Saturday, September 11, 2010

Na presença de sequoias gigantes

Caminhar em uma floresta de sequoias é de tirar o fôlego pela sua magnitude. É como se esse potencial de natureza (com vida tão longa e com tamanho massivo) pudesse reduzir qualquer preocupação mundana à pequenez de uma formiga.
Por e-mail, a Débora Sanches (na foto, comigo) lembrou que faz um ano (jáááá) que estivemos juntas, explorando o Yosemite National Park, que fica ao sul de São Francisco, na Califórnia, e que o parque produziu um belo vídeo sobre a floresta de Mariposa Trees (duração de oito minutos).
Quem sabe sobra um tempinho neste fim de semana para você apreciar também?

Clique nas fotos para ampliá-las.


É preciso viver mais leve, meus caros. Oh, yeah.
Foto: a primeira é minha; a segunda é da Michele Van den Berg. Setembro 2009.

Friday, September 10, 2010

Curso de Iyengar Yoga - María Jesús Lorrio Castro

O querido Rodrigo, de Curitiba, abre o peito em uma variação de supta virasana com blocos debaixo das escápulas. O cinto nas pernas ajuda na rotação interna das coxas e a manter os joelhos unidos, principalmente quando a gente permanece por vários minutos nessa postura.
Foram dois dias intensos de curso.

No primeiro, estava super irritada com TPM e a professora não parava de dar comandos com sotaque espanhol... "Mete las escápulas para dentro. Mete mais, METE, MEEEETE". Sério, quase peguei os bloquinhos e tasquei nela. Afe, Universo, me proteja dos meus próprios hormônios.


Respirando.... A Maria é ótima. Exigente, porém engraçada. Gosto dessa combinação de personalidade.

Chegou o segundo dia. Terça-feira de feriado. Frio, chuva, trovões em Sampa. A menstruação desceu, as cólicas chegaram, o Postan chegou, a moleza tomou o meu corpo e a resistência mental imperou de vez.

Fiz o meu possível, aprendi o que foi possível e saí satisfeita. Chega de tentar "consertar a experiência" e esperar para um estado mais animado de ser para então aproveitar o curso. A vida é isso aí tudo também.
Abraço da Adri e da mitra Valéria, ao final.
O grupo reunido.

A Maria é a do centro, de camiseta laranja. Muchas gracias!

Vegetarianism, in the buddhist point of view

Convenhamos, é bem difícil a tarefa de explicar que você não come carne por compaixão e porque valoriza a preciosidade da vida (no caso, não somente a vida humana). O texto abaixo trata disso....

"All methods of Buddhism can be explained with the four seals – all compounded phenomena are impermanent, all emotions are pain, all things have no inherent existence, and enlightenment is beyond concepts. Every act and deed encouraged by Buddhist scriptures is based on these four truths, or seals.

In the Mahayana sutras, Buddha advised his followers not to eat meat. Not only is nonvirtuous to bring direct harm to another being, but the act of eating meat does not complement the four seals. This is because when you eat, on some level you are doing it for survival – to sustain yourself. This desire to survive is connected to wanting to be permanent, to live longer at the expense of the life of another being. If putting an animal into your mouth would absolutely guarantee na extension of your life, then, from a selfish point of view, there would be reason to do so. But no matter how many dead bodies you stuff into your mouth, you are going to die one of these days. Maybe even sooner.

One may also consume meat for bourgeois reasons – savoring caviar because it is extravagant, eating tiger´s penises for virility, consuming boiled bird´s nests to maintain youthful-appearing skin. One cannot find a more selfish act than that – for your vanity a life is extinguished. In a reverse situation, we humans cannot even bear a mosquito bite, let alone imagine ourselves confined in crowed cages with our beaks cut off waiting to be slaughetered, along with our family and friends, or being fattened up in a pen to become human burgers.

The attitude that our vanity is worth another´s life is clinging to the self. Clinging to the self is ignorance. And as we have seen, ignorance leads to pain. In the case of eating meat it also causes others to experience pain. For this reason, the Mahayana sutras describe the practice of putting oneself in the place of these creatures and refraining from eating meat out of a sense of compassion. When Buddha prohibited consumption of meat, He meant all meats. He didn´t single out beef for sentimental reasons, or pork because it´s dirty, nor did he say it´s ok to eat fish because they have no soul.”

Dzongsar Jamyang Khyentse, in What makes you not a buddhist.

Estou terminando este livro e recomendo muito aos interessados em entender mais sobre a filosofia budista. É um ótimo guia introdutório.
Foto by Carline Piva, Tucumã, na Ilha de Marajó (Pará), em 2005.

Emaho!

Sogyal Rinpoche em São Paulo, em novembro

O lama tibetano, autor do maravilhoso "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" conduzirá uma palestra e um retiro de meditação. As inscrições podem ser feitas pelo site do Centro de Budismo Tibetano Odsal Ling.

Programação

11/11 (EU VOU!)• A quintessência de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer - Um breve olhar sobre a sabedoria budista do Tibete e sua visão da vida e da morte.
Local: Espaço Hakka - R. São Joaquim, 460, Liberdade - SP (SP)

Abertura: 19h. Início da palestra: 20h.


13 e 14/11 • O que é realmente a meditação e como praticá-la
Aprendendo a acalmar nossa mente selvagem e descobrindo nossa mente de sabedoria.
Local: Templo Odsal Ling - R.dos Agrimensores, 1461 - Cotia (SP)

Foto divulgação do Odsal Ling.

Sunday, September 05, 2010

Life goes easy on me, most of the time...

"As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha

São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,


Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer coisa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente."
Fernando Pessoa (publicado em janeiro de 1925)

Fotos by Gardel, Yoga Pela Paz 2010

Saturday, September 04, 2010

Café da manhã orgânico

Três dicas gostosíssimas para quem deseja variar organicamente o cardápio do café da manhã.

1) O achado desta semana foi a linha de pasta de tofu da Ecobras. Experimentei o sabor "defumado" e é ótimo! Se o seu corpo é similiar ao meu, que sofre para digerir soja, uma alternativa recomendável é comer tofu, um extrato da proteína vegetal da soja obtido por meio de processamento mecânico e térmico. O blog da Ecobras, aliás, traz receitas interessantes, como strognoff de tofu.

Ponha na sanduicheira duas fatias de pão integral, com essa pasta defumada, queijo de búfala e óregano. Seja feliz.

2) Ah, o pão do WHEAT Organics ! O que degustei e recomendo de olhos fechados e nariz sentindo o cheirinho saindo do forno é o de cúrcuma, azeitonas pretas e alecrim. Exótico? Sim! E inesquecível.

3) Eu gosto de trocar a manteiga ou requeijão por tahine, pasta pura de gergelim. Além de ser muito nutritivo, combina super bem com pão. Apesar de ser bem famosa a marca Istambul (que vem em uma latinha), não curto o gosto. Fui testando outras e adorei a marca Byblos.

Bom apetite!
* Food Revolution, by Jamie Oliver
Acompanho na GNT a campanha "Revolução da Comida" que o jovem chef inglês Jamie Oliver lidera nas escolas norte-americanas, com o objetivo de trocar o horror do fast food das merendas por alimentos saudáveis. Sensacionalismo midiático à parte, a iniciativa é louvável e muito bem-vinda. Quem já foi aos Estados Unidos e viu de perto os corpos deformados pela obesidade mórbida, sabe o quanto campanhas desse tipo são necessárias. Ainda mais porque o mundo adota os padrões do considerado "Primeiro Mundo", com reflexos crescentes aqui no Brasil. Eu assinei a petição da campanha.

"Food philosophy - Jamie Oliver
My philosophy to food and healthy eating has always been about enjoying everything in a balanced, and sane way. Food is one of life's greatest joys yet we've reached this really sad point where we're turning food into the enemy, and something to be afraid of.

I believe that when you use good ingredients to make pasta dishes, salads, stews, burgers, grilled vegetables, fruit salads, and even outrageous cakes, they all have a place in our diets. We just need to rediscover our common sense: if you want to curl up and eat macaroni and cheese every once in a while – that's alright! Just have a sensible portion next to a fresh salad, and don't eat a big old helping of chocolate cake afterwards.

Knowing how to cook means you'll be able to turn all sorts of fresh ingredients into meals when they're in season, at their best, and cheapest! Cooking this way will always be cheaper than buying processed food, not to mention better for you. And because you'll be cooking a variety of lovely things, you'll naturally start to find a sensible balance. (...)"

Feriadão com yoga

Uma renomada professora internacional de Iyengar Yoga, a espanhola María Jesús Lorrio Castro, está em Sampa. Passarei dois dias fazendo curso com ela (segunda e terça). Até lá, foco no computador para avançar na monografia da pós.

Quem está na praia, favor dar um mergulho por mim.

Frase do dia
"We are missing the gold if we do asanas as a physical practice only"
Geeta Iyengar, em Yoga - A gem for women

Wednesday, September 01, 2010

Eis setembro!

Quando a meia-noite foi inundada pelos foguetes barulhentos e iluminados, no céu da capital paulista, achei que a multidão estava comemorando o fim do mês do desgoto.

Era o centenário do Corinthians.

Com aquela lua minguante alaranjada poética (não convém lembrar que é efeito da poluição), me senti em pleno reveillon. Afinal, se é a mente que cria o próprio mundo, eu escolho estar em festa. Pelo menos por hoje.

E nesta minha quinta-feira de ano novo, recebi (mais) presentes. Pratiquei yoga com a Rê Ventura, uma belíssima sequencia de retroflexões. Ganhei dela incensos de sândalo de Bangalore e um pôster muito bacana com montagem de fotos de B.K.S Iyengar praticando aos 80 anos (daqueles que a gente corre para colocar em uma moldura). Também soube pela Dani Neves o que é o Blog Day (espero conhecê-la pessoalmente, sim!), recebi uma indicação, olha que honra.

Me dei de presente um cozido chuchuzinho de berinjela no jantar. Falei com mami (e dá-lhe detalhes do casamento da Cinthia!) e, quando estava prestes a terminar esse post, a Naomi, minha amigona de Bruxxxque, surgiu no Skype.

Eis setembro!

Monday, August 30, 2010

Hã?

Saiu na Super Interessante :

"Pessoas são mais bonitas na segunda
por Thiago Perin

Uma pesquisa feita na Inglaterra revelou que esse é o dia em que homens e mulheres estão mais atraentes, porque passam mais tempo se arrumando antes de sair de casa: eles gastam 28 minutos e elas 1h30. Conforme a semana passa, o esmero desaparece: na sexta-feira, os homens gastam apenas 11 minutos se aprontando (as mulheres, 19)."

Enquanto isso, tem gente passando fome no mundo...

Sunday, August 29, 2010

Relaxe

Vivenciamos no fim de semana a importância do relaxamento para conseguir conhecer melhor os processos da mente e ficar mais conectado com os próprios sentimentos (sem querer "consertar" a experiência).

Menos leituras e mais meditação dessa vez.

A foto foi tirada pela minha irmã Kelly Cristina Piva. Verão 2008/2009, Lagoa de Ibiraquera (SC).

Crescimento na economia budista, por Jeffrey D. Sachs*

Se tu nunca ouviste falar de Felicidade Interna Bruta, eis aqui mais uma boa oportunidade!

"A tradição budista no Butão entende a felicidade como consequência de um trabalho sério de reflexão interna e de compaixão pelos outros


Voltei recentemente do Butão, o reino himalaico de beleza natural, riqueza cultural e introspecção inigualáveis. A partir da singularidade desse reino surgem várias questões de cunho econômico e social de interesse urgente para o mundo todo.

A geografia acidentada do Butão propiciou o crescimento de uma brava população de agricultores e pastores, e ajudou a promover uma sólida cultura budista, intimamente vinculada na sua história com o Tibete. A população é esparsa, de aproximadamente 700 mil pessoas, num território do tamanho da França, com comunidades agrícolas assentadas em vales profundos e alguns poucos pastores nas montanhas altas. (...) O Butão está formulando a pergunta que todos devem fazer: como pode uma modernização econômica ser combinada com vigor cultural e bem-estar social?

No Butão, o desafio econômico não é o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas da Felicidade Interna Bruta (GNH, na sigla em inglês). (...) Parte do GNH do Butão gira, é claro, em torno da satisfação de necessidades básicas - melhora no serviço de saúde, redução da mortalidade materna e infantil, maior conquista educacional e melhor infraestrutura, especialmente eletricidade, água e saneamento. Esse foco na melhora material dirigido para a satisfazer as necessidades básicas faz sentido para um país com o nível de renda relativamente baixo do Butão.

O GNH, porém, vai muito além do crescimento amplo, voltado para os pobres. O Butão também indaga como o crescimento econômico pode ser combinado com sustentabilidade ambiental - pergunta que o país respondeu em parte por meio de um esforço maciço para proteger a vasta massa florestal do país e sua biodiversidade singular. O país pergunta também como pode preservar a sua tradicional igualdade e promover a sua herança cultural única. Além disso, quer saber como as pessoas podem manter a sua estabilidade psicológica numa época de mudanças velozes, marcadas por urbanização e uma investida dos meios de comunicação globais numa sociedade que não tinha televisões até uma década atrás.

Fui ao Butão depois de ouvir um discurso inspirador do premiê Jigme Thinley no Encontro de Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável realizado em Nova Déli em 2010. (...) Thinley definiu isso simplesmente: Cada um de nós é um ser físico finito e frágil. Quantas 'bobagens'- alimentação inadequada, comerciais de TV, carrões, novos aparatos eletrônicos e modas mais recentes - podemos enfiar em nós mesmos sem desregular o nosso próprio bem-estar psicológico? (...)

Todos sabem como a atitude hiperconsumista à moda dos americanos pode desestabilizar as relações sociais e provocar agressividade, solidão, cobiça e excesso de trabalho à beira da exaustão. O que talvez seja menos reconhecido é como essas tendências se aceleraram nos próprios Estados Unidos nas décadas recentes. Isso pode ser resultado, entre outras coisas, da crescente e implacável investida das relações públicas e publicitárias.

A questão de como conduzir uma economia para que produza felicidade sustentável - combinando bem-estar material com saúde humana, conservação ambiental e resistência psicológica e cultural - é a que deve ser abordada em todos os lugares.

A questão primordial para o Butão é considerar a Felicidade Interna Bruta como uma busca permanente, em vez de uma lista de verificação. A tradição budista do Butão entende a felicidade não como uma ligação a bens e serviços, mas como consequência de um trabalho sério de reflexão interna e de compaixão pelos outros. O Butão empreendeu uma jornada séria. As demais economias do mundo deveriam fazer o mesmo.

*Jeffrey D. Sachs é professor de Economia, diretor do Instituto da Terra na Universidade Columbia e consultor especial para as Nações Unidas na questão das Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Para o artigo na íntegra, clique aqui.

Friday, August 27, 2010

Da série... Pare o Mundo que Eu Quero Descer

Contagem regressiva para me mudar da megalópole cinza poluída. Um ano, no máximo! Olha a foto que tiraram hoje!

Saiu no UOL: "Com 12%, umidade relativa do ar atinge o menor nível do ano em SP".

Hoje eu acordei cedinho para praticar yoga na Macaca, sentindo, porém, a letargia causada pelo clima. Depois, dei uma aula no Yoga Flow no horário do almoço, com asanas mais calmos e restaurativos. Tem aluno que, infelizmente, quer aulas fortes o tempo todo, mas é preciso adequar a prática quando se tem um estado de alerta estadual indicando baixíssima umidade e recomendação de evitar exercícios físicos até às 17h. Acho que todos entenderam e saíram se sentindo muito bem.

Como notícia boa, a partir das 19h, estarei em retiro de psicologia budista. Bom fim de semana :)

Foto: Mauricio Lima- AFP

Thursday, August 26, 2010

Sobre a arte de não-possuir e de let it go

"Desapegar-se e mover-se através da vida, de uma mudança para outra, traz amadurecimento ao nosso ser espiritual.

No final, descobrimos que amor e desapego podem ser a mesma coisa. Em ambos os casos, não buscamos possuir. Ambos nos permitem tocar cada momento dessa vida passageira e nos permitem estar plenamente presentes em tudo o que vier acontecer"
Jack Kornfield, em Um Caminho com o Coração.

Foto: Carline Piva. Uma trilha linda (!!!) que fiz no Yosemite National Park, em setembro 2009.

Wednesday, August 25, 2010

Etcetera e tal

Paradoxo de quinta à noite: apesar de querer voltar a ficar apaixonada, sinto que não acredito mais nesse tipo de amor. Qualquer amor? Algum amor?

Parece inevitável. Reencontro com ex-namorado sempre mexe. O bom é observar o respeito pelos novos caminhos escolhidos. Tal como o processo de conquista, gradual, é o processo de separação.

Ser humano é ser complexo. C'est la vie.

Ok, Damien Rice, som na caixa...
"You give me miles and miles of mountains
And I'll ask for the sea"...

Eu apoio essa causa!

O Projeto de Ajuda aos Tibetanos (TAP, na sigla em inglês) promove um Ciclo de Cinema Comentado. A exibição deste sábado é Himalaya, na sede do Instituto Nyingma do Brasil (pertinho da Praça Panamericana, em Alto de Pinheiros). Doação de R$ 15,00.

Tenho uma informação dos bastidores que haverá até brigadeiro, além da clássica pipoquita.

Mais informações: http://www.projetotap.com.br/

Marque na agenda: no dia 22 de outubro haverá um jantar especial do TAP. Uma chance para você adivinhar quem será a fotógrafa? (Uhu!)

Sunday, August 22, 2010

DVD Yoga com acessórios

Durante uma tarde intensa de filmagens, a querida Indra Gasparini conduziu e explicou uma sequencia de Iyengar Yoga para iniciantes. Eu contribuí demonstrando as posturas. O resultado é um DVD da série Yoga & Saúde, da produtora Tríada, lançado em fevereiro de 2010.

Ok, ok, sei que para aprimorar o meu marketing pessoal eu não deveria demorar seis meses para anunciar o produto (ha ha ha). O Carline's Corporation nasceu já em recesso meditativo, sem pretensão de ter planejamento estratégico.

Fica aqui a dica para quem quiser experimentar e praticar yoga no conforto da própria casa. Apesar de o DVD não estar mais nas bancas (obviamente), ainda pode ser comprado pela internet. (Ligue jááá e receba um incenso de brinde?!)

Bharavadjsana, com cadeira.
Trikonasana.

Yoga e cerimônia do chá

Compartilho não só o poético texto escrito pela Erika Kobayashi, como o recém-lançado blog dela: http://cerimoniadocha.wordpress.com . Puro aroma e especiarias!

Considero a presença dela nas minhas quintas-feiras matinais como mais um presente da lista que comentava (e agradecia ao Universo) no post anterior.

19/08/2010


"Hoje eu tive minha primeira aula de yoga. Estava sentindo falta de acordar bem cedo de manhã e começar o dia respirando bem. Depois de uma caminhada de 30 minutos, cheguei na casa da Carline Piva, jornalista e professora de yoga, amiga de um grande amigo. A Carline tem um astral ótimo e muita sensibilidade, foi ela quem herdou uma linda luminária vermelha quando mudei de São Paulo (a luminária continua com ela, aquecendo o corredor de seu apartamento) e talvez seja essa proximidade sutil que torne a aula (pré, durante e pós) uma agradável descoberta.


Assim como na cerimônia do chá, o convidado é recebido com reverência: porta destrancada, música suave e incenso queimando. Chega-se devagar. Há uma janela grande, com uma vista linda que permite os olhos percorrerem São Paulo como uma paisagem silenciosa. Pela manhã, o sol penetra o apartamento sem imposição. Ele está lá. Presente. No final da tarde, ele se põe quase pedindo licença, sem atrapalhar a aula.


Na yoga, o corpo se movimenta com firmeza e suavidade (o meu ainda não consegue fazer nem uma coisa nem outra). Busca-se o equilíbrio, a consciência de todos os cantos do corpo, estar presente, a harmonia de fragmentos de movimentos para compor o todo. E medita-se na consciência do impermanente.

O que pode parecer uma coreografia é, na verdade, uma sequência de movimentos naturais. Gestos conscientes, “habitar o próprio corpo“, segundo a Carline.

Alargar os espaços no corpo, na mente e na alma.

Abrir-se para a troca.

Xícara vazia.

Há uma passagem entre o final da aula e colocar os pés na avenida movimentada. Nesse intervalo, tomamos um chá. Além do chá, há o encontro, o cuidado em receber, ensinar, aprender, trocar, o preparo do ambiente, a atenção em estar presente, em desfrutar o momento. O sentimento da cerimônia do chá.

E a Carline, assim como eu, adora chá. Me apresenta novos sabores, e a conversa vai… e acaba que eu ganhei sachês de uma marca orgânica nacional chamada Tribal Brasil, que eu estava louca para experimentar depois de ter visto algumas latinhas no balcão do Kebabel. A base é feita de erva mate (oficialmente, não é chá “de verdade”, apesar de ser o que mais tomamos no Brasil), e tem misturas interessantes.

Gostei mais do lemon ginger que tomamos juntas depois da aula: gengibre tem tudo a ver com friozinho; ganhei um sachê de vanilla peach para tomar em casa, mas ainda acho estranho a mistura com erva mate torrada (sou um pouco purista no quesito erva mate… ainda!)

OBS: não coloquei comentários sobre modo de preparo etc. porque estou na minha semana freestyle."
Foto by Carline Piva. O presente que recebi da Erika, anos atrás.

The new yogi



Vídeo engraçadíssimo repassado pela amiga Marcinha Perez, que fala da nova geração de "yogis". E o pior é que está cada vez mais comum encontrar alunos desse tipo...

Se você entende bem inglês, confira!

"-Você já fez yoga antes?
- Não. O meu médico disse que eu preciso fazer alongamento. Eu quero me alongar..."

Saturday, August 21, 2010

Abri os olhos

... tomei o copo de água que costuma pernoitar ao lado da cama e comecei o sábado com poesia de Fernando Pessoa:

"Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!"

Poemas de Alberto Caeiro, Obra Poética II, pg.80

Ontem conheci o Syndikat (nos Jardins). Ouvi uma banda de blues ótima, com a cantora Bia Marchese e o guitarrista Celso Salim (sensacional). O serviço do local é bom, o Mojitos muito bem feito, a panqueca de ricota e espinafre gostosinha. Só é meio decepcionante chegar no bar ainda vazio e ver que todas as mesas estão reservadas, especialmente na área onde a banda toca (são dois andares). Essa dinâmica paulistana de reservar tudo com antecedência não é o meu estilo.

Agora, vou tirar uma siesta e pesquisar sobre os resíduos eletroeletrônicos, o tema que escolhi para o trabalho de conclusão da pós.

Tudo bem por aí, do outro lado desta tela?

Foto: mais uma divulgada pela NASA, essa é da Patagônica, que eu ainda hei de conhecer!

Thursday, August 19, 2010

The Pelican Nebula

Olha que bacana! A NASA publica diariamente uma "Astronomy Picture of the Day", com retratos desse universo colorido em que vivemos. Essa é a de hoje, incrível, não? Uma nebulosa que fica a 2.000 anos luz de distância da Terra. Para contemplar: eis o arquivo deles.

Drauzio Varella e a falta de comprovação científica para o uso de ervas e chás medicinais

O médico Dráuzio Varella, em entrevista à Cristine Segatto, faz duras críticas ao emprego de medicina popular. Será um novo quadro do Fantástico e deve trazer bastante polêmica. Compartilho alguns trechos abaixo, mas você pode ler o artigo na íntegra, clicando aqui.

"ÉPOCA – Ervas medicinais servem pra quê?
Drauzio Varella – Mais da metade dos medicamentos são derivados dos produtos naturais. A morfina e a aspirina são alguns exemplos. Ervas e chás são usados desde sempre. Galeno desenvolveu no século II uma poção que tinha mais de 70 ervas. Até carne de cobra tinha nessa poção. Era usada tudo o que você pode imaginar. Essa poção foi usada até o século XIX na Europa. Foram acrescentando outras coisas. Chegou a ter mais de cem plantas misturadas. Era uma panaceia. À medida que a química analítica foi se desenvolvendo, especialmente na Alemanha, eles começaram a procurar nessas plantas quais eram os princípios ativos. Da papoula, os alemães isolaram a morfina. De outra planta, isolaram a aspirina. Foi assim que a farmacologia se desenvolveu. Mas a tradição de usar chás sempre existiu. Todos nós temos na família um chá predileto. Uma coisa é dar um chá de camomila para criança. Isso é feito há séculos e a gente sabe que não faz mal nenhum. Ou chá de erva cidreira para acalmar, para dormir etc. Outra coisa é usar chás para tratar de doenças. Essa é uma medicina extremamente popular, mas é um problema.

(...)
ÉPOCA A Organização Mundial da Saúde de certa forma incentiva o uso desses produtos naturais porque a maioria da população mundial não tem acesso à medicina. Nesse contexto, as ervas não têm um papel importante?
Drauzio – Acho que esse é o cerne da discussão. É um absurdo dizer “olha, já que vocês não têm acesso à medicina se contentem tomando chazinho”. Isso é enganar a população. É dar a impressão de que as pessoas estão sendo tratadas quando na verdade não estão. Antes de oferecer essas ervas aos pacientes, é preciso avaliar a ação delas com rigor científico. Por exemplo: como saber se um determinado chá traz algum benefício contra a gastrite? É preciso separar dois grupos de pacientes. Um deles toma uma droga conhecida, como o omeprazol. O outro toma omeprazol e mais um chá que vem num sachê junto com uma bula que explique direitinho quantos minutos aquilo tem de ficar na água etc. Aí é comparar os resultados obtidos nos dois grupos. Não existe estudo assim. E ninguém está disposto a fazer. Os defensores dessa chamada medicina natural querem que o mundo aceite que é desse jeito e acabou. Sem nenhum estudo e sem passar por todo processo de avaliação científica que os medicamentos passam para poder ter a ação demonstrada.

ÉPOCA – O Ministério da Saúde errou ao adotar essa política?
Drauzio – Essa medida está totalmente errada. Isso não deveria ter sido feito de jeito nenhum. O que está por trás disso é uma questão política. Imagine se eu fosse o prefeito de uma pequena cidade do interior. Quanto custa um posto de saúde, médico, enfermagem, paramédicos etc? Custa caro. É muito mais barato fazer uma horta e mandar o médico receitar aquilo. E ainda inauguro o negócio com o nome de Farmácia Viva. Imagine só que nome mais inadequado. Fazer uma coisa dessa não custa quase nada. E os políticos adoram inaugurar essas hortas. Há centenas delas no Brasil.

ÉPOCA – Que realidade vocês encontraram durante a apuração das reportagens?
Drauzio – Descobrimos muitas histórias. Em Belém, estivemos na sede da Embrapa. Encontramos lá um engenheiro agrônomo que dá consultas. Você diz que está tossindo, com febre e ele te dá um xarope de guaco. Isso é feito dentro de um órgão público, oficial. O paciente que vai lá é tratado por um engenheiro agrônomo. Isso é aceito como se fosse uma coisa normal. Há uma ideologia por trás disso. É a ideologia de que as coisas naturais são melhores, de que os remédios fazem mal para a saúde, de que a tradição é melhor que a ciência. É uma coisa do século passado. A população de baixa renda está nas mãos de pessoas como esse engenheiro agrônomo. Ele faz isso de boa fé. Não faz para ganhar dinheiro. Ele acredita no que faz. Mas estamos numa área em que as crenças individuais não têm a menor importância."

O que eu acho? Que testes científicos são sempre muito bem-vindos, claro! Mas se dependermos deles para começarmos a tratar as doenças de modo alternativo, ficaremos esperando eternamente. Pois toda a pesquisa exige financiamento e grandes laboratórios certamente têm mais interesse em estudar suas próprias patentes do que as propriedades da babosa, que cada família pode cultivar no jardim de casa.

Como se alcança o caminho do meio?

Wednesday, August 18, 2010

De uma coisa eu não posso reclamar...

O magnânimo Universo anda me dando muitos presentes ultimamente. Recebi um e-mail de uma amiga após uma ausência mútua de mais de dez anos, ganhei orquídea, livro, telefonemas chuchuzinhos, novas parcerias de trabalho, vela de alecrim, uma divertida noitada com a Dani Barbará, novo projeto no centro budista...

Hoje tive o primeiro encontro com a minha orientadora, que não conhecia direito, e saí extremamente feliz. Que boa escolha que fiz ao convidá-la!

Até naquele evento de Foz do Iguaçu, uma senhora congressista ouviu eu comentando que gostava daquelas meias coloridas com dedinhos separados (é bom para usar Havaianas no inverno) e me trouxe uma de presente! Assim, do nada.

Em setembro começará o inferno astral, o clássico mês anterior ao aniversário. Devo sentir falta dessa fase.

Foto by Carline Piva, nas andanças pela Vila Madalena

Tuesday, August 17, 2010

Ciclos

Eis a presença de Antônio, que chegará em breve, literalmente iluminando esse blog.


Uma das minhas melhores amigas, Tatiana, está grávida novamente.

Esbanja curvas acentuadas no mar de Santo Antônio de Lisboa, vilarejo lindo de Floripa.

Me acolho nesse sol. E choro. "Porque chegar e partir são só dois lados da mesma viagem"?

Monday, August 16, 2010

Om mani peme hum

O dia surgiu nublado pelo sofrimento. Soube que um membro da família cometeu suicídio. Deixou uma filha de três anos e uma carta derradeira pedindo perdão.

Silêncio.

Sunday, August 15, 2010

Yoga pela Paz 2010 - Um frio danado!

Muito calor humano para espantar os 9 graus que fez nesta manhã, no Parque do Ibirapuera!

Abaixo, um raro (e lindo!) momento de sol, durante o discurso e preces de Swami Chidananda.
Nesta edição do evento, rolou kirtan com Jai Uttal e Krishna Das, aula de yoga, meditação coletiva conduzida por Márcia de Luca e, certamente, muitos reencontros com amigos queridos!
Júlio e Paula (foto tirada por Gardelon)
Muvuca zen! *
Carli e Suresh. *

Carli e Fernando. *

Carli, Renata e Cláudia.

Asato ma sat gamaya ...

May peace prevail in this world... *
E mais! *


Cliques do Yoga pela Paz 2009.
Cliques do Yoga pela Paz 2008.

* Fotos do Gardelon ;)
Namastê!

Saturday, August 14, 2010

Foz do Iguaçu

Os dias de trabalho foram intensos no congresso de Geofísica, no Paraná. Conversei com gente do mundo inteiro, Rússia, Irã, Índia, Chile, Colômbia, Canadá, Inglaterra, França, Estados Unidos...

Apertava minha tecla SAP e saía o diálogo em inglês, depois portunhol, depois mímica, depois português...

Acima, foto com Marcelo, Astrid e Fernanda, da Eventus.

Abaixo, com as demais meninas que trabalharam conosco no “Meeting of the Americas - Earth, Oceans, Atmospheric, Space and Planetary Sciences: Tatiana, Roberta, Ingrid e Astrid.

Na frente do Rafain Hotel, prestes a atravessar a fronteira, após o expediente.

Cassino paraguaio! E eis o grande vencedor da noite, na roleta.


Conheci também o Cassino Iguazu, que fica na Argentina. Esse sim era bem maior e mais convidativo a torrar muitos e muitos dólares, especialmente nas mesas de pôquer.
Não curto esses tipos de jogos, mas amo passear e observar novos ambientes.

Friday, August 06, 2010

Next stop: Foz do Iguaçu!

Amanhã cedinho viajo para participar do congresso “Meeting of the Americas - Earth, Oceans, Atmospheric, Space and Planetary Sciences", em Foz do Iguaçu.

A última vez que contemplei essas divinas cataratas foi em 2007, em uma mochilagem com a amiga Michele. Dá para perceber que o tempo passou pelos cabelos outrora curtitos.

Voltarei na sexta-feira, 13 (sinistro?), se a ameaça de greve na Gol permitir.

Rê Mendes e outras pessoas queridas que passam por aqui: sinto saudades também! Comecei um projeto na Faculdade de Medicina da USP e, como todo bom início de trabalho, tenho que colocar bastante energia.
Vivo um momento feliz, ainda que impermanente. Esse tal retorno de Saturno no céu astral não é para principiantes. Definitivamente.

Programinhas zen!
Neste fim de semana (sábado à tarde e domingo antes do almoço do Dia dos Pais) acontecem vivências gratuitas de Meditação e Kum Nye no Instituto Nyingma do Brasil. Interessado? Clique aqui.

Já te mostrei o Informativo mensal da Editora Dharma que a super Helen Ressude diagrama e eu escrevo? Essa é a edição fresquinha de agosto. Enjoy it.

No outro domingo, dia 15, tem show do Krishna Das no Parque do Ibirapuera. Yoga pela Paz 2010. http://www.yogapelapaz.org/ Eu vou! Vamos?

Monday, August 02, 2010

Sim, eu passei por aqui e te deixei um "Respire!"

Os dias vão se desdobrando sem rotina e com muitos afazeres. Telefonemas surgem e o acaso não por acaso muda. Hoje tive a surpresa de receber a ligação do Wilson, meu querido amigo do Recife. Conseguimos almoçar juntos lá no Mani (na Rua Joaquim Antunes, 210, em Pinheiros). Um risoto de beterraba ó-ti-mo. Restaurante lindo, aliás. Vale a pena conhecer (opte pelo início do mês, com a conta bancária mais polpuda).
Respirando alguns minutos antes de pular debaixo dos edredons, seguem algumas fotos de Sampa, mais precisamente do belo bairro da Vila Madalena.
Gentileza gera gentileza. Amor gera amor. Harmonia gera harmonia. Respeito ...
E um piquenique ensolarado em plena segundona no Parque Vila Lobos.

Quando foi a última vez que você fez piquenique?!

Informe yogue
Nesta semana, rolam as aulas minhas no:

Bija Yoga
Dia 2/08, segunda: das 7h30-9h (Iyengar I).

Yoga Flow
Dia 3/08, terça: 7h30/8h45 (Iyengar I)

Dia 5/08, quinta: 7h30/8h45 (Iyengar I)


Namastê!