Friday, August 14, 2009

Solteirice


Tanta gente chega para me contar que se separou ou que está em um momento difícil na relação que eu acabo acreditando que 2009 veio mesmo para chacoalhar tudo. Complexidade à parte desta vida humana, sempre aconselho quem está confuso a permanecer confuso até a primavera. Ninguém merece romper no inverno e ficar sem o tripé da sustentabilidade amorosa dos dias frios: namorado, pilha de edredons e DVDs interessantes. Vai por mim, enrole. Peça mais um vinho tinto (mas não ouse iniciar nenhuma discussão de relacionamento. Lembre-se que vinho é bom para relaxar, no primeiro encontro, mas pode ser o tiro no pé, no último). E se você curte requintes de crueldade, pode depois sair cantarolando... "Agora, já passou da hora, tá lindo lá fora, larga a minha mão/Solta as unhas do meu coração que ele está apertado/ E desanda bater desvairado quando entra o verão". Esta é a prova musical que Chico Buarque NÃO largou da Marieta em julho/agosto. Esperou o calorzinho chegar.

De minha parte, após a empolgação inicial, que durou apenas uma longa festa, com horas ininterruptas em uma pista de dança, confesso que já fiquei preguiçosa. Salto alto, rímel e saitcha nessa sexta, confortavelmente em casa? Tô fora. Se você por acaso dopar com minha cara-metade por aí, talvez em um show de jazz ou acampando no Vale do Ribeira, por favor diga que mandei lembranças. Hoje tenho compromisso com Balzac e suas Ilusões Perdidas.

Morrendo em Abundância

A segurança alimentar está se tornando um dos temas mais decorrentes em Direitos Humanos, atualmente. Existe comida suficiente para todos no planeta, mas o sistema de distribuição e o mercado das commodities, alimentados por ganância e lucro, contribuem para a cruel estatística de mais de 1 bilhão de famintos.

Quando os números já são conhecidos e não tocam mais tanto o coração, vale a pena assistir o documentário "Dying in Abundance" (Morrendo em Abundância), produzido na Grécia pelo diretor Yorgos Avgeropoulos (2008). Durante os últimos dez anos, cerca de 200.000 produtores rurais indianos cometeram suicídio por conta de dívidas geradas em suas plantações transgênicas. Atraídos pelas promessas de produtividade da Monsanto, trocaram suas sementes pelas transgênicas. Quando a colheita não vinga o quanto deveria, não há dinheiro para comprar novas sementes e as famílias acabam sem opção de sobrevivência financeira. No documentário, eles percorrem as casas desses suicidas, conversando com os familiares e mostrando uma realidade de embrulhar o estômago. É, definitivamente, muita miséria. Afe, saí arrasada. Segundo mostrado no filme, 82% das sementes vendidas no mundo são produzidas pela Monsanto. Uma citação também ficou na memória:

"Control oil and you control nations.
Control food and you control the people"
Henry Kissinger 1974

Esse filme integra a 2ª Mostra FICA São Paulo, que acontece de 14 a 16 de agosto no Cine Clube Socioambiental (Rua Fidalga, 521. Vila Madalena). Aliás, fazia tempo que eu queria conhecer esse espaço, com uma rica programação semanal de filmes e eventos que debatem temas da sustentabilidade. Tem até puffs para se largar e ficar um tempão pensando na vida (e, claro, se sentindo absolutamente envergonhada em lembrar o quanto reclamamos à toa).

Hoje também assisti "Os mendigos de Addis Ababa" e "Quando a chuva cai", ambos da Dinamarca e com direção de Jakob Gottschau, que retratam a miséria da África. Por conta das mudanças climáticas, os camponeses enfrentam desolação total com as perdas da plantação. Um das cenas mais comoventes é o povo sorrindo com a chegada da chuva, que salvaria a safra já considerada perdida, mas em poucos dias estavam desesperados que a chuva não parava.

Respiremos...

Cheguei há pouco em casa e o silêncio é acolhedor. Contemplei o dia se pondo na Praça do Pôr do Sol, ouvindo as novidades de viagem de um amigo querido, degustando chimarrão. Eu costumava ir lá quando me mudei para Sampa, e já se passaram 10 anos! Frase do dia, de José Saramago: "Não tenha pressa. Mas não perca tempo".

Foto de divulgação do filme retirado do site small planet

Fantástico, não?

A energia do deserto Fonte (conteúdo e foto): Redação Terra

"Acaba de ser assinado o contrato que dará origem ao maior projeto de energia solar do mundo. Planejado e financiado por um grupo de dez empresas multinacionais, o projeto, batizado de Iniciativa Industrial Desertec, prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia 100% limpa, em pleno Deserto do Saara, no norte da África. Além das usinas, também serão construídas redes de transmissão de energia, com capacidade para fornecer cerca de 15% de toda a eletricidade consumida pela Europa, além de dois terços da energia gasta pelo norte da África e parte do Oriente Médio. Para tudo isso, serão investidos cerca de US$ 555 bilhões.

Os planos de utilizar o grande potencial do Saara - uma das regiões mais quentes do planeta - em gerar energia solar são antigos. Mas só recentemente os projetistas desenvolveram a tecnologia necessária para tornar a ideia realizável. O Iniciativa Industrial Desertec utilizará tecnologia de geração de energia solar de última geração: a energia termossolar.

Diferentemente do que ocorre com a energia solar produzida por células solares fotovoltaicas, a energia termossolar assimila a luz solar através do uso de espelhos, que envia a energia solar para encanamentos que produzem vapor em seu interior. Esse vapor movimenta as turbinas que, por sua vez, produzem eletricidade. E para os dias nublados e nos horários da noite, os cientistas também encontraram uma ótima alternativa. Como o calor gerado pelo Sol no Saara durante o dia é tão intenso que não será totalmente utilizado, a usina armazenará a energia excedente para garantir que o trabalho não ficará parado mesmo durante a noite ou em dias nublados.

Ao todo, cerca de sessenta cientistas e especialistas em energia limpa estão trabalhando nesse projeto, sendo que metade deles é de pesquisadores de países da África e do Oriente Médio - como Egito, Israel e Síria - e a outra metade é formada por cientistas europeus. Todos trabalhando em regime de parceria total. Os responsáveis pelo Iniciativa Industrial Desertec esperam que o projeto sirva de exemplo para outras obras semelhantes, em outras partes do mundo."

Thursday, August 13, 2009

Papo de yogue

O que eu acho mais bonito no Yoga é a sua busca intrínseca pela liberdade, de mente e de corpo. Com os asanas, os músculos ficam mais flexíveis e passamos a levar consciência para cada parte do corpo, repousando e concentrando a mente dentro de nós mesmos. E qual é o valor de tudo isso? Aprender a viver com mais flexibilidade, conseguir enxergar com mais proximidade o ser humano que existe ao nosso lado, os que passam apressados pela rua, outros que nos atendem mal-humorados no caixa do supermercado, de forma a honrar as limitações e, principalmente, o potencial de cada pessoa.

Faço yoga, diariamente, para que fique gravado em todas as minhas células o verdadeiro significado da tão batida frase: todos somos um.

Infelizmente, dentro da tribo yóguica, percebo justamente o contrário. Praticantes que vão adotando hábitos cada vez mais restritos na alimentação, nos programas que escolhem para as horas vagas, na determinação de seguir um determinado estilo e achar (idiotamente) que existe um caminho único. Com isso, vão se afastando do mundo e, pior, se sentem "melhores", mais "evoluídos" que os não-praticantes.

Ao enrijecer os músculos, acabam enrijecendo o ego.

Como sabiamente repete a minha professora Karina Grecu, ao final de cada aula, que possamos desenvolver uma mente simples, um espírito humilde e um coração generoso. Quer mantra mais direto?

Nesse final de semana tem Yoga Pela Paz 2009. Te espero no domingo, no Parque do Ibirapuera. http://www.yogapelapaz.org/

Foto: yo no Pará, desalinhadíssima segundo os padrões Iyengar, mas extremamente em paz e feliz com o coração.

Álbum de fotos

Após anos e anos, resolvi finalmente (começar a) organizar as fotografias em um arquivo/álbum na net.

Segue o endereço do mais novo flickr do pedaço:

http://www.flickr.com/photos/carlinepiva

Tuesday, August 11, 2009

Uma coisa há de ser dita

Não há glamour nenhum em morrer de gripe suína! Eu vou comprar máscara pra ir de metrô para pós graduação. E tenho dito! Na verdade, hoje eles ligaram cancelando o início das aulas, com a justificativa de que o professor estava com febre. Sei, sei. Virou a desculpa maior do momento, ninguém questiona, né? Lembro que eu já desapareci voluntariamente do trabalho inventando que estava com diarreia (sempre cola, pois os chefes geralmente não querem saber de detalhes).

Estava planejando escrever mais, especialmente sobre o que rolou no Sustentável 2009, mas a Cilene está aqui e vamos ver O Castelo Animado, uma animação japonesa chuchuzíssima do diretor Miyazaki. Sessão pipoca nesta volta de frio paulistano.

Sunday, August 09, 2009

Happy Father´s Day

Te voglio bene, mio italiano!

Visita do lama Mingyur Rinpoche em São Paulo: absolutamente imperdível

Um mestre renomado da linhagem Karma Kagyu e autor do belíssimo livro "The Joy of living", dentre outras obras, Mingyur Rinpoche estará em Sampa neste mês, com várias palestras gratuitas. Eu irei vê-lo pela primeira vez :)

A programação está disponível em http://yongeybr.tripod.com/

Saturday, August 08, 2009

Curtitas

*Essa eu ouvi e dei risada:
- É muita areia para o meu caminhãozinho?
Pode dizer que eu faço duas viagens.

** Aulão de yoga com Karina Grecu: quase três horas de prática, muito bem conduzidas. Meus quadríceps pedem trégua.

*** Por que catzo a Gisele Bundchen fica de frescura com o anúncio da gravidez? Eita mídia chata.

Tuesday, August 04, 2009

Sustentável 2009

De hoje até quinta-feira participarei do do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).

Muita gente bacana, inclusive a Marina Silva. Confira a programação: http://www.sustentavel.org.br

Até breve!

Sunday, August 02, 2009

Impermanência e apreciação da vida

"Eu conheço monges que não ousam dizer que é saborosa a comida que ingerem. Um dia na Tailândia, ofereceram-me um delicioso arroz doce com manga. Gostei muito e disse aos anfitriões: 'Isto está ótimo'. Eu sabia que os monges tailandeses não dizem isso, mas acho que é seguro apreciar o que está em torno e dentro de você, desde que você esteja consciente de sua impermanência. Não há nada de errado em apreciar um copo de água quando se está com sede. Na verdade, para de fato apreciá-lo você tem de estar no momento presente.

Quando morre uma flor nós não choramos. Sabemos que ela é impermanente. Se praticarmos conscientes da natureza da impermanência, sofreremos menos e aproveitaremos mais a vida. Se sabemos que as coisas são impermanentes, cuidaremos de aproveitá-las no momento presente. Nós sabemos que as pessoas que amamos são de natureza impermanente, então tentamos fazê-las felizes agora, da melhor maneira possível.

A impermanência não é negativa. Alguns budistas acham que não devemos apreciar nada, porque tudo é impermanente. Acham que emancipação é livrar-se de tudo e não apreciar nada. Mas quando oferecemos flores a Buda, acho que ele vê a beleza das flores e as aprecia profundamente."

Li em apenas um dia o livro Cultivando a Mente de Amor, de Thich Nhat Hanh, e achei muito inspirador. Ele conta da paixão "por acidente" que teve por uma monja e como conviveram e amadureceram esse amor, completamente à distância, em suas vidas de monge e monja. Muitos livros budistas são densos de conceitos, tornando a leitura pouco fluida, o que geralmente não acontece com as obras de Thich Nhat Hanh. Ele tem o dom de escrever de forma poética, inclusive sobre vacuidade, e pede que as palavras simplesmente derramem como uma "chuva dhármica", em que não precisamos forçar o nosso racional na tentativa de captar as ideias. De forma leve, tudo vai fazendo sentido quando tiver que fazer sentido.

"(...)Onde estaremos dentro de trezentos anos?
Abrimos os olhos e o abraço.

Descansando na dimensão suprema,
usando montanhas nevadas como travesseiro
e belas nuvens rosadas como cobertor.
Nada falta" (...) (pg. 120)

Mais Santa Catarina

Vista do apê da Janine: Rua das Palmeiras, centro de Joinville.
Montanhas ao longe.

Do alto do mirante ainda se vê muito verde preservado.

Unidas pelo yoga ;)

Numa manhã fria, Kelly, Janine e os macaquinhos do Zoobotânico.

Bailarinos de tchu-tchu e coxas musculosas, no Festival de Dança.

Kelly e Carli. Rua das Palmeiras.

Com a Janine :)

E, com a Gabi, antes de ir para a night joinvillense.

Os Piva

E pensar que fazia mais de 20 anos que eu não visitava meu tio Ives em Joinville! Lembro dele quando pequena, olhando de baixo para cima para avistar seu rosto...
Tio Ives nos apresenta sua criação de filhotes de caramujinhos.

Flores da tia Darci, irmã do pai.

Lúcio, marido da minha prima Ivania, com a Kelly e os cachorros ciumentos.

A disputa canina pelo carinho da tia :)

Saturday, August 01, 2009

Frase deste sábado

"Aprender a transcender suas construções mentais sobre a realidade é uma arte". Thich Nhat Hanh

Tuesday, July 28, 2009

Me leve até o fim, Me leve até o fim...

Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções

Um acúmulo de passado foi para a reciclagem. A mãe pediu para eu rever uma caixa repleta de papeis antigos e outros tantos objetos guardados desde a época que tinha espinhas (muitas!) no rosto. Tarde chuvosa, um melódico Luiz Melodia baixinho e uma boa dose de curiosidade: mãos à obra!
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons

Pilhas de xerox de leituras para a UFSC, os primeiros textos que da-ti-lo-gra-fei para a disciplina “Técnicas de reportagem” (puxa, é mesmo, cada mesinha tinha uma máquina de escrever), bilhetes, cartinhas, papeis de carta com juras de amor, mensagens imbecilmente adolescentes (na minha opinião atual, claro), recados de “te adooooorooooo” para as amigas, livros que não serão mais vistos nesta encarnação porque as afinidades mudaram. Bastante.
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons

Após três horas, a caixa transformou-se em duas pilhas: doação e reciclagem. Um verdadeiro afago à minha fase de descontrução. Feng Shui para a alma (hmmm bom tema para um livro de autoajuda). Ainda encontrei perdidos por aí uns bichinhos de pelúcia, sobreviventes desbotados de amores distantes.
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim

Um desses objetos, entretanto, me chamou a atenção. Quando morava em Floripa, a Juli me deu uma “bruxa de desejos”, que levava no entorno do pescoço uma espécie de receptáculo para guardar um mega e poderoso pedido para a prosperidade. AHH, mas isso vale a pena ser lido! Com a ajuda de uma pinça, resgatei o papelzinho verde.
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação

O que teria eu escrito há tanto tempo?! Virar uma jornalista famosa? Me aventurar ao redor do mundo mochilando? Buscava eu fama? Dinheiro? Ambos?! (Melhor pensar grande, não?).

(Silêncio)...

HÃ?!!!

Único comentário possível: quem nunca teve uma embriagante paixão na juventude, que atire a primeira pedra!
Únicas atitudes possíveis: 1) demitir a tal bruxa, por serviços mal prestados. Afinal, se todas as vindas tivessem sido “maravilhosas”, convenhamos que ainda estaria namorando o dito cujo, não?
2) Renovar e atualizar o anseio:
Que o recomeço de mim mesma, em toda a minha plenitude, seja diário.
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação

Apesar do frio úmido do inverno catarinense, as janelas de casa estavam abertas “para arejar”. Eita mania de querer arejar tudo, enfrentada com três blusas de lã, gorro, cachecol e queixo batendo, mesmo no interior dos ambientes. De qualquer forma, nessa semana que passei por lá, encontrei a tradução prática do ditado chuchuzinho “Home is where the mom is” (O Lar é onde a mãe está): panelada de pinhão cozido, bolo de cenoura, toalhas aquecidas para se enxugar após o banho, pudim de leite, cafuné nas costas para acordar (crec-crec, Cinthia!), cuque de miriam, nhoque de batata, muitas sessões de café Melitta e bençãos maternas e paternas de proteção.
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões


Revival total de pliês e jetés. Coincidentemente, eu e Kelly resolvemos visitar Joinville durante o Festival de Dança. Os ingressos já estavam esgotados para ver a mostra competitiva, por isso acompanhamos apenas as apresentações espalhadas pelos palcos da cidade. Cilene, adivinha se não de MUITA vontade de voltar a fazer dança? Será que tenho ainda idade para isso? Porque t-e-m-p-o eu definitivamente não tenho!

Adorei ter visitado a Janine, amigona de formação de Iyengar, e ter compartilhado inúmeras sessões de chimarrão. Trouxe até erva-mate especial, bem amarga. E quem diria que a chuva daria uma trégua! Rolou um dia lindo no sábado. Aproveitamos para ver Joinville lá do alto.
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão

Já com a Gabi, outra amiga do yoga, conhecemos a chopperia Expresso, noite animada com show da banda El Niño, do surfista catarinense Teco Padaratz. Gente, temos um Jack Johnson manezinho!
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:

Me leve até o fim

Após dois dias na maior cidade do estado, visitamos pela primeira vez São Francisco do Sul, a mais antiga de Santa Catarina.

Me leve até o fim

Samba de raízes no Mercado Municipal, almoço gostoso no restaurante “Virado no Alho”, caminhadas no trapiche e o inesquecível Museu Nacional do Mar que, de tão TOSCO, nos fez até chorar de tantas risadas. O interessante mesmo é o barco usado por Amyr Klink naquela travessia a remo de 100 dias entre África e Brasil. A aventura rendeu um livro bacana, que recomendo e tenho para emprestar.
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções

Voltar para a terra natal é ter a oportunidade de rever amigas queridas, como a Naomi, Mariane (a-mei os presentes!!!) e Gedria, chegar saltitante pedindo para a tia Norma fritar banana para comer com canela no pão, dançar com a banda Tempestade em Balneário Camboriu, dar um beijo na Dona Rute, sempre sentadinha na beirada da janela da cozinha, fumando o seu cigarro e contando histórias singelas de 86 anos de vida.
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons

Na bagagem de volta para Sampa, trago tudo isso, absolutamente emocionada.

Mesmo porque estou falando grego, com sua imaginação...

(Choro Bandido, by Chico Buarque. Fotos by Carline)

Sunday, July 26, 2009

Joinville com a mana

Me despeço da terrinha gelada hoje, rumo a Sampa. Ao fundo, a Baía de Babitonga.

Monday, July 20, 2009

Exigir que professor de yoga tenha graduação em Educação Física é o ó

Comissão aprova restrições para conselhos de Educação Física

"A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta quarta o Projeto de Lei 1371/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que determina que os conselhos regionais e federal de Educação Física não podem fiscalizar e nem exigir o registro de profissionais de dança, capoeira, ioga, artes marciais e pilates. Para o relator da proposta, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que é formado em Educação Física, a atuação dos conselhos é equivocada desde o ponto de vista cultural.

Na sua avaliação, há uma nítida diferenciação no ensino dos profissionais de dança, que é feito em suas faculdades específicas, e os conteúdos que são desenvolvidos nas escolas de educação física no tocante à dança e às atividades corporais.

Nova regulamentação
"São duas questões distintas. Acho que fizemos justiça e estamos reconhecendo agora a necessidade do próximo desafio: que é desmembrarmos a lei que regulamenta a profissão de artista, que tem mais de 40 anos, com uma nova proposta de lei para a profissionalização da dança no Brasil", informou o deputado. "É um compromisso que nós temos e vamos apresentar a partir de agosto." Profissionais da dança que acompanharam a votação aplaudiram a aprovação da proposta. A principal queixa desses profissionais é a de que os fiscais dos conselhos buscam fechar academias de dança porque os profissionais não são formados em educação física.

Tramitação
O projeto ainda será analisado, de forma conclusiva, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania."

Fonte: Aliança do Yoga


Meus comentários: comemorei a decisão! Acho que uma faculdade de Educação Física pode contribuir bastante para o trabalho de um professor de yoga, principalmente porque se estuda anatomia, fisiologia do movimento, entre muitas disciplinas que focam o funcionamento físico do corpo humano. Não tenho a intenção de desmerecer o curso de Educação Física, mas vincular, de forma obrigatória, o mesmo para a arte de ensinar yoga é absolutamente ridículo. Primeiramente porque o Yoga em toda a sua plenitude vai muuuuito além dos exercícios físicos. Em vez de nos aprofundarmos em Yamas, Niyamas, Dharana, Dhyana (etc), teríamos que aprender técnicas de handebol, futsal, natação, atletismo e futebol??? Ah, me poupe!

Ah, nós, os ocidentais!

Sunday, July 19, 2009

Ferry boat de Navega Beach





Passo alguns dias visitando família, amigos e cidades de Santa Catarina.

Aqui, eu e Naomi registramos a nossa longa viagem de três minutos: travessia entre Navegantes e Itajaí.

Até breve!

Pequeno marco ambiental

Por meio de clicks quase que diários, "minha floresta" completou o marco de 500 mudas plantadas!

A de hoje será destinada à Fazenda Novo Destino, em Assis (SP). Plante árvores você também pela internet: www.clickarvore.com.br.

Namastê.

Thursday, July 16, 2009

Porque somos grandes amigas, simples assim

O primeiro traço.
Ouvindo e cantando mantra.... Gate Gate Parasamgate ...
... Bodhi Soha!

Special flame design just for us by Ubathan.

A vez da chuchuzinha Cilenita.

Tranquilaça...

Special flame - second part.

Simples assim.

Mais "Alma Imoral", de Nilton Bonder, para celebrar esse momento...

Conterrâneos de alma

“Aquele que experimenta o exílio e chega a uma terra alienígena, nada tem em comum com as pessoas daquele lugar e ninguém com quem conversar. Mas, se um segundo estrangeiro chegar, mesmo que ele seja de um lugar totalmente distinto do primeiro, os dois possuem muito em comum e se identificam, criando vínculos de forte amizade. Se não forem estrangeiros, eles jamais teriam conhecido tão forte amizade e ligação. (...)


Aqueles que se permitem as transgressões da alma com certeza são vistos e recebidos pelos outros como estrangeiros. Os que mudam de emprego radicalmente, os que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, os que se libertam e os que rompem experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto “forasteiros”.

(...) É a pessoa acomodada que muitas vezes experimenta a depressão, pois ela sim se descobre solitária. Para aquele que está parado em relação à própria vida, de repente todos terão se deslocado. O acomodado terá para sempre o pânico da solidão, pois mesmo outro acomodado é um potencial “traidor” dos ideais estabelecidos pelo corpo. O traidor se desloca pela vida com mais segurança e, em cada local, cada porto, cidade ou lugarejo encontrará um forasteiro como companhia.