já que o Código Florestal virou moeda de troca política, mas vale lembrar que ela se comprometeu durante a campanha a vetar qualquer projeto que reduza as áreas de preservação permanente e de reserva legal.

Se o projeto passar, nem tudo está perdido. Há ainda a etapa do Senado, na qual os ruralistas vão ter de aturar a militância de Marina Silva que, se não faz parte de um partido forte, ao menos tem voz garantida nos meios de comunicação. Se tudo mais falhar, resta a campanha pelo veto presidencial.

Talvez seja ingenuidade minha, mas apesar do cenário desolador, eu vejo avanços nessa discussão. Perdeu muita força a ideia de reduzir APPs e agora a bronca ruralista se concentra na reserva legal. Já é alguma coisa. Em Cancun, a senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu, lançou um projeto de R$ 40 milhões para estudar formas de conciliar a cobertura florestal com a produção agrícola. Também tramita razoavelmente bem o projeto da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, que poderia ajudar a custear a recuperação do passivo ambiental no campo.

O problema é que para o setor mais arcaico do agronegócio brasileiro não interessa o meio termo. Melhor que receber uma ajuda de custo por serviços ambientais seria não ter de pagar nada, nem para recuperar o que foi desmatado ilegalmente e nem pelas multas já aplicadas.

A única chance para o melhor dos mundos - que seria atualizar o Código Florestal e atrair os produtores rurais com incentivos - depende do governo. Depende de o Ministério do Meio Ambiente apresentar um novo projeto, com amplo apoio da sociedade e concessões inteligentes aos ruralistas, de modo a forçar adesão pelo constrangimento. Seria uma vitória tremenda, cujo principal adversário é o tempo que vai se esgotando".

Friday, October 22, 2010

O dia amanheceu mais triste...

... porque morreu nesta madrugada Henrique de Carvalho Pereira, o designer de apenas 22 anos que foi agredido com um taco de beisebol, simplesmente do nada, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em Sampa. Sofreu traumatismo craniano e estava internado desde dezembro do ano passado.

Sinceramente, temos que refletir sobre esses casos de violência absurda. Interdependência.

Om mani peme hum.

Wednesday, October 20, 2010

Da série... Pare o Mundo que Eu Quero Descer

"Governo encontra escravos produzindo coletes do Censo

Um lote de coletes para recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou pelas mãos de 15 imigrantes bolivianos submetidos a condição análoga à escravidão. A história é mais um fruto da falta de controle sobre a terceirização no setor de confecção". Leia tudo no Blog do Sakamoto.


E viva o Pacto Contra a Precarização e pelo Emprego e Trabalho Decentes em São Paulo.

Monday, August 30, 2010

Hã?

Saiu na Super Interessante :

"Pessoas são mais bonitas na segunda
por Thiago Perin

Uma pesquisa feita na Inglaterra revelou que esse é o dia em que homens e mulheres estão mais atraentes, porque passam mais tempo se arrumando antes de sair de casa: eles gastam 28 minutos e elas 1h30. Conforme a semana passa, o esmero desaparece: na sexta-feira, os homens gastam apenas 11 minutos se aprontando (as mulheres, 19)."

Enquanto isso, tem gente passando fome no mundo...

Friday, August 27, 2010

Da série... Pare o Mundo que Eu Quero Descer

Contagem regressiva para me mudar da megalópole cinza poluída. Um ano, no máximo! Olha a foto que tiraram hoje!

Saiu no UOL: "Com 12%, umidade relativa do ar atinge o menor nível do ano em SP".

Hoje eu acordei cedinho para praticar yoga na Macaca, sentindo, porém, a letargia causada pelo clima. Depois, dei uma aula no Yoga Flow no horário do almoço, com asanas mais calmos e restaurativos. Tem aluno que, infelizmente, quer aulas fortes o tempo todo, mas é preciso adequar a prática quando se tem um estado de alerta estadual indicando baixíssima umidade e recomendação de evitar exercícios físicos até às 17h. Acho que todos entenderam e saíram se sentindo muito bem.

Como notícia boa, a partir das 19h, estarei em retiro de psicologia budista. Bom fim de semana :)

Foto: Mauricio Lima- AFP

Saturday, June 26, 2010

Da série... Pare o Mundo que Eu Quero Descer

"Julgamento de 23 anos tem pena de 2 anos

Em 1984, um vazamento de gás em uma fábrica de pesticidas matou 15 mil pessoas na cidade indiana de Bhopal, em um dos maiores acidentes industriais da história. Esta semana, depois de 26 anos, oito antigos empregados foram finalmente condenados. A pena: 2 anos de cadeia.
A sentença aplicada por negligência - equivalente à de um acidente de trânsito no país - teve repercussão negativa na Índia, onde 150 mil doentes ainda recebem tratamento por causa do desastre.

Os sete réus que sobreviveram aos 23 anos de julgamento, hoje na casa dos 70 anos, ainda pretendem recorrer da sentença."

Não consta na matéria, mas vale lembrar que a empresa norte-americana Union Carbide foi a responsável pela tragédia. Hoje, a fabricante de produtos químicos é uma das subsidiárias da Dow Chemical Company, que (adivinhem!) não quis assumir o passivo ambiental.

Notícia publicada no O Estado de S.Paulo, 9/06/10, Caderno Internacional A15
Foto retirada do blog Indolink Consulting

Wednesday, January 13, 2010

Quando o "é pra ontem" não serve mais

Estava prestes a sair de casa rumo ao Yoga Flow quando toca o telefone. Atendo e era uma proposta de trabalho, jornalisticamente falando. Quem oferecia explicou que havia recebido excelentes referências sobre o meu trabalho, fez resumo das atividades previstas e tal.

Agradeci, disse que sou excelente mesmo (hahahahah, ninguém me segura após ler The perfection of Marketing, de James Connor), e fiz a tradicional pergunta: qual é o prazo de entrega?

A-di-vi-nha?!!!

"Olha, eles começaram o processo atrasado, está tudo meio enrolado e ninguém tem experiência em GRI. É pra ontem".

Antigamente, eu achava uma boa cobrar a mais para mergulhar e apagar esses incêndios. E lá se íam os finais de semana de janeiro, fevereiro e março. Me apropriando da linguagem corporativa, hoje vejo que minha paz de espírito é um "valor intangível", cujo preço é impossível de estimar.

Ou seja: se o trabalho é pra ontem, deveriam ter me contratado anteontem.

Monday, July 20, 2009

Exigir que professor de yoga tenha graduação em Educação Física é o ó

Comissão aprova restrições para conselhos de Educação Física

"A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta quarta o Projeto de Lei 1371/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que determina que os conselhos regionais e federal de Educação Física não podem fiscalizar e nem exigir o registro de profissionais de dança, capoeira, ioga, artes marciais e pilates. Para o relator da proposta, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que é formado em Educação Física, a atuação dos conselhos é equivocada desde o ponto de vista cultural.

Na sua avaliação, há uma nítida diferenciação no ensino dos profissionais de dança, que é feito em suas faculdades específicas, e os conteúdos que são desenvolvidos nas escolas de educação física no tocante à dança e às atividades corporais.

Nova regulamentação
"São duas questões distintas. Acho que fizemos justiça e estamos reconhecendo agora a necessidade do próximo desafio: que é desmembrarmos a lei que regulamenta a profissão de artista, que tem mais de 40 anos, com uma nova proposta de lei para a profissionalização da dança no Brasil", informou o deputado. "É um compromisso que nós temos e vamos apresentar a partir de agosto." Profissionais da dança que acompanharam a votação aplaudiram a aprovação da proposta. A principal queixa desses profissionais é a de que os fiscais dos conselhos buscam fechar academias de dança porque os profissionais não são formados em educação física.

Tramitação
O projeto ainda será analisado, de forma conclusiva, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania."

Fonte: Aliança do Yoga


Meus comentários: comemorei a decisão! Acho que uma faculdade de Educação Física pode contribuir bastante para o trabalho de um professor de yoga, principalmente porque se estuda anatomia, fisiologia do movimento, entre muitas disciplinas que focam o funcionamento físico do corpo humano. Não tenho a intenção de desmerecer o curso de Educação Física, mas vincular, de forma obrigatória, o mesmo para a arte de ensinar yoga é absolutamente ridículo. Primeiramente porque o Yoga em toda a sua plenitude vai muuuuito além dos exercícios físicos. Em vez de nos aprofundarmos em Yamas, Niyamas, Dharana, Dhyana (etc), teríamos que aprender técnicas de handebol, futsal, natação, atletismo e futebol??? Ah, me poupe!

Ah, nós, os ocidentais!

Wednesday, February 14, 2007

Reflorestar?! Nao dah para ser mais pratico?

Saiu no globo.com:

"China finge reflorestamento com tinta verde

Um município do sul da China tomou uma decisão quase surrealista: para economizar o dinheiro e o esforço de reflorestar uma de suas montanhas, decidiu pintá-la de verde em vez de plantar árvores, denunciaram nesta quarta-feira (14) vários jornais do país.

O incidente ocorreu na localidade de Fumin, onde funcionou durante sete anos uma pedreira que arrasou mil metros quadrados da encosta da montanha Laoshou. Os moradores que vivem ao pé da montanha se queixavam do barulho e do pó que a pedreira produzia, por isso esta foi fechada no ano passado.

(...) Um jornalista calculou que a tinta necessária para pintar o monte custou cerca de 470 mil iuanes (US$ 48 mil), quantia que, segundo os moradores de Fumin, daria para ter plantado árvores na montanha".