
Vários encontros para partilhar yoga e chá resultaram no
Espaço Respire, que eu, Erika Kobayashi (jornalista e editora do
http://www.cerimoniadocha.com.br/) e Flávia Sakai (arquiteta e designer) organizamos durante a Virada Sustentável (4/5/11), no belo espaço da Casa das Rosas, em Sampa. O frio intenso não espantou os participantes.
Revendo hoje as fotos tiradas por
Cássia Hosni e
Eduardo Burckhardt, percebo o quão poético foi esse momento/evento!
Refaço o convite,
agora, para você fazer uma pausa, esquentar a água para preparar um bom chá, inspirar de forma plena e apreciar tudo isso, abaixo e ao seu redor.

Erika nos conta que a Cerimônia do Chá surgiu no século XVI no Japão e tem como grande referência o mestre Sen Rikyu, que introduziu o conceito de ICHI-GO ICHI-E (literalmente “
Uma única vez, um único encontro”).

Mais do que um ritual complexo influenciado pelo Zen Budismo, com uma série de passos e movimentos rigorosamente concebidos para serem precisos e um espaço englobando alguns elementos, a Cerimônia do Chá é a arte de celebrar um encontro único entre anfitrião e convidado(s) reunidos para degustar um bom chá.

Os quatro preceitos da cerimônia são: Harmonia, Respeito, Pureza e Tranquilidade.

A tranquilidade começa pelo relaxamento de nosso corpo. Por isso, ensinei exercícios práticos para que o movimento da respiração aconteça de forma plena, preenchendo as áreas abdominal, torácica e do alto do peito. Nosso bem-estar está intrinsecamente relacionado à nossa respiração.

O que significa respirar melhor? Basicamente é não respirar encurtado, fechado no peito, o que geralmente acontece no nosso cotidiano agitado. Conectando com a respiração, podemos relaxar o corpo e a mente, de forma a apreciar mais a vida.

A cultura japonesa ensina a importância da valorização do presente e a atenção constante. Buscando o nosso bem-estar individual, acabamos proporcionando um coletivo mais harmônico.

Inspire. Expire.


Relaxe.

E as estudantes de jornalismo da PUC arrasaram no modelito Profissão Repórter. Na minha época de UFSC, éramos tão mais ripongos... he he he

" Cultivando a si mesmo, cultiva-se o mundo".

Palavras da Erika: “Foi surpreendente como em uma tarde fria, 60 pessoas se reuniram em plena Avenida Paulista, para respirar, degustar um bom chá, trocarem entre si e apreciar a beleza de coisas simples. Foi um silêncio tocante e uma inspiração para quem busca qualidade de vida e de relações”.


Esta aqui é a caneca tradicional usada pelos japoneses. No evento, todos trouxemos o nosso próprio recipiente, com as nossas próprias marcas e lembranças.

Incensos, claro! (Foto conceito do Dudu)


Pequenos marcando presença (e com pernas cruzadas já na postura completa do lótus)



A Perséfone querida, companheira de preparativos da Virada Sustentável, também compareceu!

Agradecemos pelo apoio recebido da Inti Zen, The Gourmet Tea, da equipe de produção da Casa das Rosas (valeu, Beto!) e do João Nemeth, da FF Produções Artísticas, que nos cedeu o linóleo para forrar o chão. A Japonique também doou uma série de canecas estilizadas, que foram sorteadas. As parcerias se estabeleceram com base na gentileza.


A cerimônia terminou com um passeio pelo jardim, no qual Flavia explicou sobre o “
wabi sabi”: “É um conceito estético que significa a
beleza do imperfeito, do efêmero, do inacabado.
Como estilo de vida, ele nos propõe seguir o fluxo natural da vida, aceitando com leveza e graça os nossos defeitos, nos aproximando da nossa própria essência e do lugar, dentro de nós, onde existe paz, serenidade e harmonia”.

Tudo que tem uma história por trás se torna mais belo.

E todo encontro é capaz de promover transformações.
Permita-se.
Fotos: Cássia Hosni, Eduardo Burckhardt e Carline Piva, junho 2011