Parabéns, Cilene!
Photo by Carli, reveillon "Eu mereço" 2010/2011 em SC
Na busca diária pelo Caminho do Meio.
"Richard Gere Speaks Out Against Chinese Occupation In Tibet
Me encantei ao ver essa foto tirada pela querida Márcia Hirota, da S.O.S. Mata Atlântica. Não dá uma sensação de contentamento para este fim de semana?!
Vários encontros para partilhar yoga e chá resultaram no Espaço Respire, que eu, Erika Kobayashi (jornalista e editora do http://www.cerimoniadocha.com.br/) e Flávia Sakai (arquiteta e designer) organizamos durante a Virada Sustentável (4/5/11), no belo espaço da Casa das Rosas, em Sampa. O frio intenso não espantou os participantes.
Erika nos conta que a Cerimônia do Chá surgiu no século XVI no Japão e tem como grande referência o mestre Sen Rikyu, que introduziu o conceito de ICHI-GO ICHI-E (literalmente “Uma única vez, um único encontro”).
Mais do que um ritual complexo influenciado pelo Zen Budismo, com uma série de passos e movimentos rigorosamente concebidos para serem precisos e um espaço englobando alguns elementos, a Cerimônia do Chá é a arte de celebrar um encontro único entre anfitrião e convidado(s) reunidos para degustar um bom chá.
Os quatro preceitos da cerimônia são: Harmonia, Respeito, Pureza e Tranquilidade.
A tranquilidade começa pelo relaxamento de nosso corpo. Por isso, ensinei exercícios práticos para que o movimento da respiração aconteça de forma plena, preenchendo as áreas abdominal, torácica e do alto do peito. Nosso bem-estar está intrinsecamente relacionado à nossa respiração.
O que significa respirar melhor? Basicamente é não respirar encurtado, fechado no peito, o que geralmente acontece no nosso cotidiano agitado. Conectando com a respiração, podemos relaxar o corpo e a mente, de forma a apreciar mais a vida.
A cultura japonesa ensina a importância da valorização do presente e a atenção constante. Buscando o nosso bem-estar individual, acabamos proporcionando um coletivo mais harmônico.
Inspire. Expire.
Relaxe.
E as estudantes de jornalismo da PUC arrasaram no modelito Profissão Repórter. Na minha época de UFSC, éramos tão mais ripongos... he he he
" Cultivando a si mesmo, cultiva-se o mundo".
Palavras da Erika: “Foi surpreendente como em uma tarde fria, 60 pessoas se reuniram em plena Avenida Paulista, para respirar, degustar um bom chá, trocarem entre si e apreciar a beleza de coisas simples. Foi um silêncio tocante e uma inspiração para quem busca qualidade de vida e de relações”.
Esta aqui é a caneca tradicional usada pelos japoneses. No evento, todos trouxemos o nosso próprio recipiente, com as nossas próprias marcas e lembranças.
Incensos, claro! (Foto conceito do Dudu) 
Pequenos marcando presença (e com pernas cruzadas já na postura completa do lótus)

A Perséfone querida, companheira de preparativos da Virada Sustentável, também compareceu!
Agradecemos pelo apoio recebido da Inti Zen, The Gourmet Tea, da equipe de produção da Casa das Rosas (valeu, Beto!) e do João Nemeth, da FF Produções Artísticas, que nos cedeu o linóleo para forrar o chão. A Japonique também doou uma série de canecas estilizadas, que foram sorteadas. As parcerias se estabeleceram com base na gentileza.
A cerimônia terminou com um passeio pelo jardim, no qual Flavia explicou sobre o “wabi sabi”: “É um conceito estético que significa a beleza do imperfeito, do efêmero, do inacabado.
Tudo que tem uma história por trás se torna mais belo.
E todo encontro é capaz de promover transformações.
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