Uau, que semana cheia de boas surpresas. Meu amigo do Recife, o Wilson, chegou na quarta em Sampa e fomos rever o monólogo “A Alma Imoral”, baseada no livro do rabino Nilton Bonder. O conteúdo é absolutamente questionador, libertário e poético, tal como o título dessa postagem. Assistam! Aguardamos a atriz, Clarice Niskier, na saída e eu fiquei pasma em ver o quanto ela é baixinha. Que mulherão que fica em cima do palco!
A aula de retroflexão dada pela Indra, pela manhã, me fez ficar até zonza. E dá-lhe peito aberto.
Véspera de feriado e eu aceitei uma sessão batatinha frita universitária num boteco ao lado da FESP, onde faço pós-graduação. Gosto muito dessa atmosfera acadêmica. Me sinto mais jovem.
Adivinha o que vou fazer sexta, sábado e domingo? Retiro de iyengar yoga! Essa foi fácil, não?
E a Paulinha Burckhardt passou na defesa do mestrado, hoje. Que orgulho.
Friday, November 20, 2009
Monday, November 16, 2009
Inspiração para a segunda
"Nossas vidas hoje caminham rapidamente, transportando-nos em uma onda de desejos, e permitindo-nos pouco tempo para desfrutar em profundidade qualquer experiência. Enquanto uma festa de produtos e prazeres se estende à nossa frente, temos tempo apenas para provar e passar adiante, seguindo as imagens dos nossos desejos de um lugar para outro. Estamos sempre em movimento; levados por pensamentos e imagens para longe do nosso centro vital, ficamos sem um lugar de descanso, sem uma verdadeira morada". Tarthang Tulku, em Conhecimento da Liberdade
Vou respirar e aproveitar a minha segunda-feira e o que tenho disponível de conhecimento e abertura neste momento. O resto é puro romance ilusório.
Vou respirar e aproveitar a minha segunda-feira e o que tenho disponível de conhecimento e abertura neste momento. O resto é puro romance ilusório.
Saturday, November 14, 2009
Felicidade com gostinho indiano
Imagens que fiz do casamento da Renata e do Mário, no mês passado. Agora que eu montei o álbum e dei de presente para esse casal lindo, posso compartilhar com você.Certificação em Iyengar Yoga
Já vou avisando: este assunto é polêmico dentro da comunidade yogue.
Tal como as faixas coloridas do karatê, que anunciam (consagram?) os praticantes mais avançados, temos um sistema dentro do método Iyengar, com provas periódicas para mudar de categoria: Introdutório I, Introdutório II, Júnior 1 etc etc.
Muita gente é ab-so-lu-ta-men-te contra, dizendo que isso nem de longe faz parte do yoga, e que não é capaz de avaliar se alguém é bom professor ou até bom praticante, já que o habitual clima tenso de provas derruba até experts em parivrtta ardha chandrasana. Outros, no entanto, consideram-se estimulados pela competência saudável em busca de perfeição, tanto da arte de ensinar quanto da própria prática.
Enfim, em vez de ficar julgando previamente ou pegando carona em comentários alheiros, resolvi participar como voluntária dessas provas, a fim de conhecer de perto e por meio dos meus filtros subjetivos. Explico: quem está prestando o exame precisa de “alunos” para demonstrar a postura e corrigi-los, se necessário.
Ao todo, devem ser ensinados três asanas, com tempo máximo de cinco minutos para cada postura. Primeiramente, o professor que está sendo avaliado demonstra o asana em silêncio, depois explica com palavras, pontuando os pontos principais que devem ser observados e, por último, convida os alunos voluntários a praticarem.
Passei o dia nessa função de aluna e aprendi bastante sobre refinamento dos asanas, principalmente salamba sarvangasana e halasana, que acabei repetindo muitas vezes (todos os candidatos na prova precisam ensinar essas posturas). Também observei o potencial de crescimento da minha própria prática, ao ver colegas tão dedicados, com movimentos super harmônicos e alinhados. Lindo!
Só não consigo trocar o legging por aquelas “bombachinhas” (shorts) Iyengar. Parece uma mini variação gaúcha, que me faz parecer ridícula. Brincaram comigo que é um bom exercício para diminuir a força do ego. Sei, não.
Ainda não tenho opinião formada sobre o lance das certificações. Amanhã continuarei a minha participação como voluntária e veremos...
Tal como as faixas coloridas do karatê, que anunciam (consagram?) os praticantes mais avançados, temos um sistema dentro do método Iyengar, com provas periódicas para mudar de categoria: Introdutório I, Introdutório II, Júnior 1 etc etc.
Muita gente é ab-so-lu-ta-men-te contra, dizendo que isso nem de longe faz parte do yoga, e que não é capaz de avaliar se alguém é bom professor ou até bom praticante, já que o habitual clima tenso de provas derruba até experts em parivrtta ardha chandrasana. Outros, no entanto, consideram-se estimulados pela competência saudável em busca de perfeição, tanto da arte de ensinar quanto da própria prática.
Enfim, em vez de ficar julgando previamente ou pegando carona em comentários alheiros, resolvi participar como voluntária dessas provas, a fim de conhecer de perto e por meio dos meus filtros subjetivos. Explico: quem está prestando o exame precisa de “alunos” para demonstrar a postura e corrigi-los, se necessário.
Ao todo, devem ser ensinados três asanas, com tempo máximo de cinco minutos para cada postura. Primeiramente, o professor que está sendo avaliado demonstra o asana em silêncio, depois explica com palavras, pontuando os pontos principais que devem ser observados e, por último, convida os alunos voluntários a praticarem.
Passei o dia nessa função de aluna e aprendi bastante sobre refinamento dos asanas, principalmente salamba sarvangasana e halasana, que acabei repetindo muitas vezes (todos os candidatos na prova precisam ensinar essas posturas). Também observei o potencial de crescimento da minha própria prática, ao ver colegas tão dedicados, com movimentos super harmônicos e alinhados. Lindo!
Só não consigo trocar o legging por aquelas “bombachinhas” (shorts) Iyengar. Parece uma mini variação gaúcha, que me faz parecer ridícula. Brincaram comigo que é um bom exercício para diminuir a força do ego. Sei, não.
Ainda não tenho opinião formada sobre o lance das certificações. Amanhã continuarei a minha participação como voluntária e veremos...
Monday, November 09, 2009
Família PéNaJaca reunida em Brusque!!!
Wednesday, November 04, 2009
Me basta ver a lua, erguendo-se alaranjada no céu paulistano
Eu estava mais em silêncio do que escrevendo. As palavras, no entanto, começaram a brotar da mente e fez-se um texto lindo. Daí o dedo feio apertou em uma tecla e fez tudo desaparecer.
Melhor eu ir dormir. O dia hoje foi todo meio estranho.
Amanhã vou para Brusque, rever a família e comer pudim de leite, coisas que eu deveria fazer mais vezes por ano.
A poesia de Clarice Lispector me acolhe antes do sono...
"Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera."
Clarice Lispector
Melhor eu ir dormir. O dia hoje foi todo meio estranho.
Amanhã vou para Brusque, rever a família e comer pudim de leite, coisas que eu deveria fazer mais vezes por ano.
A poesia de Clarice Lispector me acolhe antes do sono...
"Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera."
Clarice Lispector
Thursday, October 29, 2009
Em retiro de yoga neste fim de semana
Saturday, October 24, 2009
O tempo passa, mas a amizade continua
Friday, October 23, 2009
Em retiro de meditação no fim de semana...
e em silêncio.
Again and again.
Será que a mente algum dia cansa de saracotear em tantos pensamentos aleatórios e inconstantes?
Again and again.
Será que a mente algum dia cansa de saracotear em tantos pensamentos aleatórios e inconstantes?
Wednesday, October 21, 2009
No mundo ideal...
... haveria uma regra bem clara: o início de tudo ou de qualquer coisa poderia até ser pela internet. Mas o anúncio do fim de tudo ou de qualquer coisa deveria ser olho no olho.
Com menos virtualidade, há mais nobreza.
Com menos virtualidade, há mais nobreza.
Tuesday, October 20, 2009
Bendita apendicite
Terça ensolarada e eu e Carol fomos à Pinacoteca do Estado conferir a exposição do Matisse. As pinturas, gravuras, esculturas são lindas, claro, mas o que mais me chamou a atenção foi um "detalhe" da vida dele. Formado em Direito e já atuando na área, Matisse teve apendicite aos 21 anos e permaneceu acamado durante um ano inteiro. Sua mãe lhe trouxe pinceis e tintas; ele resolveu experimentar e dedicar aquele tempo para algo mais nobre do que reclamar e se vitimizar. Trocou doença por vocação. Mergulhou fundo. Tornou-se um gênio.
Adivinha qual é a moral da história?
Adivinha qual é a moral da história?
Sunday, October 18, 2009
yo
"Mas você está menstruada de novo????!!!"
Pressentia mesmo que até o Kalidas pegaria no meu pé. Mais um workshop de yoga e eu menstruada, sim, de novo. Isso significa fazer uma prática diferenciada, bem mais leve e quieta, com bastante acessórios para apoiar cabeça, tronco, costas. Momento de recolhimento, o que eu costumo achar bem válido, pois o meu corpo pede mesmo trégua nessa semana do mês. Só que é uma pena perder a oportunidade de praticar os asanas que estão ensinados pelo professor e ir no fluxo da turma. Traduzindo em bom português: um saco. Ainda mais porque na formação são apenas cinco workshops por semestre e eu, super azarada, consigo passar boa parte deles menstruada. Ser mulher é estranho. A Joana disse que acha mais estranho ainda quem opta por não menstruar, e que adora essa semana mensal para se sentir renovada, para eliminar todas as toxinas. Eu, no entanto, adoraria ter outra espécie de ritual de purificação.
Observando os picos hormonais, vejo o quanto somos emocionalmente instáveis. O quanto desafiamos o mundo arduamente para mudar de ideia em pleno dia seguinte. E, no meu caso, sem constrangimento. Como li nesses dias: "Não tenho compromisso com a coerência".
Hoje, particularmente, quero colo. Me sinto absolutamente sensível após dois dias e meio em retiro (com uma hora a menos de sono por conta do horário de verão) e uma palestra no centro budista. Após a visita para conhecer o bebê linnnnnnnndo da Cris e do Gaba, recusei a ida ao Studio SP com Cilenita e Carol. Meus ouvidos querem silêncio. A garganta apertada exige silêncio. Abro a janela do quarto e me deixo dissolver na visão de Sampa à noite. Sei que amanhã dispensarei o colo. Incoerentemente yo.
Foto by Carline, setembro 2009, Café Gratitude, em Berkeley (EUA)
Pressentia mesmo que até o Kalidas pegaria no meu pé. Mais um workshop de yoga e eu menstruada, sim, de novo. Isso significa fazer uma prática diferenciada, bem mais leve e quieta, com bastante acessórios para apoiar cabeça, tronco, costas. Momento de recolhimento, o que eu costumo achar bem válido, pois o meu corpo pede mesmo trégua nessa semana do mês. Só que é uma pena perder a oportunidade de praticar os asanas que estão ensinados pelo professor e ir no fluxo da turma. Traduzindo em bom português: um saco. Ainda mais porque na formação são apenas cinco workshops por semestre e eu, super azarada, consigo passar boa parte deles menstruada. Ser mulher é estranho. A Joana disse que acha mais estranho ainda quem opta por não menstruar, e que adora essa semana mensal para se sentir renovada, para eliminar todas as toxinas. Eu, no entanto, adoraria ter outra espécie de ritual de purificação.
Observando os picos hormonais, vejo o quanto somos emocionalmente instáveis. O quanto desafiamos o mundo arduamente para mudar de ideia em pleno dia seguinte. E, no meu caso, sem constrangimento. Como li nesses dias: "Não tenho compromisso com a coerência".
Hoje, particularmente, quero colo. Me sinto absolutamente sensível após dois dias e meio em retiro (com uma hora a menos de sono por conta do horário de verão) e uma palestra no centro budista. Após a visita para conhecer o bebê linnnnnnnndo da Cris e do Gaba, recusei a ida ao Studio SP com Cilenita e Carol. Meus ouvidos querem silêncio. A garganta apertada exige silêncio. Abro a janela do quarto e me deixo dissolver na visão de Sampa à noite. Sei que amanhã dispensarei o colo. Incoerentemente yo.
Thursday, October 15, 2009
E escuta-te.
"Os teu ouvidos estão enganados.
E os teus olhos,
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
que procuras inultimente,
Há tanto tempo,
Pelo teu corpo, que enlouqueceu"
Cecília Meireles
Monday, October 12, 2009
Friday, October 09, 2009
A Maria, que era Mara, a Caroline, que era Carline
* Pela manhã fui fazer um check up de rotina. A assistente do laboratório chamou uma moça antes de mim:
- Maria. Quem é Maria Cristina?
- Oi, na verdade o meu nome é Mara.
- Perdão, senhora.
- Tudo bem, já estou acostumada. Isso acontece sempre.
Meia hora depois...
- Caroline. Quem é Caroline Piva?
- Oi, na verdade o meu nome é Carline.
- Perdão, senhora.
- Que cruz.
O importante é que estou 100% saudável. O melhor presente de aniversário. Aliás, contagem regressiva para o término do inferno astral. Respiremos!
- Maria. Quem é Maria Cristina?
- Oi, na verdade o meu nome é Mara.
- Perdão, senhora.
- Tudo bem, já estou acostumada. Isso acontece sempre.
Meia hora depois...
- Caroline. Quem é Caroline Piva?
- Oi, na verdade o meu nome é Carline.
- Perdão, senhora.
- Que cruz.
O importante é que estou 100% saudável. O melhor presente de aniversário. Aliás, contagem regressiva para o término do inferno astral. Respiremos!
Tuesday, October 06, 2009
2016
No auge da comemoração nacional pela escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas, veio o pensamento: caramba, eu terei 39 anos quando o evento acontecer! Praticamente uma quarentona. Como estarei vivendo (considerando a hipótese de não morrer até lá), pensando, amando?
A mídia mostrou diversas reportagens de jovens se preparando nos esportes para vencer o desafio de serem campeões em sete anos. Há um clima de esperança, sonhos, juventude, energia no ar. O doce país do Carnaval. Quem vai topar uma matéria com algum atleta de mais de 35 que não terá a mesma chance? Que sentirá frustrado o passar do tempo, que não volta atrás, e que perceberá que mesmos os mais nobres objetivos, ao serem alcançados, são impermanentes?
Somos todos cúmplices no oba-oba da vitalidade plena, não temos paciência com as nossas doenças (físicas e mentais) e varremos mutuamente o enfraquecimento inevitável dos sentidos para debaixo do pano dos sentimentos. Melhor não tocar no assunto, né?
Será?
Quantos anos você terá em 2016? Quantos efetivamente terá vivido?
A mídia mostrou diversas reportagens de jovens se preparando nos esportes para vencer o desafio de serem campeões em sete anos. Há um clima de esperança, sonhos, juventude, energia no ar. O doce país do Carnaval. Quem vai topar uma matéria com algum atleta de mais de 35 que não terá a mesma chance? Que sentirá frustrado o passar do tempo, que não volta atrás, e que perceberá que mesmos os mais nobres objetivos, ao serem alcançados, são impermanentes?
Somos todos cúmplices no oba-oba da vitalidade plena, não temos paciência com as nossas doenças (físicas e mentais) e varremos mutuamente o enfraquecimento inevitável dos sentidos para debaixo do pano dos sentimentos. Melhor não tocar no assunto, né?
Será?
Quantos anos você terá em 2016? Quantos efetivamente terá vivido?
Sunday, September 27, 2009
O final de semana foi pouco
É, não deu. A segunda-feira acaba de virar no relógio. Não consegui encontrar os amigos, no findi, nem ler todas as leituras atrasadas da pós-graduação, muito menos contar novidades aqui no blog. A adaptação dessa vez está mais sonolenta, digamos, embora desde que voltei da viagem já participei de um workshop de psicologia budista, vi uma peça de teatro (Viver o Morrer; que recomendo), falei bastante com a família pelo skype, conheci pela webcam a Lully, a nova cachorrinha deles, publiquei mais umas lindas imagens do Yosemite no flickr, FUI NO SUPERMERCADO (u-hu!!! A geladeira está finalmente cheia, com MUITA coisa boa para comer), cozinhei uma pasta com mushrooms sensacional, além de antepasto de berinjela ao forno e salada de rúcula com manga, e atualizei a conversa com a roomie Laura, que chegou de Santa Catarina.
Agora é sossegar para dormir logo, pois a aula de yoga começa cedo.
Caminhada com Clayton e Michele (atrás da câmera, neste momento), nos arredores de Ratna Ling, em Cazadero (California).
Fofurinha.
Nós no Yosemite: Carli, Michele e Debora.
Tuolumne Meadows.
Um dos melhores verbos das férias: lagartear no sol. (Foto tirada pela Debora Sanches, sem eu perceber)
Agora é sossegar para dormir logo, pois a aula de yoga começa cedo.
Fofurinha.
Nós no Yosemite: Carli, Michele e Debora.
Tuolumne Meadows."O meu erro deve ser o caminho de uma verdade, pois só quando ocorre o erro é que saio do que conheço e do que entendo. Se a verdade fosse aquilo que posso entender, terminaria sendo apenas uma verdadeira pequena, do meu tamanho". Clarice Lispector
(Obrigada, Cilene ;)
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