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Thursday, September 27, 2012
Monday, August 06, 2012
Guess that this must be the place
"Home is where I want to be
Pick me up and turn me round
I feel numb - burn with a weak heart
(So I) guess I must be having fun
The less we say about it the better
Make it up as we go along
Head in the sky
Feet on the ground
It's ok I know nothing's wrong . . nothing...Hi yo I got plenty of time
Hi yo you got light in your eyes
And you're standing here beside meI love the passing of time
Never for money
Always for love
Cover up say goodnight . . . say goodnight
Home - is where I want to be
But I guess I'm already there
I come home she lifted up her wings
Guess that this must be the place
I can't tell one from the other
Did I find you, or you find me?"
Tuesday, May 01, 2012
Tudo muda no feriado
Ótimo filme: "Habemus Papam". Falado todo em italiano, ainda por cima; como aprecio essa língua! A crítica ao Vaticano também serve para refletirmos sobre vocação, escolhas de vida e os "nãos" que ousamos encarar pelo caminho.
O vozeirão de Mercedes Sosa entra com tudo como trilha sonora. Arrepia.
O vozeirão de Mercedes Sosa entra com tudo como trilha sonora. Arrepia.
"Todo Cambia
Mercedes Sosa
Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Pero no cambia mi amor...".
Amanhã começo o dia dando a minha primeiríssima aula de yoga no ano. Começo a desabrochar um "sim". Cambia todo cambia
Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño
Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Pero no cambia mi amor...".
Amanhã começo o dia dando a minha primeiríssima aula de yoga no ano. Começo a desabrochar um "sim". Cambia todo cambia
Saturday, March 24, 2012
Friday, March 23, 2012
Digo com quem ando...
Encerro neste mês o voluntariado de vários anos na Editora Dharma, abrindo a vida para colaborar em novos projetos. Nesse ciclo de fechamento, percebo o quanto aprendi com Paula, Jenny e Ana Maria, principalmente que é possível trabalhar de forma comprometida, cumprindo metas, sem perder a gentileza, a generosidade, as atitudes cuidadosas.Agradeço também o lama tibetano Tarthang Tulku por me ensinar O Caminho da Habilidade.
No site da Editora Dharma consta o nosso adeus.
Photo by Anne Osinga: Paula e yo explorando o frio de Kathmandu, dez 2012
Wednesday, August 24, 2011
Da arte de viver sem chao
"And I'm feeling the same way all over again no matter how much I pretend..."
Tuesday, August 09, 2011
Da arte de viver sem chão
Quem quer trocar um retiro de meditação na Califórnia pelo base camp do Everest, levanta a mão!
Ah, o Ano do Coelho. Pode assar que eu largo mão de ser vegetariana.
Ah, o Ano do Coelho. Pode assar que eu largo mão de ser vegetariana.
Thursday, July 28, 2011
Mais um capítulo da vida: a parede vermelha volta a ser branca
"Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor..."
Eis realmente um bom epitáfio, Titãs.
Sunday, June 05, 2011
Thursday, March 17, 2011
“As pessoas têm uma obsessão neurótica pelo futuro”, Bhante Yogavacara Rahula
Bhante Rahula iniciou com a base primordial da filosofia budista (aquela que justamente faz quase todo mundo sair correndo he he he): de que a vida é sofrimento. Adoecemos, envelhecemos, perdemos entes queridos, morremos também. Tudo isso faz parte do nascer e viver como seres humanos. “Buddha é considerado um grande doutor porque seu principal interesse não era religioso ou metafísico, mas sim encontrar um fim a todo esse sofrimento”, explicou.
Usando o seu próprio corpo como laboratório de atenção plena e análise dos padrões mentais e corporais, Buddha identificou que as três principais causas do sofrimento são:
- Ignorância (não conhecer a verdade do eu ilusório, a interação entre o corpo e a mente e não saber como viver de forma harmoniosa com a natureza – exterior e interior);
- Cobiça, apego (tornar-se dependente de estímulos sensoriais externos e acabar exagerando em comida, bebida, prazeres temporários);
- Raiva, medo, ódio (emoções que afetam o organismo com doenças psicossomáticas).
Nesse sentido, a prática da meditação ajuda a relaxar a mente, a fim de observar tudo isso e avançar em um dos níveis de compreensão da sabedoria que é a impermanência natural de tudo e de todos.
Outras frases inspiradoras de Bhante Rabula:
“As pessoas perderam a habilidade de serem simples. A vida tornou-se por demais complexa; mentes ocupadas, com a necessidade de planejar o futuro a todo o momento. Dessa forma, as pessoas acabam não percebendo mais as mensagens sutis que o corpo envia. Há uma forte desconexão entre corpo e mente. As pessoas têm uma obsessão neurótica pelo futuro”
“Por meio da meditação, podemos aprender a controlar e purificar nossos pensamentos negativos, além de ganhar disciplina para viver de forma hábil”
“O primeiro estágio da meditação é conseguir viver no presente, acalmando o que chamamos de mente-macaco (monkey mind - que pula pra lá e pra cá). Um dos exercícios é prestar atenção no ar que entra e sai do corpo”
“Essa vibração de tranquilidade tem influência direta em níveis molecular e celular, mesmo em práticas curtas de meditação, entre 20 e 30 minutos. Com o relaxamento, você consegue observar e ir além dos seus impulsos neuróticos”
“Eis a fórmula: Sofrimento = dor x resistência.
Se a dor for nível cinco e a resistência também, o saldo será 25.
Se a dor for nível cinco e a resistência zero, o resultado será zero.
Lembrem-se que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”
“A meditação budista não é apenas uma ferramenta para acalmar a mente. Nela está intrínseca a busca pela sabedoria”.
May all beings be happy and free from suffering
May all beings be happy and free from suffering
May all beings be happy and free from suffering
Photo by Carli
Tuesday, November 02, 2010
worldview
"Looking into death needn't be frightening or morbid.
Why not reflect on death when you are really inspired, relaxed, and confortable, lying in bed, or on holiday, or listening to music that particularly delights you? Why not reflect on it when you are happy, in good health, confident, and full of well-being?
Don't you notice that there are particular moments when you are naturally moved to introspection? Work with them gently, for these are the moments when you can go through a powerful experience and your whole worldview can change quickly. These are the moments when former beliefs crumble on their own, and you can find yourself being transformed." Sogyal Rinpoche
Esse post dedico ao surfista Andy Irons.
Picture: a tibetan funeral. Para quem não sabe, o tradicional ritual funerário tibetano é deixar o corpo em cima de uma montanha para ser comido pelos pássaros. Não é por acaso esse monte de abutres na foto.
Labels:
Budismo,
Impermanencia,
Inspiração,
Sogyal Rinpoche
O silêncio dos finados
Além do falecimento das minhas duas avós, a vó Paulina e a nona Tereza, duas outras mortes de entes queridos me marcaram muito.
Quando o meu primo Gerson morreu em um acidente de carro, a casa caiu. Era pequena, e não conseguia entender direito tamanho sofrimento. Meus tios nunca mais foram os mesmos. Outubro nunca mais foi o mesmo. O aniversário do Gerson era 10 de outubro, ele morreu no dia 11 de outubro, voltando de sua comemoração, e o meu aniversário era 12 de outubro. A minha festa foi substituída por um grande pesar. Os brigadeiros não desceram pela garganta. E nos anos seguintes, meu aniversário foi celebrado como metade-festa, metade-silêncio.
Outra morte, difícil de "aceitar", foi da minha amiga Helena, que no auge dos seus 15 anos morreu, também, em um acidente de carro. Os dias em que ela ficou na UTI foram de-ses-pe-ra-do-res. Eu também era adolescente e tinha mais noção do que implicaria aquela ausência, da saudade que iria sentir.
Gosto de resgatar, neste feriado, os momentos lindos de troca e afeto que tive com essas quatro pessoas, em particular. A memória me traz uma energia vibrante para viver esse 2 de novembro, 12h25.
Agora, na fase adulta, ainda não tive uma morte próxima tão avassaladora. Compreender melhor a filosofia budista é uma espécie de treinamento nesse sentido. Por ora, sei que é mais fácil lidar com a própria finitude do corpo do que com o ato de desapegar-se dos amigos e familiares, gente tão amorosa.
Feriado em Sampa? Cinema! Vamos seguir a tradição.
Quando o meu primo Gerson morreu em um acidente de carro, a casa caiu. Era pequena, e não conseguia entender direito tamanho sofrimento. Meus tios nunca mais foram os mesmos. Outubro nunca mais foi o mesmo. O aniversário do Gerson era 10 de outubro, ele morreu no dia 11 de outubro, voltando de sua comemoração, e o meu aniversário era 12 de outubro. A minha festa foi substituída por um grande pesar. Os brigadeiros não desceram pela garganta. E nos anos seguintes, meu aniversário foi celebrado como metade-festa, metade-silêncio.
Outra morte, difícil de "aceitar", foi da minha amiga Helena, que no auge dos seus 15 anos morreu, também, em um acidente de carro. Os dias em que ela ficou na UTI foram de-ses-pe-ra-do-res. Eu também era adolescente e tinha mais noção do que implicaria aquela ausência, da saudade que iria sentir.
Gosto de resgatar, neste feriado, os momentos lindos de troca e afeto que tive com essas quatro pessoas, em particular. A memória me traz uma energia vibrante para viver esse 2 de novembro, 12h25.
Agora, na fase adulta, ainda não tive uma morte próxima tão avassaladora. Compreender melhor a filosofia budista é uma espécie de treinamento nesse sentido. Por ora, sei que é mais fácil lidar com a própria finitude do corpo do que com o ato de desapegar-se dos amigos e familiares, gente tão amorosa.
Feriado em Sampa? Cinema! Vamos seguir a tradição.
Tuesday, May 04, 2010
Frase do dia
Diretamente do belo calendário do Chagdu Gonpa Brasil:
"Se disser que não tem tempo para meditar, você não entendeu, de verdade, a impermanência".
"Se disser que não tem tempo para meditar, você não entendeu, de verdade, a impermanência".
Tuesday, April 20, 2010
E o vulcão da Islândia chegou até mim
Tínhamos já desejado boa viagem para uma amiga, qu
e visitaria a filha na China, quando ela aparece, inesperadamente, no retiro do fim de semana. Por conta da interrupção dos vôos na Europa, motivada pela fumaça do recém-acordado vulcão na Islândia, ela não conseguiu embarcar. Estava bem frustrada.
O acontecimento reforça o completo não-controle que temos sobre o que surge em nossas vidas. Pensei nas milhares de pessoas que enfrentam dificuldades em ir pra lá e pra cá e suspirei aliviada por não estar prestes a sair de férias pelo mundo.
O vulcão lá e eu aqui, tocando a minha vida, planejando a semana, que seria repleta de substituições de aulas de Iyengar no Yoga Flow, já que os professores titulares tinham se matriculado em um curso bem bacana da Corine Biria e Inga.
Adivinhem?!
Soube ontem que o evento foi cancelado, pois elas ficaram impossibilitadas de embarcar para o Brasil. Nada de aulas de substituições.
Isso se chama interdependência. Estamos todos conectados, baby.
Foto da Agência Lusa.
e visitaria a filha na China, quando ela aparece, inesperadamente, no retiro do fim de semana. Por conta da interrupção dos vôos na Europa, motivada pela fumaça do recém-acordado vulcão na Islândia, ela não conseguiu embarcar. Estava bem frustrada.O acontecimento reforça o completo não-controle que temos sobre o que surge em nossas vidas. Pensei nas milhares de pessoas que enfrentam dificuldades em ir pra lá e pra cá e suspirei aliviada por não estar prestes a sair de férias pelo mundo.
O vulcão lá e eu aqui, tocando a minha vida, planejando a semana, que seria repleta de substituições de aulas de Iyengar no Yoga Flow, já que os professores titulares tinham se matriculado em um curso bem bacana da Corine Biria e Inga.
Adivinhem?!
Soube ontem que o evento foi cancelado, pois elas ficaram impossibilitadas de embarcar para o Brasil. Nada de aulas de substituições.
Isso se chama interdependência. Estamos todos conectados, baby.
Foto da Agência Lusa.
Thursday, December 10, 2009
Ainda lembrando da última peça de teatro
"Os homens vão, vêm, trotam, e dançam, e nem um pio sobre a morte. Tudo parece bem com eles. Mas aí quando ela lhes chega e às suas mulheres, filhos e amigos, pegando-os de surpresa e despreparados, que tormentas de paixão os esmagam, que gritos, que fúria, que desespero!
Para começar a tirar da morte seu grande trunfo sobre nós, adotemos o caminho contrário ao usual; vamos privar a morte da sua estranheza, vamos frequentá-la, acostumarmo-nos a ela; não tenhamos nada senão ela em mente.
Não sabemos onde a morte nos espera; então vamos por ela esperar em toda parte. Praticar a morte é praticar a liberdade. Um homem que aprendeu como morrer desaprendeu a ser escravo." Montaigne
Para começar a tirar da morte seu grande trunfo sobre nós, adotemos o caminho contrário ao usual; vamos privar a morte da sua estranheza, vamos frequentá-la, acostumarmo-nos a ela; não tenhamos nada senão ela em mente.
Não sabemos onde a morte nos espera; então vamos por ela esperar em toda parte. Praticar a morte é praticar a liberdade. Um homem que aprendeu como morrer desaprendeu a ser escravo." Montaigne
Tuesday, August 25, 2009
Respire na impermanência
"Tu tens um medo: Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno."
(Cecília Meireles)
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno."
(Cecília Meireles)
Thursday, May 01, 2008
sinto cheiro de mudança
Feriado de primeiro de maio e eu insisto em não sair do quarto. Desde que acordei, fiquei lendo debaixo das cobertas, assisti GloboNews, mandei e-mail para o Ben (que há dois meses aguarda a resposta), esquentei o resto do risoto de espinafre preparado pela Cinthia e reservei momentos para olhar o céu de outono, completamente convidativo para justamente não sair do colchão.Vivo um movimento interno de urgência para aproveitar o home sweet home, depois que recebemos um aviso de que a proprietária decidiu vender o apartamento. Ou seja, se decidirmos não comprá-lo, haverá mais uma mudança. O Leonardo mostrou-se bem tranqüilo com a novidade. E não é que eu - que gosto tanto de viajar, largar tudo, me jogar, desapegar - me flagro, bucolicamente, sofrendo de saudade antecipada dessa vista do décimo quarto andar.
Foto by Dudu Burckhardt
Thursday, July 19, 2007
Será que temos este tempo pra perder?
O acidente da Gol veio e foi. Depois, o terrível buraco do metrô em São Paulo. Os dias passaram e a gente esqueceu também. Agora, a pior tragédia da aviação brasileira. Se você não é um familiar ou amigo das vítimas, provavelmente tenderá a esquecer o caso logo logo, seguindo o ditado de que life goes on. Sim, a vida continua, mas será até quando?
Seguindo a tradição budista, eu medito sobre a minha própria morte e, com isso, percebo a importância de valorizar cada momento de minha existência.
Sobre a Morte e Impermanência...
"Tendemos a nos agarrar a uma visão de mundo na qual a morte e a doença são para as outras pessoas. Você morrerá, mas eu não, pelo menos por um longo tempo. (...) Quando examinamos nossa própria impermanência, tendemos a nos agarrar às coisas boas que surgem. Apoiamo-nos em pessoas boas, na família, em bens materiais, tentando criar um ambiente confortável. Então, nos agarramos a uma vida agradável. Isto é chamado de apego, e quando nos estabelecemos neste padrão de apego, só pode acontecer uma de duas coisas: ou o objeto do apego desaparecerá ou nós desapareceremos. Não existe uma terceira possibilidade. Não importa se somos especialistas naquele apego, uma vida dominada pelo apego continua regida pela lei da impermanência.
(...) A razão da meditação sobre a morte não é estragar a felicidade, mas encontrá-la. (...) Ao estudar sobre a preciosidade e a raridade da nossa vida, reconhecemos que a vida está passando exatamente agora. Nunca mais teremos este dia. Esta enorme oportunidade passa rapidamente e, então, tudo pára completamente. Quando o seu corpo acaba, sua preciosa vida humana acaba. Considerar a preciosidade e a impermanência da vida é um incentivo.
Se existe algo digno de realizar aqui, realize-o.
(...) A meditação sobre a morte o ajuda a se livrar da pequenas preocupações que corroem o seu potencial ilimitado. A meditação sobre a morte é um chamado para o despertar. O seu propósito não é assustá-lo com que o bicho-papão fará a você depois da sua morte, mas fazê-lo ver as oportunidades que você tem agora, compreender que elas existem somente por um tempo limitado e que você deve aproveitá-las. Além disso, certifique-se de que aquilo que você está praticando é realmente o dharma e não uma das preocupações mundanas que, diante da morte, perdem todo o seu fascínio".
Para saber mais: livro "Budismo com atitude - o treinamento da tibetano da mente em 7 etapas", por Alan Wallace (Ed. Nova Era).
Meu comentário: respire....
Imagem: Flor de São Luís, no Maranhão, by Carline Piva
Seguindo a tradição budista, eu medito sobre a minha própria morte e, com isso, percebo a importância de valorizar cada momento de minha existência.
Sobre a Morte e Impermanência...
"Tendemos a nos agarrar a uma visão de mundo na qual a morte e a doença são para as outras pessoas. Você morrerá, mas eu não, pelo menos por um longo tempo. (...) Quando examinamos nossa própria impermanência, tendemos a nos agarrar às coisas boas que surgem. Apoiamo-nos em pessoas boas, na família, em bens materiais, tentando criar um ambiente confortável. Então, nos agarramos a uma vida agradável. Isto é chamado de apego, e quando nos estabelecemos neste padrão de apego, só pode acontecer uma de duas coisas: ou o objeto do apego desaparecerá ou nós desapareceremos. Não existe uma terceira possibilidade. Não importa se somos especialistas naquele apego, uma vida dominada pelo apego continua regida pela lei da impermanência.
(...) A razão da meditação sobre a morte não é estragar a felicidade, mas encontrá-la. (...) Ao estudar sobre a preciosidade e a raridade da nossa vida, reconhecemos que a vida está passando exatamente agora. Nunca mais teremos este dia. Esta enorme oportunidade passa rapidamente e, então, tudo pára completamente. Quando o seu corpo acaba, sua preciosa vida humana acaba. Considerar a preciosidade e a impermanência da vida é um incentivo.
Se existe algo digno de realizar aqui, realize-o.
(...) A meditação sobre a morte o ajuda a se livrar da pequenas preocupações que corroem o seu potencial ilimitado. A meditação sobre a morte é um chamado para o despertar. O seu propósito não é assustá-lo com que o bicho-papão fará a você depois da sua morte, mas fazê-lo ver as oportunidades que você tem agora, compreender que elas existem somente por um tempo limitado e que você deve aproveitá-las. Além disso, certifique-se de que aquilo que você está praticando é realmente o dharma e não uma das preocupações mundanas que, diante da morte, perdem todo o seu fascínio".
Para saber mais: livro "Budismo com atitude - o treinamento da tibetano da mente em 7 etapas", por Alan Wallace (Ed. Nova Era).
Imagem: Flor de São Luís, no Maranhão, by Carline Piva
Wednesday, April 11, 2007
Mutação
O ser humano passa por um processo análogo ao das estações do ano. Nossa vida pode ser entendida como um ciclo completo de mudanças em que a primavera corresponde à infância, à fase inicial da vida; o verão se refere à juventude, ao auge da força e da virilidade; o outono representa a meia-idade, o declínio do vigor e das capacidades físicas; o inverno é a velhice, a estagnação das funções vitais e o recolhimento.
As estações do ano fazem que as plantas e os animais se adaptem às condições de cada momento para que possam sobreviver, crescer e se perpetuar. Os seres humanos também precisam acompanhar harmoniosamente as mudanças da vida.
Quando não mudamos de acordo com o momento e não vivenciamos o que é correspondente a cada fase da existência, deixamos de viver de forma plena. Viver é mudar, adaptar-se, aproveitar cada etapa da vida e não ir contra as leis naturais".
Do livro "A sabedoria da Natureza", de Roberto Otsu
Foto: Uma tarde na comunidade de Prainha, na Floresta Nacional do Tapajos, by Carline
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