Sunday, March 14, 2010

Meditação, Rodin?

Vi recentemente no MASP uma bela exposição sobre o Romantismo, que - como você deve suspeitar - vai muito além do amor romântico entre pessoas. É o estado elevado de levar a vida em sua plenitude.

"O mundo precisa romantizar-se. Assim reencontraremos seu sentido original (...) Dando ao lugar comum um significado mais elevado, ao vulgar um aspecto misterioso, ao familiar a dignidade do desconhecido, ao finito uma aura de infinitude, eu o romantizo", Novales.


Em uma parte que falava dos estados mentais, encontro uma das esculturas do francês Rodin, cujo título me chamou muita atenção. "Meditação"?! Uma moça nua tocando o mamilo esquerdo com a mão e beijando o seu antebraço direito?
P.S: Alguns dias depois de escrever isso, penso: e por que não meditar assim?

Blogs blogs blogs

No início do ano, muitos amigos do yoga aproveitam para ir para a Índia fazer cursos, retiros e vivências.

Rishikesh, com suas águas límpidas da nascente do rio Ganges, virou o point de encontro da comunidade zen... algo como Campos de Jordão no inverno (he he he... sei que a comparação é indevida, mas não resisti).

Seguem blogs muito bacanas para quem quer acompanhar notícias do Zen World.

Os três primeiros ainda estão por lá (Renata e seu namorado Bruno e o Atilio), a Dani acaba de voltar e os demais são outros blogs que acompanho sempre. Namastê!

Renata Mendes
http://actveda.blogspot.com/

Bruno Jones
http://issoeyoga.blogspot.com/

Atilio Baroni Filho
http://conhece-te.com.br/

Dani Santa Rosa
http://www.daninaestrada.blogspot.com/

Cacau Peres
http://aspiranteayogini.blogspot.com/

Herica Sanfelice
http://www.herica.com.br/blog/

Yoga pela Paz
http://yogapelapaz.blogspot.com/

Pedro Kupfer
http://yoga.pro.br/inicial.php

Thursday, March 11, 2010

É difícil escolher no presente o que talvez aconteça no futuro

Uma sábia atitude nessas fases de transição de vida é manter-se aberta.
- Novas oportunidades, sejam bem-vindas, a casa é de vocês.

Dar chance ao desconhecido, ou pelo menos uma reflexão serena se vale mesmo a pena. Respirar antes de aceitar ou recusar de primeira mão. Fala sério, como é difícil. Ou só acontece comigo?

Como a gente quer logo preencher esse espaço aparentemente vazio com atividades, como é difícil manter-se nesse limbo com tons ora irradiantes, ora opacos.

Libriana´s talk
Faz quase uma semana que fiquei sabendo que importantes projetos que estava engajada e que começariam imediatamente não vão mais rolar. Outras ofertas, porém vem aparecendo, muitas fora de São Paulo. O que será melhor para mim? Financeiramente? Que toca o coração? Será que dá para coordenar duas delas ao mesmo tempo e ainda ter tempo para mim? Talvez comece em abril? Era para ontem? Ou uma ou outra? Mas qual?

Oráculo
Penso no que eu tenho agora de concreto, além das dúvidas. Hã?
Decido agendar um mapa astral com a Lama Tsering, que comanda o centro de budismo tibetano Odsal Ling. Apesar de nunca ter pensado em fazer nada desse tipo, o desejo soou como bem racional, como a coisa a ser feita. Já ouvi vários ensinamentos muito profundos da Lama, que é, digamos, bem direta ao ponto (uma versão Vajrayana de Carolina Cordioli). Me conforto com a ideia de ter uma espécie de oráculo divino, com pontuações cósmicas, para me ajudar nas escolhas.

A assistente da Lama me liga avisando que o encontro terá que ser reagendado para a próxima quinta-feira, a não ser que fosse uma "emergência". Bom, pensei, se consegui sobreviver 32 anos sem nenhum mapa astral, não devo precisar de um pronto-socorro espiritual nesses sete dias. Respiraremos até lá, refletindo sobre a impermanência, o não-controle de tudo, os yamas e niyamas do yoga, o caminho óctuplo budista. Tenho um longo repertório de teorias a ser praticado.

Desencontros
Muitos amores começam no ocaso, naquela coincidência mágica de ambos estarem em um mesmo lugar dentre tantos outros que poderiam ter escolhido. Os desencontros de momentos de vida, que resultam em separação, porém, faz a gente desdenhar a magia e sentir aquele gosto meio-amargo de frustração. Por que Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca?
Sinto muito, mesmo.

Foto by Carline Piva, em Porto Belo (SC). Caminhando na praia, também questionando escolhas

Rapidinhas tecnológicas

#A minha gerente do banco, sabendo que sou jornalista, me pergunta, animada:
- Você tem twitter?
- Sim. Por que?
- Você segue o William Bonner?
- (É óbvio que...) Não. Eu seguia a Miriam Leitão, mas cansei por ela ser tão workaholic e twittar feito o último dia de sua vida. Por que?
- Ele é muuuuuuuito mais descontraído ali do que apresentando o Jornal Nacional. Ontem mesmo queria opinião para saber qual gravata usar. Colocou até três fotos para a gente ajudar a escolher a cor.

(céus.com.br!)
Quer ajudar a escolher a cor do meu legging de yoga? Follow me, just follow me: @carlinebrasil

#Com tanta matéria interessante neste mundo, vamos perder oito aulas da pós-graduação "debatendo" metodologia científica para projeto de pesquisa. Isso é pré-era do Google, minha gente! Não é a toa que os botecos ao redor da Faculdade de Sociologia e Política estavam lotados nessa quinta-feira calorenta.

Eu vim pra casa logo, na esperança de dormir cedo, pois acordei cedo pro yoga (hoje) e acordarei cedo (amanhã) para a sessão de meditação. Tomara que conjugar o verbo acordar, em vez de beber, me garanta um atalho à iluminação.

Monday, March 08, 2010

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça." Cora Coralina


Antes de eu ligar o skype para desejar Feliz Dia Internacional da Mulher, minha mami me ligou no celular, desejando o mesmo. Tão amorosa e acolhedora, como sempre.

A Maria Marlene é certamente a mulher mais importante do meu mundo.

Foto by Dirceu Piva, na pracinha do centro de Brusque, em outubro de 2008

Sunday, March 07, 2010

Cerejeiras

Vivi tantos sentimentos contraditórios no fim de semana. Notícias tristes por um lado, que me fizeram soluçar, mas também acontecimentos repletos de beleza e amor.

Os diálogos do filme "Hanami - Cerejeiras em flor" continuam indo e vindo da mente. Sinto vontade de abraçar meus pais e a Cilenita. E de colocar a mochila nas costas e conhecer a República Tcheca, o Tibete, as cavernas do Vale do Ribeira, o Pico da Neblina...

Foto by Carli, no Parque do Ibirapuera (sim, há cerejeiras por lá, floridíssimas em agosto)

Atentado a bomba em Pune, cidade onde vive Iyengar

Cheguei para praticar yoga no sábado e soube do atentado com vítimas fatais na cidade onde está localizado o instituto de B.K.S Iyengar. :(


Saiu na Folha Online:
"Grupo dissidente paquistanês reivindica ataque na Índia, diz jornal

Um grupo radical até então desconhecido, que se anuncia como dissidente da organização paquistanesa Lashkar-e-Taiba, reivindicou o atentado a bomba de sábado passado (13) que matou nove pessoas em um restaurante na cidade indiana de Pune, informa o jornal "The Hindu".

A bomba, deixada em uma bolsa em uma padaria popular da cidade de Pune, feriu ainda 60 pessoas e pareceu ter turistas como alvo.

O jornal relata que seu correspondente em Islamabad foi contatado por telefone por um homem que se apresentou como porta-voz de um grupo chamado Lashkar-e-Taiba al Almi e que reivindicou o atentado com bomba.

O homem disse ao jornal que o atentado foi uma resposta à recusa da Índia de incluir a questão da Caxemira na reunião com o Paquistão programadas para 25 de fevereiro --que encerrará mais de um ano de relações bilaterais suspensas, desde os atentados de novembro de 2008. (...)"

Friday, March 05, 2010

Sexta-feira, com atenção plena no trabalho

Inspire-se também!
"Uma tarefa rotineira feita com toda a sua energia é mais gratificante do que um envolvimento parcial com um projeto que o requisite mais. Você descobrirá que o que faz a diferença, no seu trabalho, é a atitude que tem ao fazê-lo. Assim que se tornar mais eficiente em fazer bem coisas simples, poderá melhorar sua capacidade de planejar e de estabelcer metas criteriosas, conseguindo, então, alcançar objetivos mais complexos, com facilidade", Tarthang Tulku


O tempo foi escasso durante a semana para escrever no blog, mas deixo aqui a dica para o seu fim de semana: El Secreto de Su Ojos, o filme argentino que concorre ao Oscar. Te prende do início ao fim :0)

Namastê!

Meditação sobre a morte em ex-casa funerária

Saiu no The New York Times (Obrigada por compartilhar João e Franca).

Único comentário possível: ah, os americanos!
"What happens to a funeral home when it’s no longer a funeral home?

For Ava Gerber, who recently bought the Robert F. Cranford Funeral Home near Fort Greene Park on DeKalb Avenue, the answer was obvious: turn it into a yoga studio.

Then, bring students to the embalming room and help them meditate on death.

“You couldn’t really do effective death meditation unless you were in a funeral home,” said Gerber (grifo meu: será????!!), who has owned Lucky Lotus Yoga since 2005 and relocated from a location a few blocks away early this year. “Who would come to a death meditation in a regular studio?”

Death meditation has long been part of Tibetan Buddhist culture. Despite its name, it isn’t meant to be morbid. Instead, the practice allows people to confront death so they can live each day to the fullest. Traditionally, meditation took place alongside a corpse, which is why Gerber opened her studio in a space with an embalming room.

Early in February, during the studio’s second death meditation class, Gerber perched on a pillow in the darkened basement room, lit by a flickering candle. She reminded the class that the blood of hundreds — “maybe thousands” — of bodies had run through the room. Then, cutting through the still in staccato rhythm, she described a scene to a group of five students:

A little girl chases a ball. The girl runs onto the road. The girl dies... "

Leia o texto na íntegra, clicando aqui. (A foto eu surrupei da matéria)

Monday, March 01, 2010

Novos começos, com eventuais rupturas (mais ainda?)

Hoje começou o segundo ano do meu curso de Psicologia (Budista Tibetana). Estou curiosa para descobrir o que restará da minha auto-imagem em 2011. Apenas curiosa. Preocupada, não.

Depois do Ponstan 500 mg de café da tarde, vi cores violetas e turvas bem simpáticas. A gente só lembra o quão fantástico é viver sem dor após um dia de cão desse. Frase de início da semana: Let's not take life and health for granted.

Segundona Buscopan

Passei a noite com uma das piores crises de cólicas menstruais já sentida. Nessas horas, ainda mais com o friozinho da noite, me pergunto se alguma yoguini já levantou da cama para "relaxar" em uma sequencia de supta padangusthasana e todas as demais posturas indicadas para esse período. Duvido! Bem, se for esse o seu caso, por favor me mande um e-mail para entrar nas minhas estatísticas de heroína.

Eu espero algum dia conseguir. Por ora, me remexo na cama, pergunto mas por que eu, universo?, xingo por nunca ter comprado uma bolsa de água quente, mesmo morando em cima de duas farmácias, faço massagens na barriga (é louco pereceber tão nitidamente o oblíquio tensionado por conta da dor) e, hmmmmmmmm, me entupo de Buscopan (que ontem resolveu não fazer o tão esperado efeito imediato).

Lembrei de uma piadinha dita pelo amigo Mick...
- Sabe por que as mulheres têm TPM e cólicas?
- Porque elas merecem!

Saturday, February 27, 2010

Contação de histórias infantis budistas

Nada como um sábado bem diferente. Acordei às oito, já muito disposta para o grande desafio do dia: encenar dois contos budistas para uma plateia de crianças, praticamente sem ensaio. A minha parceira de contação, a Mila, infelizmente ficou doente na semana prévia, e a amiga e super atriz Francine Brandão, com toda a sua generosidade, topou entrar em cena no último minuto.

Ainda faltava terminar de preparar figurino, cenário, memorizar as falas e ensaiar. Para surpresa minha, chegou pelos Correios um lindo e grande papagaio de pelúcia do Cocoricó, enviado pelo Felipe, absolutamente amável! Anteriormente, havia tentado uma campanha no MSN para angariar o bichinho emprestado, mas sem sucesso. MUITO obrigada, pelo presente, querido! As crianças vidraram no papagaio.

Às três da tarde, os pequenos começaram a chegar; escreveram o nome e pintaram os crachás.
Este aqui é o Artur, o fofurinho filho da Andrea Moreiras e do Eduardo.

Este aqui é o serelepe Guilherme, neto da Márcia Regina.

A primeira história que eu e Fran contamos era O Papagaio e a Figueira
, um conto budista escrita pelo lama tibetano Tarthang Tulku, que fala sobre a importância da amizade.
Adaptei o roteiro para incluir mais a participação das crianças, a fim de criar um bosque cheio de frutas e animais. Tamanduá-bandeira, bicho preguiça, rinoceronte, ursinho... uma floresta inteira de bichinhos de pelúcia. Rolou também yoga (claro, sou suspeita) ...as posturas do gato, da cobra e do cachorro olhando para baixo.
Aqui, o temível ataque da onça-pintada. ROARRRRRRR

Os malabares (resgatados da minha ex-fase raves e música eletrônica) ajudaram a demonstrar as ondas de felicidade do papagaio perto da sua amiguinha figueira.
Depois do intervalo com mais desenhos para pintar, passeio pelo jardim e sessão pipoca, apresentamos a adaptação do Conto Jataka Moedas de Ouro. O irmão mais novo (eu, como Ivinho) tenta sacanear o irmão mais velho (a Fran, como Ivan) roubando mil moedas de ouro.

A protetora do rio (eu também), no entanto, tocada pela generosidade de Ivan, consegue reverter o crime. O irmão egoísta arrepende-se e as moedas de ouro, no caso eram de chocolates, são compartilhadas com todos.


Final feliz. Música e roda de ciranda para comemorar!

Enquanto os pequenos de quatro, cinco anos, participaram ativamente das brincadeiras, os de sete para cima, apesar de ficarem atentos durante a contação, fizeram questão de não participar de nada, até com um ar ofendido de serem chamados para atividades “infantis”. Já são “mocinhos”, sabe?

A experiência contribuiu para matar um pouquinho a minha saudade de fazer teatro. Está aí uma carreira de story teller a ser explorada (algum dia, quando eu conseguir arranjar mais 10% de tempo no meu dia :)
Para saber mais (e adquirir) Contos Jataka, clique aqui, no site da Editora Dharma.

Sabadão terminou com a deliciosa pizza caprese do Braz, em homenagem as aniversariantes Jennifer e Ana Maria.

Namastê! É sempre bom inovar.


Fotos by Mila Parente.

Thursday, February 25, 2010

Amor pelo yoga

Bharadvajasasana, variação com cadeira.
Trikonasasana.

Indra e Carli :)

A busca pelo alinhamento corporal tem como foco refinar a consciência para que o praticante esteja mais atento ao momento presente. Além de manter o corpo saudável, a prática regular de Iyengar Yoga, com asanas e pranaymas (exercícios de respiração), contribui para a integração de corpo, mente e emoções, promovendo mais equilíbrio interior, saúde, bem estar e qualidade de vida.

Wednesday, February 24, 2010

Quinta, sexta e sábado

Compartilho a programação gratuita que está sendo oferecida em homenagem aos 25 anos do Instituto Nyingma do Brasil.
Uma amostra dos vários cursos disponíveis de desenvolvimento humano:

25 de fevereiro (quinta) - à noite

▪ Prática de Meditação Nyingma (19h-19h40)

▪ Introdução ao Tibetano Clássico (19h-19h40)

▪ Palestra “Transformando as tensões” (19h45-20h30)


26 de fevereiro (sexta) - à noite

▪ Prática de Kum Nye -Yoga tibetano (19h-19h40)

▪ Debate “Abrindo-se para o desconhecido”(19h45-20h30)

▪ Palestra “Como trabalhar com mais foco e atenção plena"(19h45-20h30)


27 de fevereiro (sábado) - à tarde

▪ Contação de histórias infantis com temas budistas. Levem as crianças! (15h30-16h30)

▪ Palestra “Introdução ao Budismo” (17h-18h)

▪ Prática de Kum Nye -Yoga tibetano (16h-17h)

▪ Arte Sagrada: Significado e vivência prática (17h-18h)


Foto by Carli

Saturday, February 20, 2010

Aula de retroflexões yóguicas e sol pela manhã. À tarde, tempo nublado e as 20 últimas páginas de livro. À noite, todos os gatos são pardos.

"Sinto sua falta como se pode sentir falta de uma velha cicatriz ou perna de pau, algo deformador mas característico. Com o David antigo, a gente sabia onde estava. E com ele, eu jamais senti qualque constrangimento. Senti desespero fatigado, claro; um ocasional gosto ruim na boca, certamente; surtos de irritação quase constantes, mas jamais constrangimento.

Eu já me acostumara com o cinismo dele, e em todo caso hoje somos todos cínicos, embora só agora eu reconheça isso direito. O cinismo é o nosso idioma comum, o esperanto que realmente deu certo, e embora eu não seja fluente nesta língua - pois gosto de coisas demais e não invejo um número suficiente de pessoas - dá para me virar.

Além disso, hoje em dia é impossível evitar completamente o cinismo e o sorriso de deboche. Em qualquer conversa atual - sobre a eleição para prefeito de Londres, Demi Moore, ou a matéria da Posh sobre David Beckham, digamos - temos a obrigação de demonstrar nosso azedume, simplesmente para provar que somos pessoas adultas, cosmopolitas e profundas."

Terminei o Como ser Legal, de Nick Hornby. Obrigada pelo empréstimo, Ci!

Muito, muito bom. O trecho acima é da página 169. Fica aqui a dica para as horas em que você consegue fugir das leituras que contribuirão para a sua carreira.

Wednesday, February 17, 2010

Procurando pela Iluminação? Searching for Enlightenment?

Vire na primeira à direita!
Take the first right!

Photo by Carline Piva, on Texas, USA.

Coldplay

Alguém topa ir no show do Coldplay?

Dia 02 de março, no estádio do Morumbi. Ainda tem ingresso à venda. Me escreva.

Tuesday, February 16, 2010

Orgias carnavalescas?

Alalaô, mas que calor!
Aproveitei meu reveillon (vide postagem do domingo) para descansar, dormir cedo e por longas horas. Acordar sem despertador. Ler, largada na rede, Como ser legal, do Nick Hornby, e gargalhar sozinha. Ver aquelas provas esquisitas das Olimpíadas de Inverno de Vancouver, fala sério o que é aquele biatlo? E as roupas justas, parecendo pererecas? E o público em pé, ao ar livre, com neve caindo na cabeça?

Além de adorar ver luzes de decoração natalina, confesso que sou também piegas o suficiente para AMAR patinação artística. Quanto mais dobrinhas esvoaçantes nas roupas, melhor. Música dramática com seus altos e baixos, piruetas aéreas, frustração compartilhada quando os atletas caem de bunda no chão. Céus! Depois de QUATRO anos ensaiando!!!

Ah, São Paulo
Sim, a gente esquece que além dos 10 milhões que se mataram em deixar a cidade para aproveitar o feriado de sol escaldante, outros tantos milhões ficaram - e também decidiram ir ao cinema. Tudo esgotado para Avatar, novamente. Dessa vez, meu plano B foi ver Amor sem escala, com George Cloney (o meu plano B anterior havia sido Sherlock Holmes). Apesar de o nome sugerir uma comédia romântica tolinha, o filme é uma crítica bem construída sobre o estilo consumista da cultura norte-americana e o significado dos relacionamentos de hoje, principalmente o valor (ou não) do casamento. Gostei. Não esperava muito. Enquanto as atrizes esticam-se até ficarem deformadas, cada nova ruga no canto de olho do Clooney deveria lhe render um Oscar na categoria charme. Não é demasiadamente cruel esse padrão estético feminino?

"Cante lá, que eu canto cá"
Além dos cinemas, os teatros também estavam bem cheios, mas consegui ingresso para ver Concerto de Ispinho e Fulô (Cia. do Tijolo), que retratou a cultura nordestina com proeza. Deu para ficar tocada pelo drama da seca, emocionada com os poemas do cearense Patativa de Assaré, e animada com forró, Cajuína e cachaça, servidos para a plateia.

"(...)Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
(...)
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá."

(...) Patativa do Assaré

Amanhã, após o meio dia, começa o "expediente útil" do Ano do Tigre de Ferro.

Eu estou preparada.

Quando a sinceridade arruinou minha eventual carreira de modelo

Essa eu nunca parei para contar no blog. Mas merece.

Aconteceu em 2009. Ao entrar no vagão do metrô Vila Madalena, um rapaz com bolsa fashion de botões purpurinados se apresenta como scouter. O barulho dos trilhos me faz ouvir stalker, que em inglês significa perseguidor.
- Como??!

Ele me entrega um cartão. Leio scouter. Pergunto que catzo é isso?
Bruno me responde com uma outra pergunta.
- Você não sabe o que é scouter?
Apenas olho atravessado. Ele resolve explicar. Vai que eu desço na estação Clínicas?
- No mundo da moda, é como chamam os olheiros. Você já trabalha como modelo?
Me questiono se o Maníaco do Parque também se apresentava como scouter.

- Nunca. Digamos que, bem, não faz o meu estilo.
- Eu insisto para que você fique com o meu cartão. Venha fazer uma entrevista na Bravo Model, fica na Vila Madalena. Trabalhamos também bastante com eventos. Você vai gostar.

Acabei dando o meu cartão para Bruno. Uma semana depois, a Bravo Model me liga, marcando o encontro. É óbvio que eu não perderia essa experiência antropológica por nada. Ainda mais tão pertinho de casa. Passei até rímel naquela manhã. Para impressionar.

Na recepção (preciso detalhar que era fashion?), duas adolescentes acompanhadas pelas respectivas mães olhavam para tudo, curiosas e esperançosas. Elas não eram nenhuma Gisela Bündchen. Muito menos eu. Mas eles também não eram nenhum Ford Models. Cada beldade tem a agência que merece, e vice-versa.

Muito simpática, a recepcionista pediu para eu preencher um questionário, com meus dados pessoais e a seção Responda sinceramente:

“Você tem cicatriz? Onde?

Você tem tatuagem? Onde?

Você tem manchas?

Você tem pintas?

Você tem celulite?

Você tem estrias?

Você tem espinhas?

Você tem cravos?

Você se depila?

Você aceita tirar fotos de biquínis? Caso contrário, por quê?”

Marquei SIM sinceros em todas as alternativas, exceto na última. Deixei em branco as medidas do quadril, cintura e busto.

Em outra sala, passei para a fase de entrevista. A produtora tinha uma fita métrica. Minhas medidas não vêm ao caso.

Colocou os óculos (fashion) para ler as respostas.
- Mas você tem celulite “normal”, correto?
- Olha, no questionário as opções eram sim e não, sem o detalhamento “normal” ou “cascona de laranja”. Eu considero “normal”, ainda. Depois dos 30 a casa começa a cair, você sabe. Há-há-há. Ela não achou a tirada engraçada. Pelo menos não pediu que eu abaixasse as calças para a averiguação.

Qual seria o próximo passo? Alguma espécie de veredicto, do tipo você serve ou não para a coisa? Informariam os valores possíveis de cachê?

Nada. Fico sabendo que, antes de tudo, preciso contratar um fotógrafo para fazer um book profissional. Depois vou concorrer a um espaço no próprio casting da agência, que não aceita várias morenas altas com cintura xx centímetros, por exemplo. Algo meio United Colors of Benetton. Não podem dar nenhuma garantia de trabalho, como bem frisaram.

Para depois receber cachês iniciais de R$ 300 pilas (por um dia inteiro de trampo, não incluindo o custo da depilação e manicure), sendo que 30% ficam para a agência. Ou algo assim, não me lembro de todos os detalhes. Soou como “miséria do glamour”.

Isso é uma carreira ou um suplício?

Crédito da foto: blog Quero ser modelo!

Sunday, February 14, 2010

Tashi Delek, galera!

Hoje, em pleno carnaval brasileiro, os tibetanos comemoram o Losar, seu Festival de Ano Novo.

Trata-se do 2137º ano do calendário lunar tibetano, considerado o do Tigre de Ferro.

O marco serve para relembrar a verdadeira natureza da impermanência: tudo que nasce está predisposto a morrer. O período do Losar é muito propício para renovação, por meio de práticas de purificação espiritual.

Os budistas costumam ir aos monastérios fazer oferendas e participam de cerimônias especiais, no qual monges realizam danças típicas com grandes máscaras, simbolizando o triunfo dos bons espíritos sobre os maus. Todos se cumprimentam: Tashi Delek!—literalmente, "Boa Fortuna!"


Um casal amigo meu me convidou para amanhecer (de domingo para segunda) e meditar lá no belíssimo templo do Odsal Ling, em Cotia, mas eu preferi ficar no silêncio de casa. Na televisão, somente imagens das comemorações chinesas. Nem uma cena sequer do Tibete.
Crédito da foto: Indialine

Saturday, February 13, 2010

Para pais moderninhos

Repasso o lançamento do blog da n.magazine, revista independente do sempre amigo Eduardo Burckhardt. "Uma publicação que inspira, que desperta os sentidos, que resgata a nostalgia da infância. n.magazine, a revista para a nova geração de pais".

Até yo, Miss-zero-por-cento-de instinto-materno, me divirto com o conteúdo do blog +revista.
Essas fotos são do lançamento da publicação, em dezembro de 2009.



Eu e Paulinha bancando, com muito orgulho, as fãs número premium.
Clica, clica, clica! -> n.magazine

É claro que custa ser gentil




Após anos de distância, uma amiga minha (polonesa) dos tempos de Londres me escreve dizendo que o namorado (inglês) está em São Paulo e precisa de ajuda para deixar de ser extorquido por taxistas, gerentes de hotéis e tudo mais.
Acho espaço na agenda, repasso dicas turísticas, organizo um jantar na Vila Madalena para conhecê-lo, além da trupe de mais dez ingleses que viajava com ele, e, claro, aproveito para escrever uma carta e comprar um presente para ele levar para essa grande amiga. Ao escrever a mensagem, me emociono ao lembrar do nosso companheirismo, trabalhando e morando no andar de cima do The Cottage. Éramos bem irmãs.

O namorado voltou para Inglaterra. E, dela, nunca recebi sequer um e-mail agradecendo pelo presente e compartilhando as memórias resgatadas. A gente sabe que não se deve oferecer esperando algo em troca, mas essa minha amiga perdeu uma valiosa oportunidade de ser gentil.


E quantas vezes não fizemos o mesmo? Deixamos de acolher, de cuidar do que é significativo, por conta do trânsito, da correria, dos prazos do trabalho, da chuva do fim da tarde, da preguiça, dos humores instáveis da nossa mente.

Percebo que o mundo ao meu redor está, infelizmente, cada vez menos gentil. É cliente que sabe cobrar bem por prazos iniciais e depois some por meses sem dar retorno. É o salve-se quem puder no metrô das seis horas. São relacionamentos que começam no (delicioso) acaso das aventuras e depois desandam sem nem o esforço de uma conversa franca para levar a vida adiante com mais leveza e dignidade.

Porque, ao contrário do ditado, custa sim ser gentil. Custa tempo, principalmente. Para ir até a livraria, comprar um cartão, escrever uma mensagem verdadeira e ir até os Correios. Planejar uma viagem, escrever e-mails, ou simplesmente ficar horas no silêncio, dando colo para uma amiga em crise existencial.

Custa também dinheiro. Para mandar flores para a mãe, para trabalhar de forma voluntária.

Isso tudo surgiu quando refleti sobre a frase do Dalai Lama: “My religion is kindness” (Minha religião é gentileza). Não é sensacional? Não fala de rituais religiosos, Deus, deuses, moral ou de cívica. Pincela a importância da generosidade sem obrigação. De ser gentil como início, meio e fim.

Foto: prisma by Carli, fev 2010

Thursday, February 11, 2010

Quinta-feira

The Scientist. O retorno, running in circles.

This is my life

Descanse.
Aprecie os detalhes.

Acorde!
Saboreie.

Almoce com bons amigos.

Coma e beba carambola.
Deseje felicidades. Parabéns Mila!

Deixe-se invadir pela beleza.

Caminhe com os tornozelos na água.

Use chapéu e protetor solar.

Trabalhe, debaixo de sombreiros.

Mantenha o bom humor.

Desfrute da vista da janela do quarto.

Apaixone-se.
Ubatuba (SP), by Carline Piva, fev 2010

Tuesday, February 09, 2010

Respire...

“Como não sabemos na verdade o que está faltando em nossas vidas, somos incapazes de comunicar nossas necessidades claramente, o que pode nos levar a experimentar decepções e dor. (...) Longe de estarmos livres, somos aprisionados pela nossa falta de atenção plena, arrastados por ciclos aparentemente infindáveis de ansiedade e infelicidade. Passamos a girar em círculos, em busca de realização, sem nunca a encontrar; e esta procura se torna o padrão das nossas vidas.” Tarthang Tulku, em O Caminho da Habilidade (Atualmente faço leitura diária de trechos desse livro, que considero bem transformador).

A quem interessar possa: eu ainda não sei o que farei no feriadão, mas provavelmente será algo bem longe de folias carnavalescas. Ommmmmmmmmmmmmmmmmm

Foto by Carli, Ubatuba

Monday, February 08, 2010

Ubatuba

"As emoções passam rapidamente. Só o amor persiste, sem a influência do ritmo célere da vida.
Lentamente passamos pelos anos de nossa existência olvidando as emoções passageiras, preservando o amor que recebemos e que somos capazes de retribuir" Aymar Sperli

Foto: chapéu mexicano para sobreviver ao sol e o mar da Praia Brava. Carline, by Mila Parente

Friday, February 05, 2010

Fui para Ubatuba

... mas volto antes da chuva do fim da tarde deste domingo.

Ajudarei a equipe da Editora Dharma fazer o planejamento estratégico do ano.

Compartilhamos uma sábia teoria: discussões à beira mar rendem mais. Muito mais.

Convença o seu chefe aí.

Tuesday, February 02, 2010

Fui ao Rio de Janeiro

... mas volto antes da chuva do fim da tarde desta quinta-feira.