
Há pessoas que não curtem comemorar aniversário. Pois bem, eu comemoro por elas então!
Hoje é um dia que, inevitavelmente, faço aquele balanço de reveillon. O que eu já vivi, onde posso melhorar e, principalmente, de que forma posso retribuir todas as bençãos que vivo recebendo.
Afinal, completo 29 anos e ainda tenho meus pais vivos, irmãs que me dão muito orgulho (a Kelly conseguiu doar a medula óssea e salvou uma vida e a Cinthia tá esforçadíssima no estágio de nutrição no Texas), tenho saúde (o ombro com tendinite não conta pois já está 90% curado), um namorado que amo e que me ama (Tuti! Tuti! Tuti!), uma sede inesgotável de conhecimento que me enche de energia em busca de novos projetos, tenho o Dharma que confio (ensinamentos budistas que me tocam profundamente... Tudo é impermanente!) e muitos, MUITOS amigos... Dudu, Paulitcha, Cilene, Carol, Camilinha, Tati, Gil, Vivi, Mariane, Talia, Naomi, Dani Zen, Dani Barbará, Walter, Juju, Andrea, Iracema, Rita, Silvia, Paula Rozin, Pepe, Mick, Michellè, Eliza, André, Renata, Scheilla, Lu Tie, Marco, Francine, Fabi, Flavia... e a lista seeeeegue.
Repetindo o título: hoje, eu só tenho a agradecer! Porque o todo de vocês reflete o que sou. E inspira felicidade.
Encontrei um belo texto escrito pela fofa da Monja Coen. Na verdade, é uma lista de todo o aprendizado que ela adquiriu. Abaixo, seleciono os trechos que, aos 29 anos, eu posso dizer "eu sei!"
"Hoje eu sei
Hoje eu sei que a compaixão é capaz de transformar o mundo e transformar o ser.
Hoje eu sei que é possível "musculação de neurônios" através da meditação e do pensamento amoroso, terno, inclusivo, compreensivo, sábio.
Hoje eu sei que não sei, que não há nem mesmo um "eu" que sabe e não sabe.
Hoje eu sei que somos co responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e que não adianta reclamar, é preciso agir para transformar.
Hoje eu sei que a juventude passa, os amores passam, a velhice passa, os desamores passam. Tudo é transitório e passageiro. O que se une inevitavelmente se separa. E assim é.
Hoje eu sei que a pessoa mais forte é aquela que se bende primeiro - assim como o bambu - flexível.
Hoje eu sei que é preciso sentir, que a indignação é uma alavanca para as grandes transformações e que as grandes transformações são feitas de pequenos gestos simples no dia a dia.
Hoje eu sei que a vida vale a pena ser vivida em sua plenitude deste instante eterno.
E tudo que temos é este instante. Aqui e agora.
Mãos em prece
Monja Coen" (leia o texto completo).
Direto do túnel do tempo: meu aniversário em em
2004 (na Inglaterra, jogando paintball e bebendo com meus amigos do Blue Bar) e em
2005 (no Grazie a Dio, em Sampa)
Foto: www.fotolog.com/buddha